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Ultramaratonista faz desafio e corre por 24 horas nas ruas de Teresina

Voluntário da Graacc, Carlos Dias percorre pelas ruas e avenidas da capital piauiense. Desafio começa neste sábado

Uma visita ao Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer (Graacc), em São Paulo, motivou o ultramaratonista a se tornar um voluntário. Sem muito tempo entre as competições e desafios, Carlos Dias montou um projeto ousado: atravessar as 27 capitais do país a cada final de semana.

Durante os próximos dois dias, ele vai enfrentar 24 horas de corrida pelas ruas e avenidas de Teresina.

Um dos exames que eu fiz foi no hospital e o contato com os pais e as crianças me fizeram ter vontade de ser voluntário, mas eu não sabia como até que pensei nesse projeto. Planejai e agora estou colocando em prática - explicou Carlos Dias.

Até o momento, foram percorridas 16 capitais. São aproximadamente 120 km por etapa percorrida em uma velocidade média de 7km por hora durante um dia inteiro. Para ajudar ao hospital, o atleta vende os quilômetros que corre pelo valor de R$2,00 na internet.

As pessoas me ajudam correndo comigo, comprando o kit da corrida e também pela internet quando compram os quilômetros que eu corro e que são inteiramente revertidos para a instituição – afirma.

Com 20 anos de carreira, o atleta de 40 anos acumula diversas marcas. Ele foi o primeiro brasileiro a completar a etapa que atravessa os quatro desertos mais extremos do planeta, Gobi-China, Sahara-Egito, Antártida-Pólo Sul e Atacama-Chile. O atleta também entrou no livro dos recordes ao atravessar nove mil quilômetros, do Oiapoque ao Chuí, em 100 dias.

Na capital piauiense, o desafio vai começar na esteira na parte da manhã quando a temperatura na capital é extrema. Durante o período da tarde e noite, serão feitos percursos pelas ruas da capital a cada quatro horas.

O desafio em Teresina para Carlos inicia às 9h em uma academia na zona Leste. As camisas para o público que deseja participar da ultramaratona estão sendo vendidas no local onde será dado o pontapé inicial do desafio.

Motivações

Para realizar os desafios, Carlos têm diferentes motivações. Quando o atleta entrou para o livro dos recordes por atravessar do Oiapoque ao Chuí foi em homenagem ao nascimento do filho.

Eu perdi meu pai quando tinha dois anos e, quando meu filho nasceu, ajudei a fazer o parto e a emoção foi incrível. Prometi na sala de parto que iria atravessar o Brasil. O médico sorriu, mas eu fiz – contou.

A maior motivação de Carlos vem da sua mãe. Semanas antes de iniciar a volta ao Brasil em setembro 2010 e terminou em agosto de 2011, sua mãe teve um infarto. As mensagens deixadas fizeram com que ele continuasse a maratona.

Os primeiros 20 dias de corrida foram difíceis, mas ela sempre disse para que eu não desistisse, que nunca deixasse nada pela metade e eu sigo isso – revela.
Referência, Carlos Dias usa o esporte para passar mensagem de estimulo para as pessoas.
Eu utilizo o esporte como uma forma de deixar uma mensagem de otimismo para as pessoas. Na vida a gente tem de se impor para que possamos aprender cada vez mais. O limite está dentro da gente – diz o ultramaratonista.

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