Rogério Ceni nega lesão no pé e reforça "alerta" ao São Paulo
Goleiro afirma que problema no pé direito foi totalmente curado e diz que declaração sobre clube estar parado no tempo foi um aviso
O goleiro Rogério Ceni , do São Paulo, esclareceu nesta sexta-feira que não tem lesão alguma no pé e não tem atuado sem condições ideais, como afirmou o diretor de futebol Adalberto Baptista, na quinta-feira.
Tudo começou após a derrota do São Paulo para o Corinthians, por 2 a 0, quarta passada, no Pacaembu, pela decisão da Recopa Sul-Americana. O ídolo tricolor afirmou que o clube havia "parado no tempo". E acabou irritando o dirigente.
Adalberto rebateu. Disse que era de "conhecimento público que Ceni estava atuando com uma lesão no pé", e isso estava comprometendo seu desempenho, inclusive em aspectos técnicos como a reposição de bola.
O diretor, homem de confiança do presidente Juvenal Juvêncio, porém mal visto por outros setores do Tricolor, também citou a iminência da aposentadoria do goleiro, que tem 40 anos e contrato até dezembro.
Rogério se disse curado do problema no pé direito, ocasionado em dividida com o atacante Alexandre Pato, do Corinthians, ainda no Campeonato Paulista.
Não falei com Adalberto depois da entrevista dele, mas duas coisas me deixaram surpreso: sobre meu pé, tive uma contusão no Campeonato Paulista, no fim de março, e realmente fui para o jogo da Bolívia sem estar com o pé 100%. Mas, por entender que era um jogo crucial, importante, achei que valia a pena o sacrifício, fiz questão de estar presente com meu time naquele instante. Depois disso, fiz tratamento e meu pé melhorou gradativamente - afirmou, com uma ironia fina.
Explica-se: o jogo ao qual Ceni se refere foi a derrota por 2 a 1 para o Strongest, pela primeira fase da Libertadores. O goleiro marcou, de pênalti, o gol da equipe. Nesse mesmo dia, Adalberto Baptista não esteve presente com a delegação, já que tinha compromissos na Europa. Além de negociar a participação do São Paulo em torneios, ele esteve presente a uma etapa da Porsche Cup, uma categoria de automobilismo.
Gostaria de esclarecer que desde a parada na Copa das Confederações não sinto dor alguma no pé direito. Nem sequer fui ao departamento médico para qualquer tipo de tratamento. Os médicos e o Reffis do São Paulo são reconhecidos internacionalmente pelos profissionais renomados.
Por mais que um atleta queira jogar, se não apresentar condições, seria impossível ir a campo. Tanto me sinto em perfeitas condições, que tive oportunidade de bater uma falta no domingo passado, e, por felicidade, convertê-la em gol. Além do quê, durante todo esse tempo de evolução da lesão, nunca deixei de executar pênaltis. Vários atletas fazem tipos de proteções para entrar em campo. Não é exclusividade minha - continuou, referindo-se ao gol marcado sobre o Vitória, em Salvador, pelo Brasileirão, na derrota por 3 a 2.
Rogério também rebateu a declaração sobre seu desejo de conquistar um título antes da aposentadoria. Em 2013, o São Paulo já foi eliminado no Paulista e na Libertadores, além de ter perdido a Recopa, e vive péssima fase no Brasileiro. Está há nove jogos sem vencer.
Realmente estou me preparando para parar em alguns meses, não é segredo para ninguém. Mas mantenho a mesma vontade e desejo de conquistar títulos que tinha quando cheguei ao Morumbi. Alguns dizem que sou chato por isso, mas é meu jeito de ser: quero ganhar sempre, tudo que for possível.
Perder uma final deixa qualquer atleta que tenha identificação com a camisa do clube chateado, e acho que tem de ser assim - ponderou o capitão, que no próximo dia 7 de setembro vai completar 23 anos de clube, 17 deles como titular.
Sobre o Tricolor estar “parado no tempo”, Ceni disse que não foi uma crítica, mas sim um aviso. Nos últimos quatro anos e meio, a equipe ganhou só a Sul-Americana, em 2012. No período anterior, havia conquistado Paulista, Libertadores, Mundial e três Brasileiros em apenas quatro anos.
O que falei sobre “parado no tempo” não foi uma critica, foi um alerta de quem está há quase 23 anos no clube. O São Paulo investe no futuro em Cotia, moderniza o Morumbi, entre tantas outras coisas. Mas é maior do que tudo isso.
Outros times estão evoluindo, é natural, e o São Paulo precisa estar sempre atento a isso. Meu desejo é que o São Paulo prospere sempre.
Por fim, Rogério não quis comentar a crítica à sua reposição de bola. Disse que não vale a pena entrar nesse mérito com Adalberto, mas fez questão de elogiar o técnico Paulo Autuori.
