Jogador Renato Abreu cobra indenização do Fla por danos morais
Feriados da visita do Papa Francisco ao Rio de Janeiro para a Jornada Mundial da Juventude atrasam ação do meia na Justiça contra o clube
O Flamengo corre o risco de ter de gastar mais do que o previsto em contrato pela decisão de demitir Renato Abreu.
Além do valor de R$ 1,5 milhão, referente aos seis últimos meses do vínculo, que vai até o fim do ano, o meia cobrará do clube na Justiça uma indenização por danos morais. Ele sentiu-se humilhado com a forma como foi demitido e alega que foi desrespeitado.
Em 17 de junho, via site oficial, o jogador recebeu a notícia de que seu contrato seria rescindido, o que até hoje não ocorreu. Renato e seu advogado, Paulo Reis, programavam entrar com a ação essa semana. No entanto, os feriados no Rio para a Jornada Mundial da Juventude e a visita do Papa Francisco atrapalharam os planos. Como o expediente judiciário fecha nesta quarta-feira e só volta ao normal a partir do meio-dia de segunda, eles terão de esperar.
Além do valor previsto em contrato, Renato também vai cobrar danos morais pela forma como o Flamengo conduziu tudo, pelo desrespeito com ele. O Flamengo não dá cópia do contrato aos jogadores, então isso atrasou o processo. Mas agora já conseguimos os documentos que faltavam e está tudo pronto. Só que a Justiça fecha hoje e só abre na semana que vem. Assim que o funcionamento normalizar nós entraremos com a ação - disse Paulo Reis, representante do jogador no caso.
No início deste mês, o departamento de futebol do Flamengo recuou, notificou o jogador para que ele voltasse e treinasse afastado do grupo, mas o ex-camisa 11 recusou-se e decidiu ir à Justiça. Na primeira rodada de negociação entre as partes, logo que o clube anunciou a decisão, o Flamengo propôs um acordo: pagar R$ 500 mil a Renato, um terço do que ele tem direito a receber. A oferta foi prontamente descartada pelo jogador.
Em entrevista ao "Arena SporTV" nesta terça-feira, o presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, elogiou o jogador, classificando-o como o "talvez, melhor cobrador de faltas do Brasil", mas deixou claro que a decisão sobre o seu afastamento é definitiva. Disse ainda que o clube cumprirá o que está previsto em contrato e que a decisão de afastar o jogador foi "técnica".
O afastamento dele foi uma decisão do departamento de futebol, foi uma decisão técnica. Em que se entendeu que não seria mais interessante contar com ele no elenco. Tenho o maior respeito pelo Renato Abreu. Eu considero que, talvez, ele seja o melhor cobrador de faltas do Brasil. Ele tem uma história no Flamengo que deve ser respeitada. Eu tenho certeza que ele não está sendo desrespeitado pela diretoria do Flamengo. A ideia é que ele não sofra nenhum tipo de constrangimento. Tudo o que o Flamengo combinou com ele em termos contratuais vai ser cumprido até o último centavo - afirmou.
As palavras de Bandeira de Mello não combinam com as do técnico Mano Menezes. Dias depois de sua chegada ao clube, Mano deu uma versão oficial sobre o caso. Apresentado no dia do anúncio da decisão sobre a saída do jogador, o treinador deixou claro que não teve interferência e solicitou apenas que a medida fosse tomada antes do início de seu trabalho com o elenco. Pelo seu argumento, isso evitaria um conflito de opiniões em um futuro próximo, pois a partir daquele momento ele mesmo poderia tirar as próprias conclusões a respeito do atleta.
A questão do Renato com a gente foi bastante clara. Eu não tomo decisões sobre acontecimentos que antecedem o meu comando na equipe. O Flamengo tinha algumas questões que tinham acontecido e as julgava como grave para continuidade (do jogador). Minha conversa foi clara. Se eram graves e a direção entendia que tinha que existir o desligamento, precisaria acontecer antes de eu assumir. Se eu assumisse, ia valer a relação a partir daquele momento. Por isso, a decisão foi tomada desta forma - disse, em entrevista no dia 21 de junho.
Desde o início do Brasileirão, Renato se envolveu em algumas situações polêmicas. Vaiado contra a Ponte Preta, após perder um pênalti, não reagiu bem e questionou a posição da torcida. Na partida seguinte, diante do Atlético-PR, marcou o gol do empate por 2 a 2 e tirou a camisa durante a comemoração.
A atitude gerou um puxão de orelhas por parte da diretoria por conta da obrigação da exposição dos patrocinadores. Por fim, na derrota para o Náutico, em Florianópolis, foi expulso após tentar concluir uma cobrança de escanteio com a mão (veja no vídeo acima). Internamente, a diretoria acredita que Renato Abreu boicotou o trabalho do ex-treinador Jorginho e o somatório de suas atitudes resultou na demissão.
Membros do conselho gestor rubro-negro, no entanto, admitem que a situação foi mal conduzida pelos responsáveis pelo futebol e de forma precipitada na época. Enquanto o caso não se resolve, o Flamengo não se pronuncia sobre o assunto.
