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"Laranja mecânica", Caic muda estilo de jogo para superar rivais em torneio

Considerada zebra pela pouca estrutura, Caic aposta na velocidade e no raciocínio para vencer e tem uma das melhores sequências de resultados

Tricampeão nordestino, vice-campeão do brasileiro cadete, terceiro lugar nas olimpíadas escolares, oitavo colocado no mundial escolar. Os títulos de handebol do Caic Balduíno conquistados no último ano são, para o técnico Giuliano Ramos, um indicativo de que o trabalho desenvolvido está sendo bem feito. O treinador garante que o segredo para os últimos resultados é a dedicação de todos, fazendo com que o time laranja da escola da Vila Bandeirantes se assemelhasse à ‘laranja mecânica’.

As semelhanças vão além da cor laranja do uniforme. Se a seleção Holandesa de 1974 tinha Cruyff, Krol, Neeskens e Rensenbrink formando o carrossel neerlandês, o Caic Balduíno possui Euzébio Henrique, Silvestre Manoel, Romário Dias e Fabrício Farias. À frente da laranja mecânica daquele ano, Rinus Michels promoveu uma das primeiras revoluções no futebol com o rodízio em campo. Em Teresina, Giuliano Ramos é quem busca revolucionar o modo de jogar da equipe do Caic frente aos demais clubes do Brasil.

Assim como a seleção holandesa, o time também tem sua tática para vencer as partidas contra as seleções que tem um porte físico maior. Os velocistas, como são conhecidos os atletas piauienses, começam a despontar no cenário nacional.

Nosso trabalho é de velocidade e mudança rápida de atitude. Se não podemos competir com o porte físico ou com a estrutura oferecida pelas outras equipes, vamos utilizar a nossa velocidade em quadra e também de pensamento para fazer as jogadas e chegar até o gol - revela Giuliano.

A estratégia não rendeu apenas bons resultados em torneios, como o vice-campeonato no Brasileiro de Handebol Cadete conquistado há uma semana. Em sete anos de trabalho nas categorias de base, atletas foram convocados para participar de acampamentos e, de quebra, defender a Seleção Brasileira da modalidade. Apesar disso, o treinador ainda vê a equipe como uma "zebra" nas competições.

- É claro que a gente quer ganhar. Uma escola pública enfrentar hoje os clubes mais ricos, que possuem uma estrutura de ponta do país, e conseguir chegar à final dos torneios é muito gratificante. Acho que não está faltando nada, não podemos mudar nossa genética piauiense - considera o técnico.
Imagem: ReproduçãoCaic Balduíno reinventa em quadra para superar adversários nos torneios(Imagem:Reprodução)Caic Balduíno reinventa em quadra para superar adversários nos torneios
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