Técnico da seleção de esgrima fala sobre o futuro do Piauí na modalidade
Com menos de um ano no Piauí, a esgrima já conta com cinco instrutores e cerca de 20 praticantes. Todos recebem a técnica do treinador da seleção brasileira.
Quase um ano se passou desde que a esgrima foi implantada no Piauí. De lá para cá, a modalidade despertou paixões e já mostra um cenário positivo para atletas e treinadores. A afirmação é de Evandro Oliveira, técnico da Seleção Brasileira Feminina de Esgrima, que está em Teresina para mais uma temporada de treinamentos para aperfeiçoamento técnico de instrutores.
Convidado pela Federação Piauiense de Esgrima para ser o responsável pela implantação na modalidade no Piauí, Evandro Oliveira aceitou o desafio, que trazia para sua vida novamente uma convivência com um lado da prática que há tempos estava afastado. Ensinar cada movimento para alguém que nunca teve contato antes com uma espada, depois de tantos anos trabalhando com as melhores atletas, podia até parecer algo sem graça, mas não foi para a surpresa do próprio treinador.
- Depois de tanto tempo trabalhando com o que você está acostumado, te faz engessar, ficar frio. Os garotos do Piauí me fizeram lembrar o quanto eu amo a esgrima e principalmente o quanto eu gosto de ensinar – conta Evandro.
Cercado pelos instrutores que decidiram apostar em seguir na carreira de treinadores de esgrima, o técnico da seleção não economiza elogios. Dos 65 formados por ele, cinco escolheram continuar. E são esses os responsáveis pela implantação da modalidade nos clubes e academias da cidade. Eles, durante todo o ano, fizeram 37 demonstrações da esgrima em escolas públicas e particulares de Teresina e, para Evandro, esse é um dos principais diferenciais dos profissionais do Piauí.
- A esgrima foi muito bem implantada aqui. A partir do próximo ano, também estará presente em três escolas particulares e em um projeto social. Da implantação para cá, já houve um salto muito grande. Estou muito surpreso. O mais legal é que eles (instrutores) estão investindo. A ideia de colocar em academias é deles. Isso eu admiro muito, pois no Brasil isso é difícil de ver atitudes como essa – analisa o técnico.
Garimpar e lapidar
Apesar de ter encontrado admiradores, a esgrima é cruel quando o assunto é tempo. Das modalidades mais técnicas que existem no mundo, ela precisa de uma média de pelo menos sete anos para preparar um atleta, para assim se pensar no rendimento. Pensando nisso,
- Primeiro vamos deixar aqui a modalidade em condições para o futuro. Um atleta demora uns cinco anos para começar a incomodar para que com sete possa dizer que está preparado. E o que venho fazer aqui é ver o que está sendo feito, observar os defeitos, corrigir, aprimorar a técnica e orientar. Com o tempo, aparecerão os bons atletas e consequentemente os bons treinadores – explica Evandro Oliveira.
Olimpíadas
Ao deixar o Piauí, o técnico da seleção volta para os Estados Unidos, onde mora atualmente. A atenção para a seleção brasileira é dada a cada dois meses. Com 40 anos, e quase 30 dedicados à esgrima, Evandro fala sobre as perspectivas da modalidade para os Jogos Olímpicos do Rio, em 2016.
- O Brasil hoje tem atletas de bom nível, onde quatro ou cinco podem surpreender. Mas o nosso forte (seleção feminina) é a equipe. A esgrima é muito forte lá fora. Hoje os Estados Unidos aparecem com um nova potência, mas há todos os países da Europa que são muito fortes também, principalmente a França, que sozinha já conquistou 122 medalhas olímpicas só na esgrima, isso é mais do que todas as medalhas conquistadas pelo Brasil em todos os esportes – revela o treinador.