Enquanto não se desligar do Flamengo, Renato fica impossibilitado de acertar com outra equipe. O jogador tem mantido a forma com treinos diários em casa e aguarda o desfecho do caso.
Além do valor de R$ 1,5 milhão, referente aos seis últimos meses do vínculo, que vai até o fim do ano, o meia cobrará do clube na Justiça uma indenização por danos morais. Ele sentiu-se humilhado com a forma como foi demitido e alega que foi desrespeitado.
Em 17 de junho, via site oficial, o jogador recebeu a notícia de que seu contrato seria rescindido, o que até hoje não ocorreu. Renato e seu advogado, Paulo Reis, programavam entrar com a ação essa semana. No entanto, os feriados no Rio para a Jornada Mundial da Juventude e a visita do Papa Francisco atrapalharam os planos. Como o expediente judiciário fecha nesta quarta-feira e só volta ao normal a partir do meio-dia de segunda, eles terão de esperar.
Além do valor previsto em contrato, Renato também vai cobrar danos morais pela forma como o Flamengo conduziu tudo, pelo desrespeito com ele. O Flamengo não dá cópia do contrato aos jogadores, então isso atrasou o processo. Mas agora já conseguimos os documentos que faltavam e está tudo pronto. Só que a Justiça fecha hoje e só abre na semana que vem. Assim que o funcionamento normalizar nós entraremos com a ação - disse Paulo Reis, representante do jogador no caso.
No início deste mês, o departamento de futebol do Flamengo recuou, notificou o jogador para que ele voltasse e treinasse afastado do grupo, mas o ex-camisa 11 recusou-se e decidiu ir à Justiça. Na primeira rodada de negociação entre as partes, logo que o clube anunciou a decisão, o Flamengo propôs um acordo: pagar R$ 500 mil a Renato, um terço do que ele tem direito a receber. A oferta foi prontamente descartada pelo jogador.
Em entrevista ao "Arena SporTV" nesta terça-feira, o presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, elogiou o jogador, classificando-o como o "talvez, melhor cobrador de faltas do Brasil", mas deixou claro que a decisão sobre o seu afastamento é definitiva. Disse ainda que o clube cumprirá o que está previsto em contrato e que a decisão de afastar o jogador foi "técnica".
O afastamento dele foi uma decisão do departamento de futebol, foi uma decisão técnica. Em que se entendeu que não seria mais interessante contar com ele no elenco. Tenho o maior respeito pelo Renato Abreu. Eu considero que, talvez, ele seja o melhor cobrador de faltas do Brasil. Ele tem uma história no Flamengo que deve ser respeitada. Eu tenho certeza que ele não está sendo desrespeitado pela diretoria do Flamengo. A ideia é que ele não sofra nenhum tipo de constrangimento. Tudo o que o Flamengo combinou com ele em termos contratuais vai ser cumprido até o último centavo - afirmou.
As palavras de Bandeira de Mello não combinam com as do técnico Mano Menezes. Dias depois de sua chegada ao clube, Mano deu uma versão oficial sobre o caso. Apresentado no dia do anúncio da decisão sobre a saída do jogador, o treinador deixou claro que não teve interferência e solicitou apenas que a medida fosse tomada antes do início de seu trabalho com o elenco. Pelo seu argumento, isso evitaria um conflito de opiniões em um futuro próximo, pois a partir daquele momento ele mesmo poderia tirar as próprias conclusões a respeito do atleta.
A questão do Renato com a gente foi bastante clara. Eu não tomo decisões sobre acontecimentos que antecedem o meu comando na equipe. O Flamengo tinha algumas questões que tinham acontecido e as julgava como grave para continuidade (do jogador). Minha conversa foi clara. Se eram graves e a direção entendia que tinha que existir o desligamento, precisaria acontecer antes de eu assumir. Se eu assumisse, ia valer a relação a partir daquele momento. Por isso, a decisão foi tomada desta forma - disse, em entrevista no dia 21 de junho.
Desde o início do Brasileirão, Renato se envolveu em algumas situações polêmicas. Vaiado contra a Ponte Preta, após perder um pênalti, não reagiu bem e questionou a posição da torcida. Na partida seguinte, diante do Atlético-PR, marcou o gol do empate por 2 a 2 e tirou a camisa durante a comemoração.
A atitude gerou um puxão de orelhas por parte da diretoria por conta da obrigação da exposição dos patrocinadores. Por fim, na derrota para o Náutico, em Florianópolis, foi expulso após tentar concluir uma cobrança de escanteio com a mão (veja no vídeo acima). Internamente, a diretoria acredita que Renato Abreu boicotou o trabalho do ex-treinador Jorginho e o somatório de suas atitudes resultou na demissão.
Membros do conselho gestor rubro-negro, no entanto, admitem que a situação foi mal conduzida pelos responsáveis pelo futebol e de forma precipitada na época. Enquanto o caso não se resolve, o Flamengo não se pronuncia sobre o assunto.
Enquanto não se desligar do Flamengo, Renato fica impossibilitado de acertar com outra equipe. O jogador tem mantido a forma com treinos diários em casa e aguarda o desfecho do caso.
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