"Anjo" de Felipão em Portugal aposta no técnico para unir Brasil pelo hexa
Carlos Godinho viu de perto como Scolari conquistou os portugueses e crê em estilo extrovertido do treinador para despertar patriotismo no brasileiro.
Bandeiras nas janelas e hino nacional na ponta da língua. A onda de patriotismo que dominou Portugal em 2004, ano em que sediou e foi vice-campeão da Eurocopa, teve a assinatura de Luiz Felipe Scolari. O feito do técnico no país dos descobridores do Brasil virou exemplo. Principalmente agora que ele precisa fazer o mesmo com a seleção brasileira na Copa das Confederações e na Copa do Mundo.
- Portugal é um país pequeno, em que a proximidade com a população é mais fácil, porque você pode atravessar o país em poucas horas de carro. No Brasil, isso é mais complicado, mas a situação dos dois países é mais ou menos a mesma às vésperas de sediar uma competição. Estamos trabalhando, sim, para envolver a população com a Copa do Mundo – disse Felipão.
- No Brasil, o Felipão já tem o respeito do povo. Ele é campeão do mundo. Conversei muito com ele e a empolgação é evidente. Desde que o Brasil foi anunciado como sede da Copa do Mundo de 2014 que ele demonstra o desejo de estar no comando da seleção brasileira. Tem tudo para dar certo. Espero que o Brasil chegue até a final e só perca para Portugal – falou Godinho.
A decisão dos sonhos do diretor da Federação Portuguesa, no entanto, terá outro vencedor se depender de Felipão. O técnico está obcecado pelo hexacampeonato.
Recentemente, antes de sua estreia no retorno à Seleção, na derrota por 2 a 1 para a Inglaterra, Scolari assumiu a responsabilidade de tornar o Brasil favorito ao Mundial de 2014. Do contrário, ele costuma dizer, era melhor nem ter brigado para ser sede da competição. Na cabeça do técnico, se o país se comprometeu a organizar o torneio tem que lutar na mesma proporção para fazê-lo campeão pela sexta vez.
Certo de que Felipão vai conseguir unir o povo brasileiro em volta da Seleção, assim como fez em Portugal, Godinho aposta no estilo extrovertido do treinador.
- Ele conseguiu, de fato, algo histórico em Portugal. Uniu o povo. Essa, aliás, é a marca dele aqui para quem vê de fora, mas o objetivo inicial era unir os jogadores. Mas isso foi conseguido rapidamente. Em relação à torcida foi um processo natural, conquistado com atitude extrovertida. Ele abriu a mentalidade das pessoas, exaltou o hino, a bandeira. Tornou a seleção uma marca internacional – avaliou Godinho.
Com a seleção brasileira, Felipão não precisa internacionalizar a marca. Afinal, as cinco estrelas que o time carrega no peito falam por si só. Mas é necessário que o técnico tente aproximar o povo da equipe. Depois dos fracassos de 2006, na Alemanha, e 2010, na África do Sul, há certa desconfiança.
- Portugal não é o meu país de origem, mas tem o mesmo idioma e temos essa proximidade histórica. À medida que você consegue fazer o povo participar com entusiasmo é algo fantástico. É uma bola de neve que aumenta a cada dia e você sabe que vai ser cobrado por título. Isso motiva – finalizou o técnico.
A seleção brasileira de Luiz Felipe Scolari volta a campo no próximo mês de março. No dia 21, em Genebra, encara a Itália. E dia 25, em Londres, pega a Rússia.
- Portugal é um país pequeno, em que a proximidade com a população é mais fácil, porque você pode atravessar o país em poucas horas de carro. No Brasil, isso é mais complicado, mas a situação dos dois países é mais ou menos a mesma às vésperas de sediar uma competição. Estamos trabalhando, sim, para envolver a população com a Copa do Mundo – disse Felipão.
Imagem: Reprodução
Felipão comemora na Eurocopa de 2004 com bandeiras de Brasil e Portugal
Diretor da Federação Portuguesa de Futebol, Carlos Godinho era uma espécie de “anjo da guarda” de Felipão durante a passagem do técnico por lá. Ficaram amigos. Muito amigos. Até hoje eles mantêm contato e saem juntos quando têm a possibilidade. O dirigente, então, viu de perto a maneira como o pentacampeão do mundo conquistou o povo português. E quer vê-lo fazer o mesmo no Brasil.
Felipão comemora na Eurocopa de 2004 com bandeiras de Brasil e Portugal - No Brasil, o Felipão já tem o respeito do povo. Ele é campeão do mundo. Conversei muito com ele e a empolgação é evidente. Desde que o Brasil foi anunciado como sede da Copa do Mundo de 2014 que ele demonstra o desejo de estar no comando da seleção brasileira. Tem tudo para dar certo. Espero que o Brasil chegue até a final e só perca para Portugal – falou Godinho.
A decisão dos sonhos do diretor da Federação Portuguesa, no entanto, terá outro vencedor se depender de Felipão. O técnico está obcecado pelo hexacampeonato.
Recentemente, antes de sua estreia no retorno à Seleção, na derrota por 2 a 1 para a Inglaterra, Scolari assumiu a responsabilidade de tornar o Brasil favorito ao Mundial de 2014. Do contrário, ele costuma dizer, era melhor nem ter brigado para ser sede da competição. Na cabeça do técnico, se o país se comprometeu a organizar o torneio tem que lutar na mesma proporção para fazê-lo campeão pela sexta vez.
Certo de que Felipão vai conseguir unir o povo brasileiro em volta da Seleção, assim como fez em Portugal, Godinho aposta no estilo extrovertido do treinador.
- Ele conseguiu, de fato, algo histórico em Portugal. Uniu o povo. Essa, aliás, é a marca dele aqui para quem vê de fora, mas o objetivo inicial era unir os jogadores. Mas isso foi conseguido rapidamente. Em relação à torcida foi um processo natural, conquistado com atitude extrovertida. Ele abriu a mentalidade das pessoas, exaltou o hino, a bandeira. Tornou a seleção uma marca internacional – avaliou Godinho.
Com a seleção brasileira, Felipão não precisa internacionalizar a marca. Afinal, as cinco estrelas que o time carrega no peito falam por si só. Mas é necessário que o técnico tente aproximar o povo da equipe. Depois dos fracassos de 2006, na Alemanha, e 2010, na África do Sul, há certa desconfiança.
- Portugal não é o meu país de origem, mas tem o mesmo idioma e temos essa proximidade histórica. À medida que você consegue fazer o povo participar com entusiasmo é algo fantástico. É uma bola de neve que aumenta a cada dia e você sabe que vai ser cobrado por título. Isso motiva – finalizou o técnico.
A seleção brasileira de Luiz Felipe Scolari volta a campo no próximo mês de março. No dia 21, em Genebra, encara a Itália. E dia 25, em Londres, pega a Rússia.
Imagem: Reprodução
Godinho posa para foto com recordação do vice-campeonato na Euro de 2004
Godinho posa para foto com recordação do vice-campeonato na Euro de 2004
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