Evandro Oliveira é formado pela Escola Superior de Educação Física do Exército- ESEFEX e possui sete especializações em espada. Morou na França, Itália e atualmente vive em Portland, em Oregon. Na esgrima, a maior honraria que existe é a de mestre.
Convidado pela Federação Piauiense de Esgrima para ser o responsável pela implantação na modalidade no Piauí, Evandro Oliveira aceitou o desafio, que trazia para sua vida novamente uma convivência com um lado da prática que há tempos estava afastado. Ensinar cada movimento para alguém que nunca teve contato antes com uma espada, depois de tantos anos trabalhando com as melhores atletas, podia até parecer algo sem graça, mas não foi para a surpresa do próprio treinador.
- Depois de tanto tempo trabalhando com o que você está acostumado, te faz engessar, ficar frio. Os garotos do Piauí me fizeram lembrar o quanto eu amo a esgrima e principalmente o quanto eu gosto de ensinar – conta Evandro.
Cercado pelos instrutores que decidiram apostar em seguir na carreira de treinadores de esgrima, o técnico da seleção não economiza elogios. Dos 65 formados por ele, cinco escolheram continuar. E são esses os responsáveis pela implantação da modalidade nos clubes e academias da cidade. Eles, durante todo o ano, fizeram 37 demonstrações da esgrima em escolas públicas e particulares de Teresina e, para Evandro, esse é um dos principais diferenciais dos profissionais do Piauí.
- A esgrima foi muito bem implantada aqui. A partir do próximo ano, também estará presente em três escolas particulares e em um projeto social. Da implantação para cá, já houve um salto muito grande. Estou muito surpreso. O mais legal é que eles (instrutores) estão investindo. A ideia de colocar em academias é deles. Isso eu admiro muito, pois no Brasil isso é difícil de ver atitudes como essa – analisa o técnico.
Garimpar e lapidar
Apesar de ter encontrado admiradores, a esgrima é cruel quando o assunto é tempo. Das modalidades mais técnicas que existem no mundo, ela precisa de uma média de pelo menos sete anos para preparar um atleta, para assim se pensar no rendimento. Pensando nisso,
- Primeiro vamos deixar aqui a modalidade em condições para o futuro. Um atleta demora uns cinco anos para começar a incomodar para que com sete possa dizer que está preparado. E o que venho fazer aqui é ver o que está sendo feito, observar os defeitos, corrigir, aprimorar a técnica e orientar. Com o tempo, aparecerão os bons atletas e consequentemente os bons treinadores – explica Evandro Oliveira.
Olimpíadas
Ao deixar o Piauí, o técnico da seleção volta para os Estados Unidos, onde mora atualmente. A atenção para a seleção brasileira é dada a cada dois meses. Com 40 anos, e quase 30 dedicados à esgrima, Evandro fala sobre as perspectivas da modalidade para os Jogos Olímpicos do Rio, em 2016.
- O Brasil hoje tem atletas de bom nível, onde quatro ou cinco podem surpreender. Mas o nosso forte (seleção feminina) é a equipe. A esgrima é muito forte lá fora. Hoje os Estados Unidos aparecem com um nova potência, mas há todos os países da Europa que são muito fortes também, principalmente a França, que sozinha já conquistou 122 medalhas olímpicas só na esgrima, isso é mais do que todas as medalhas conquistadas pelo Brasil em todos os esportes – revela o treinador.
Evandro Oliveira é formado pela Escola Superior de Educação Física do Exército- ESEFEX e possui sete especializações em espada. Morou na França, Itália e atualmente vive em Portland, em Oregon. Na esgrima, a maior honraria que existe é a de mestre.
Imagem: Reprodução
Eduardo Fernandes, Evandro Oliveira, Moisés Machado e Pedro Barroso são os instrutores formados em Teresina e que implantaram a esgrima nas academia .
Eduardo Fernandes, Evandro Oliveira, Moisés Machado e Pedro Barroso são os instrutores formados em Teresina e que implantaram a esgrima nas academia .
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