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Com time "gigante", Bernardinho busca manter rapidez e surpresas

Seleção masculina de vôlei tem a maior média de altura da sua história, lidera seu grupo na Liga Mundial. Mas treinador quer o time mais veloz

Desde o início da Liga Mundial, o Brasil perdeu apenas um jogo, contra a França. Líder do Grupo A, a equipe já conquistou uma vaga fase final da competição, que acontece na Argentina, e os jovens talentos da seleção contam com um trunfo.

Além da técnica, a equipe é uma das mais altas do torneio e a estatura facilita na execução de um fundamento essencial, o bloqueio. Mas, para o técnico Bernardinho, o time não pode perder a velocidade e a capacidade de surpreender os rivais.

O que a gente não pode é apenas buscar altura e mudar totalmente nossa característica. Jogamos em velocidade, temos a questão dessas surpresas da renovação e não podemos deixar de fazer isso para não cair em uma igualdade  afirmou o treinador, em entrevista.

Nas Olimpíadas de Pequim, a média de altura da seleção era de 1,95m. Em 2012, subiu para 1,97m. Com a renovação dos jogadores em 2013, o time atingiu a maior média da história: 1,99m. Ao todo, são oito jogadores com mais de 2m de altura. Aos 23 anos, o oposto Renan Buiatti mede 2,17m, é o maior jogador atuando no vôlei nacional. Disputando sua primeira Liga Mundial, o atacante sabe tirar proveito dessa característica.

Fica mais fácil, você já está lá em cima. Às vezes, em um bloqueio, você está no chão, mas só estica a mão e já consegue bloquear uma bola largada - disse.

A seleção mais alta da história vem dado resultados em quadra. No último jogo contra a Bulgária a equipe marcou 13 pontos de bloqueio. Os adversários, tradicionalmente muito eficientes nesse quesito, conseguiram interceptar nove bolas apenas. Mas, o trabalho precisa mudar um pouco, principalmente o do levantador. Ele precisa se adaptar às novas medidas da equipe.

A velocidade diminui um pouco, só que você tem que jogar muito mais alto, existe uma diferença  afirmou Bruninho.
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