O Paulo é minha grande esperança de que tenhamos uma equipe novamente organizada taticamente, e agora o mais importante é que todos nós façamos um esforço para tirar o São Paulo dessa situação, e voltemos a vencer.
Tudo começou após a derrota do São Paulo para o Corinthians, por 2 a 0, quarta passada, no Pacaembu, pela decisão da Recopa Sul-Americana. O ídolo tricolor afirmou que o clube havia "parado no tempo". E acabou irritando o dirigente.
Adalberto rebateu. Disse que era de "conhecimento público que Ceni estava atuando com uma lesão no pé", e isso estava comprometendo seu desempenho, inclusive em aspectos técnicos como a reposição de bola.
O diretor, homem de confiança do presidente Juvenal Juvêncio, porém mal visto por outros setores do Tricolor, também citou a iminência da aposentadoria do goleiro, que tem 40 anos e contrato até dezembro.
Rogério se disse curado do problema no pé direito, ocasionado em dividida com o atacante Alexandre Pato, do Corinthians, ainda no Campeonato Paulista.
Não falei com Adalberto depois da entrevista dele, mas duas coisas me deixaram surpreso: sobre meu pé, tive uma contusão no Campeonato Paulista, no fim de março, e realmente fui para o jogo da Bolívia sem estar com o pé 100%. Mas, por entender que era um jogo crucial, importante, achei que valia a pena o sacrifício, fiz questão de estar presente com meu time naquele instante. Depois disso, fiz tratamento e meu pé melhorou gradativamente - afirmou, com uma ironia fina.
Explica-se: o jogo ao qual Ceni se refere foi a derrota por 2 a 1 para o Strongest, pela primeira fase da Libertadores. O goleiro marcou, de pênalti, o gol da equipe. Nesse mesmo dia, Adalberto Baptista não esteve presente com a delegação, já que tinha compromissos na Europa. Além de negociar a participação do São Paulo em torneios, ele esteve presente a uma etapa da Porsche Cup, uma categoria de automobilismo.
Gostaria de esclarecer que desde a parada na Copa das Confederações não sinto dor alguma no pé direito. Nem sequer fui ao departamento médico para qualquer tipo de tratamento. Os médicos e o Reffis do São Paulo são reconhecidos internacionalmente pelos profissionais renomados.
Por mais que um atleta queira jogar, se não apresentar condições, seria impossível ir a campo. Tanto me sinto em perfeitas condições, que tive oportunidade de bater uma falta no domingo passado, e, por felicidade, convertê-la em gol. Além do quê, durante todo esse tempo de evolução da lesão, nunca deixei de executar pênaltis. Vários atletas fazem tipos de proteções para entrar em campo. Não é exclusividade minha - continuou, referindo-se ao gol marcado sobre o Vitória, em Salvador, pelo Brasileirão, na derrota por 3 a 2.
Rogério também rebateu a declaração sobre seu desejo de conquistar um título antes da aposentadoria. Em 2013, o São Paulo já foi eliminado no Paulista e na Libertadores, além de ter perdido a Recopa, e vive péssima fase no Brasileiro. Está há nove jogos sem vencer.
Realmente estou me preparando para parar em alguns meses, não é segredo para ninguém. Mas mantenho a mesma vontade e desejo de conquistar títulos que tinha quando cheguei ao Morumbi. Alguns dizem que sou chato por isso, mas é meu jeito de ser: quero ganhar sempre, tudo que for possível.
Perder uma final deixa qualquer atleta que tenha identificação com a camisa do clube chateado, e acho que tem de ser assim - ponderou o capitão, que no próximo dia 7 de setembro vai completar 23 anos de clube, 17 deles como titular.
Sobre o Tricolor estar “parado no tempo”, Ceni disse que não foi uma crítica, mas sim um aviso. Nos últimos quatro anos e meio, a equipe ganhou só a Sul-Americana, em 2012. No período anterior, havia conquistado Paulista, Libertadores, Mundial e três Brasileiros em apenas quatro anos.
O que falei sobre “parado no tempo” não foi uma critica, foi um alerta de quem está há quase 23 anos no clube. O São Paulo investe no futuro em Cotia, moderniza o Morumbi, entre tantas outras coisas. Mas é maior do que tudo isso.
Outros times estão evoluindo, é natural, e o São Paulo precisa estar sempre atento a isso. Meu desejo é que o São Paulo prospere sempre.
Por fim, Rogério não quis comentar a crítica à sua reposição de bola. Disse que não vale a pena entrar nesse mérito com Adalberto, mas fez questão de elogiar o técnico Paulo Autuori.
O Paulo é minha grande esperança de que tenhamos uma equipe novamente organizada taticamente, e agora o mais importante é que todos nós façamos um esforço para tirar o São Paulo dessa situação, e voltemos a vencer.
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