Treinador Zé Roberto busca renovação para o vôlei feminino
Em alta depois de epopeia até o bi olímpico, seleção feminina dá início a um novo ciclo rumo a 2016. Técnico comemora retorno antecipado de estrelas
Naquele momento, todo o peso sobre os ombros pareceu evaporar. A descrença, que havia embarcado para Londres como se fosse uma 13ª jogadora, se transformara em um ato de afirmação. Em meio à falta de confiança no grupo, a seleção feminina ganhou força, superou um início ruim e garantiu o bicampeonato olímpico. Hoje, um ano depois, um novo começo.
A base das medalhistas ainda está lá. José Roberto Guimarães, porém, comanda uma tentativa de renovação na equipe com a mira voltada para a busca do tri, nos Jogos do Rio de Janeiro, em 2016.
Um ano depois de Londres, a seleção encara seu primeiro grande compromisso nesta semana, na estreia do Grand Prix, em Campinas. A ideia era que as principais jogadoras tivessem a temporada de folga na equipe verde-amarela, mas as férias foram curtas. Sheilla, Thaisa e companhia pediram a Zé Roberto para voltar, e o técnico viu a equipe ganhar fôlego no início de uma nova caminhada.
São novas jogadores remanescentes do ciclo passado. Acho que, a cada ano que passa, a cada ciclo, você adquire mais experiência. Você olha para trás e consegue ver erros e acertos que foram feitos. O mais importante é olhar para esse time hoje e ver um time que amadureceu. Meninas que amadureceram e evoluíram.
Lutaram muito para conseguir o que conseguiram. Mas, por outro lado, nas nossas conversas elas sabem a responsabilidade que elas têm. Isso está sendo muito legal. O fato de elas terem pedido para voltar antes da hora foi um motivo de felicidade muito grande. Partiu delas essa vontade. Isso foi bacana.
Zé Roberto diz que, um ano após a conquista olímpica, o momento é de retomar o gás. Por isso, tem tentado dar chances a jogadoras mais novas, como Gabi, uma das novidades do grupo.
É muita pressão no último ano, que é o das Olimpíadas. Pela responsabilidade, pelos treinamentos. E parece que, quando acaba, você tira um grande peso dos ombros. E, logicamente, esse processo de desaceleração é normal.
Você vai ter que tomar um gás novo para recomeçar. Sempre no primeiro ano, as jogadoras pedem para não participar tanto porque precisam de descanso e recarregar as baterias para começar um novo ciclo. É normal e esperado. Sempre que as Olimpíadas acabam, espero que isso aconteça. Mas temos que pensar na oportunidade que as mais novas têm de mostrar o potencial.
A temporada pós-Londres também rendeu às jogadoras um maior reconhecimento. Com as redes sociais, atletas como Thaisa e Sheilla passaram a ter um contato maior com o público e reforçaram o lado de celebridade. A central, por exemplo, ganhou ainda mais fãs ao exibir a boa forma em fotos de seu dia a dia.
Eu não tirava foto com a barriga de fora de jeito nenhum. Morria de vergonha. Hoje eu tiro, ponho vestido mais justo, isso porque acho que fica bonito. Com tudo isso, a autoestima vai lá no alto.
Uma das musas da seleção e companheira de Thaisa no Osasco, vice-campeão da última Superliga, Sheilla é outra que viu sua popularidade crescer depois de Londres. A oposto, considerada uma das melhores do mundo, encara a idolatria com naturalidade. Para ela, seu estilo de vida não mudou.
Cada título que a gente ganha, aumenta nossa visibilidade e o número de fãs. Mas meu estilo de vida continua a mesma coisa de 2011. Não fez diferença neste sentido - afirmou.
Por outro lado, houve também quem tomasse o ano pós-olímpico para realizar antigos sonhos. Uma das líderes da seleção, Jaqueline esperou o fim da Superliga para tentar engravidar.
Deu certo. Depois de uma tentativa frustrada no passado, a ponteira vai se afastar das quadras até o próximo ano para ter seu primeiro filho.
Eu não prejudiquei ninguém. Minha felicidade foi essa. Era um sonho que a gente tinha, a gente queria muito. Já tinha acontecido um caso que eu perdi o bebê.
Agora, estou com quatro meses, esperei o tempo certinho para me preservar. Queria preservar o Murilo também. Depois de tudo o que aconteceu, fiquei um pouco receosa. Agora, posso falar o que aconteceu. Porque todo mundo me perguntava onde eu iria jogar. Então já sabem qual o motivo.
