São Paulo segura Palmeiras com dez, e clássico termina sem gols
A expulsão do zagueiro Lúcio no segundo tempo tornou o time alviverde mais perigoso, depois de 45 minutos sem grandes emoções, mas a zaga tricolor soube se comp
O clássico deste domingo entre São Paulo e Palmeiras terminou com 21 jogadores e nenhum gol. A expulsão do zagueiro Lúcio no segundo tempo tornou o time alviverde mais perigoso, depois de 45 minutos sem grandes emoções, mas a zaga tricolor soube se comportar com um homem a menos até o apito final e manteve o 0 a 0 no placar do Morumbi.
Se não houve um vencedor, as duas equipes ao menos amenizam um pouco os tropeços no meio de semana pela Libertadores. Ambas voltam a campo na quinta-feira. O São Paulo tem compromisso pelo torneio continental contra o Arsenal, na Argentina, e o Palmeiras recebe o Paulista, em nova rodada do Campeonato Paulista.
Na etapa inicial deste domingo, faltou espaço para os dois times jogarem futebol. O duelo de forte marcação e respeito entre os rivais diminuiu as chances mais evidentes de gol. Tanto que a primeira foi praticamente a última. Aos sete minutos, Douglas recebeu passe de letra de Ganso e tocou para Luis Fabiano, por trás da defesa. Atento, Fernando Prass agiu rápido, saiu nos pés do atacante e espalmou o chute à queima-roupa.
Nenhuma outra oportunidade foi tão clara. As que se seguiram foram invariavelmente em arremates de longa distância ou em bolas levantadas para o meio da área. Bons cabeceios de Aloísio e Rodrigo Caio – que jogava na lateral, deixando Douglas como ponta – exigiram algum trabalho do goleiro palmeirense, mas nada que, de fato, fosse capaz de tirar o zero do placar do Morumbi.
Antes do intervalo, os médicos talvez tenham suado mais do que os dois goleiros. O palmeirense Vinicius teve de ser atendido depois de ficar caído por alguns segundos em função de uma pancada no tornozelo. Mais tarde, uma dividida cortou a boca de Rodrigo Caio e assustou o banco de reservas são-paulino. Nada grave com nenhum deles.
Já no segundo tempo, sobrou espaço. Para o Palmeiras. Aos cinco minutos, três minutos de Patrick Vieira chutar rente à trave esquerda de Ceni e enganar parte da torcida palmeirense – que, do lado oposto, chegou a gritar gol –, Valdivia tirou Lúcio do sério e do jogo. O zagueiro deixou o braço no corpo do chileno, depois de marcada uma falta a favor do São Paulo, e o árbitro o expulsou.
O técnico Ney Franco então fez duas substituições: sacou Ganso e Wellington e colocou Jadson e Edson Silva. Com um jogador a menos, o São Paulo foi inicialmente acuado pelos visitantes. Em chute de Vinícius de dentro da área, Ceni quase aceitou. Sem visão no lance, o goleiro teve sorte de a bola tocar sua perna direita e sair lentamente à linha de fundo.
O time da casa também não se limitou somente à defesa, bem liderada por Rafael Toloi na ausência de Lúcio. Empurrado pela torcida a contragolpear, também levou algum perigo em alguns momentos à Prass, principalmente com Aloísio e Osvaldo, que entrou no lugar de um Luis Fabiano irritado e advertido com cartão amarelo.
As investidas ao ataque, porém, tinham um preço perigoso. Aos 24 minutos, o Palmeiras saiu rapidamente de trás, Leandro recebeu na ponta esquerda e tentou rolar para Kleber, no meio da área. O atacante teria o gol livre, mas ajuda providencial de Osvaldo aos zagueiros impediu que a bola chegasse a ele.
Chutes de Weldinho e Valdivia, além de uma série de escanteios e bolas alçadas de qualquer maneira, continuaram ameaçando a invencibilidade de Ceni na partida. Mas os pouco mais de 18 mil presentes no Morumbi não viram a rede balançar.
