Mano Menezes mostra mágoa por julgamentos e vê Neymar sem desafio no Brasil
Presente no programa Bem, amigos, do Sportv, ele manteve a opinião de que o santista já deveria ter ido atuar no futebol europeu.
Em uma das poucas aparições públicas desde que foi demitido do cargo de técnico da Seleção Brasileira, em novembro de 2012, Mano Menezes recuperou uma das polêmicas que teve no cargo, demonstrou mágoa pelo julgamento sofrido e ressaltou: o atacante Neymar passa por má fase porque não tem mais desafios no Brasil. Presente no programa Bem, amigos, do Sportv, ele manteve a opinião de que o santista já deveria ter ido atuar no futebol europeu.
"O engraçado é que, no Brasil, quando você enxerga as coisas um pouco antes, é criticado. Me chamaram de corintiano, disseram que eu queria ver o Neymar fora do Brasil, até o rei (Pelé) ficou bravo comigo, disse que eu não gostava do Santos", relembrou o técnico, ironizando.
"Era óbvio que isso iria acontecer com o Neymar", afirmou Mano, em uma longa discussão sobre a má fase que vive o principal jogador brasileiro na atualidade. Na Seleção, Neymar não consegue o mesmo brilho que obteve em seu clube.
"Quando se tem desafios, você trabalha para superá-los. Eles estão ali, você precisa deixa-los para trás. Quando eles não existem mais, você não trabalha do mesmo jeito. É simples. O Neymar estava sobrando na curva. Era hora de outros desafios serem colocados à frente dele", continuou Mano Menezes.
Ainda à frente da Seleção, em março de 2012, ele foi criticado por defender a saída de Neymar, já cotado para defender grandes clubes como Barcelona, Real Madrid e Chelsea.
?A discussão no programa, que foi especial em comemoração aos 10 anos no ar, continuou acalorada. O jornalista Alberto Helena Junior discordou da ideia de que os brasileiros precisam deixar o País para aprender a marcar, e Ronaldo concordou. "Eu fiquei um tempão na Europa, fiz muita coisa e aprendi de tudo, menos a marcar", afirmou.
Mano Meneses então se explicou: "ele precisa aprender a jogar em espaços menores, esse é o problema. Não é para aprender a marcar, até porque acho que ele não deve fazer isso".
"Como o potencial do Neymar é muito grande, certamente se ele tivesse ido antes, já teria encontrado soluções para isso. No Brasil, com o espaço que tem, ele domina e passa por quatro, cinco marcadores. Contra times da Europa, com linhas mais próximas, ele não tem a mesma facilidade para dominar a bola e levantar a cabeça. Ele já estaria encontrando essas soluções", complementou Mano.
O treinador ainda comentou sobre o período à frente da Seleção Brasileira e ratificou uma ideia: o time precisa voltar a ser protagonista. "Continuo pensando assim. Trabalhei durante dois anos e meio nesta direção. Durante algumas passagens, fui advertido por amigos que não deveria continuar perseguindo isso. Mas lá minha terra tem um ditado que diz: "alemão não é um sujeito teimoso; teimoso é quem teima com o alemão". Eu entendi que deveria, mesmo correndo todos os riscos, perseguir nesta direção."
"O engraçado é que, no Brasil, quando você enxerga as coisas um pouco antes, é criticado. Me chamaram de corintiano, disseram que eu queria ver o Neymar fora do Brasil, até o rei (Pelé) ficou bravo comigo, disse que eu não gostava do Santos", relembrou o técnico, ironizando.
"Era óbvio que isso iria acontecer com o Neymar", afirmou Mano, em uma longa discussão sobre a má fase que vive o principal jogador brasileiro na atualidade. Na Seleção, Neymar não consegue o mesmo brilho que obteve em seu clube.
"Quando se tem desafios, você trabalha para superá-los. Eles estão ali, você precisa deixa-los para trás. Quando eles não existem mais, você não trabalha do mesmo jeito. É simples. O Neymar estava sobrando na curva. Era hora de outros desafios serem colocados à frente dele", continuou Mano Menezes.
Ainda à frente da Seleção, em março de 2012, ele foi criticado por defender a saída de Neymar, já cotado para defender grandes clubes como Barcelona, Real Madrid e Chelsea.
?A discussão no programa, que foi especial em comemoração aos 10 anos no ar, continuou acalorada. O jornalista Alberto Helena Junior discordou da ideia de que os brasileiros precisam deixar o País para aprender a marcar, e Ronaldo concordou. "Eu fiquei um tempão na Europa, fiz muita coisa e aprendi de tudo, menos a marcar", afirmou.
Mano Meneses então se explicou: "ele precisa aprender a jogar em espaços menores, esse é o problema. Não é para aprender a marcar, até porque acho que ele não deve fazer isso".
"Como o potencial do Neymar é muito grande, certamente se ele tivesse ido antes, já teria encontrado soluções para isso. No Brasil, com o espaço que tem, ele domina e passa por quatro, cinco marcadores. Contra times da Europa, com linhas mais próximas, ele não tem a mesma facilidade para dominar a bola e levantar a cabeça. Ele já estaria encontrando essas soluções", complementou Mano.
O treinador ainda comentou sobre o período à frente da Seleção Brasileira e ratificou uma ideia: o time precisa voltar a ser protagonista. "Continuo pensando assim. Trabalhei durante dois anos e meio nesta direção. Durante algumas passagens, fui advertido por amigos que não deveria continuar perseguindo isso. Mas lá minha terra tem um ditado que diz: "alemão não é um sujeito teimoso; teimoso é quem teima com o alemão". Eu entendi que deveria, mesmo correndo todos os riscos, perseguir nesta direção."
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