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Jogador Adriano nem estreia pelo Flamengo e pode pegar a 3ª advertência

Não recebemos justificativa nenhuma ? disse o fisiologista Cláudio Pavanelli.

O mar de tranquilidade que eram os primeiros 12 dias de trabalho de Adriano chegou ao fim, com uma ressaca imperial. Ao faltar ao treino nesta segunda-feira, no Ninho do Urubu, não dar explicação, passar o dia na favela Vila Cruzeiro e, de quebra, ainda atropelar um motoqueiro, o atacante acumulou sua segunda advertência (a primeira foi faltar ao treino da última quarta-feira). Caso cometa mais uma, pode ter seu contrato rescindido e dar adeus ao Flamengo sem sequer estrear.

— Cada infração é convertida em advertência. O que ficou acordado é que, em tese, três advertências podem justificar um pedido de rescisão por parte do clube — contou o vice-presidente jurídico Rafael Del Piro.

Quando a carreira de Adriano parecia tomar uma nova direção, ela se desgovernou na Vila Cruzeiro. O motociclista atropelado não teve ferimentos graves. A assessoria de imprensa das Unidades de Polícia Pacificadora afirmou que o atacante foi visto no local por policiais. No mesmo horário, ele era esperado no CT para fazer exercícios na academia.

— Não recebemos justificativa nenhuma — disse o fisiologista Cláudio Pavanelli.

Segundo a assessoria de imprensa do atacante, a ausência foi devidamente comunicada ao clube. O motivo alegado para a falta foi o cansaço, farsa derrubada após a revelação da ida à favela.

— Ele vem de treinos diários intensivíssimos. Pediu para descansar. Mas hoje (terça-feira) já estará de volta — disse a assessora.

O departamento de futebol se calou. O vice Paulo César Coutinho desligou o celular. Zinho preferiu deixar o dele com a filha. Salvo novas descobertas, Adriano não será demitido agora. Mas sua cabeça está a prêmio.

Imagem: Cezar LoureiroAdriano está com a cabeça a prêmio(Imagem:Cezar Loureiro)Adriano está com a cabeça a prêmio

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