Se não houve um vencedor, as duas equipes ao menos amenizam um pouco os tropeços no meio de semana pela Libertadores. Ambas voltam a campo na quinta-feira. O São Paulo tem compromisso pelo torneio continental contra o Arsenal, na Argentina, e o Palmeiras recebe o Paulista, em nova rodada do Campeonato Paulista.
Na etapa inicial deste domingo, faltou espaço para os dois times jogarem futebol. O duelo de forte marcação e respeito entre os rivais diminuiu as chances mais evidentes de gol. Tanto que a primeira foi praticamente a última. Aos sete minutos, Douglas recebeu passe de letra de Ganso e tocou para Luis Fabiano, por trás da defesa. Atento, Fernando Prass agiu rápido, saiu nos pés do atacante e espalmou o chute à queima-roupa.
Nenhuma outra oportunidade foi tão clara. As que se seguiram foram invariavelmente em arremates de longa distância ou em bolas levantadas para o meio da área. Bons cabeceios de Aloísio e Rodrigo Caio – que jogava na lateral, deixando Douglas como ponta – exigiram algum trabalho do goleiro palmeirense, mas nada que, de fato, fosse capaz de tirar o zero do placar do Morumbi.
Imagem: Reprodução
Lúcio foi expulso no começo do segundo tempo por deixar o braço em dividida com Valdivia
O Palmeiras se arriscava menos, tinha em Valdivia a esperança de passes longos para Vinícius e Kleber. Mas a retaguarda mandante estava segura e oferecia pouco risco à meta de Rogério Ceni. Ele só foi acionado mesmo em um forte chute de Márcio Araújo, de fora da área, desviado para escanteio. Charles também havia experimentado da intermediária anteriormente, não com igual pontaria.
Lúcio foi expulso no começo do segundo tempo por deixar o braço em dividida com ValdiviaAntes do intervalo, os médicos talvez tenham suado mais do que os dois goleiros. O palmeirense Vinicius teve de ser atendido depois de ficar caído por alguns segundos em função de uma pancada no tornozelo. Mais tarde, uma dividida cortou a boca de Rodrigo Caio e assustou o banco de reservas são-paulino. Nada grave com nenhum deles.
Já no segundo tempo, sobrou espaço. Para o Palmeiras. Aos cinco minutos, três minutos de Patrick Vieira chutar rente à trave esquerda de Ceni e enganar parte da torcida palmeirense – que, do lado oposto, chegou a gritar gol –, Valdivia tirou Lúcio do sério e do jogo. O zagueiro deixou o braço no corpo do chileno, depois de marcada uma falta a favor do São Paulo, e o árbitro o expulsou.
O técnico Ney Franco então fez duas substituições: sacou Ganso e Wellington e colocou Jadson e Edson Silva. Com um jogador a menos, o São Paulo foi inicialmente acuado pelos visitantes. Em chute de Vinícius de dentro da área, Ceni quase aceitou. Sem visão no lance, o goleiro teve sorte de a bola tocar sua perna direita e sair lentamente à linha de fundo.
O time da casa também não se limitou somente à defesa, bem liderada por Rafael Toloi na ausência de Lúcio. Empurrado pela torcida a contragolpear, também levou algum perigo em alguns momentos à Prass, principalmente com Aloísio e Osvaldo, que entrou no lugar de um Luis Fabiano irritado e advertido com cartão amarelo.
As investidas ao ataque, porém, tinham um preço perigoso. Aos 24 minutos, o Palmeiras saiu rapidamente de trás, Leandro recebeu na ponta esquerda e tentou rolar para Kleber, no meio da área. O atacante teria o gol livre, mas ajuda providencial de Osvaldo aos zagueiros impediu que a bola chegasse a ele.
Chutes de Weldinho e Valdivia, além de uma série de escanteios e bolas alçadas de qualquer maneira, continuaram ameaçando a invencibilidade de Ceni na partida. Mas os pouco mais de 18 mil presentes no Morumbi não viram a rede balançar.
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