Susto
Houve quem também enfrentasse um turbilhão. Campeã da Superliga na última temporada, com o Rio de Janeiro, Natália trocará de ares e passará a defender o Campinas. Mas, no último mês, um erro do laboratório fez com que a ponteira caísse no exame antidoping.
A jogadora recebeu um pedido de desculpas como sentença no julgamento do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) do vôlei. Embora o material que orientou a denúncia se referisse à presença da substância proibida 16-OH Prednisolone acima dos níveis permitidos, um laudo do próprio laboratório apontou que a concentração estava abaixo do limite, ou seja, dentro da lei.
Natália aceitou o exame sem exigir a contraprova e imaginou que se houvesse uma pena, seria branda. De acordo com a sua defesa, as medicações usadas legalmente para o tratamento de asma da atleta poderiam produzir a substância detectada pelo Ladetec.
Um dos três remédios prescritos, o Symbicort, produz a substância o 16-OH Prednisolone, permitida em uma concentração de até 30 nanogramas por mililitro. Segundo a ponteira, o medicamento não oferece nenhuma vantagem competitiva e o seu uso é serve exclusivamente para preservar a sua saúde. Após o susto, ela respira aliviada.
A base das medalhistas ainda está lá. José Roberto Guimarães, porém, comanda uma tentativa de renovação na equipe com a mira voltada para a busca do tri, nos Jogos do Rio de Janeiro, em 2016.
Um ano depois de Londres, a seleção encara seu primeiro grande compromisso nesta semana, na estreia do Grand Prix, em Campinas. A ideia era que as principais jogadoras tivessem a temporada de folga na equipe verde-amarela, mas as férias foram curtas. Sheilla, Thaisa e companhia pediram a Zé Roberto para voltar, e o técnico viu a equipe ganhar fôlego no início de uma nova caminhada.
São novas jogadores remanescentes do ciclo passado. Acho que, a cada ano que passa, a cada ciclo, você adquire mais experiência. Você olha para trás e consegue ver erros e acertos que foram feitos. O mais importante é olhar para esse time hoje e ver um time que amadureceu. Meninas que amadureceram e evoluíram.
Lutaram muito para conseguir o que conseguiram. Mas, por outro lado, nas nossas conversas elas sabem a responsabilidade que elas têm. Isso está sendo muito legal. O fato de elas terem pedido para voltar antes da hora foi um motivo de felicidade muito grande. Partiu delas essa vontade. Isso foi bacana.
Zé Roberto diz que, um ano após a conquista olímpica, o momento é de retomar o gás. Por isso, tem tentado dar chances a jogadoras mais novas, como Gabi, uma das novidades do grupo.
É muita pressão no último ano, que é o das Olimpíadas. Pela responsabilidade, pelos treinamentos. E parece que, quando acaba, você tira um grande peso dos ombros. E, logicamente, esse processo de desaceleração é normal.
Você vai ter que tomar um gás novo para recomeçar. Sempre no primeiro ano, as jogadoras pedem para não participar tanto porque precisam de descanso e recarregar as baterias para começar um novo ciclo. É normal e esperado. Sempre que as Olimpíadas acabam, espero que isso aconteça. Mas temos que pensar na oportunidade que as mais novas têm de mostrar o potencial.
A temporada pós-Londres também rendeu às jogadoras um maior reconhecimento. Com as redes sociais, atletas como Thaisa e Sheilla passaram a ter um contato maior com o público e reforçaram o lado de celebridade. A central, por exemplo, ganhou ainda mais fãs ao exibir a boa forma em fotos de seu dia a dia.
Eu não tirava foto com a barriga de fora de jeito nenhum. Morria de vergonha. Hoje eu tiro, ponho vestido mais justo, isso porque acho que fica bonito. Com tudo isso, a autoestima vai lá no alto.
Uma das musas da seleção e companheira de Thaisa no Osasco, vice-campeão da última Superliga, Sheilla é outra que viu sua popularidade crescer depois de Londres. A oposto, considerada uma das melhores do mundo, encara a idolatria com naturalidade. Para ela, seu estilo de vida não mudou.
Cada título que a gente ganha, aumenta nossa visibilidade e o número de fãs. Mas meu estilo de vida continua a mesma coisa de 2011. Não fez diferença neste sentido - afirmou.
Imagem: ReproduçãoClique para ampliar
Jaqueline vai se afastar das quadras para ter primeiro filho com Murilo
Pausa para gravidez
Jaqueline vai se afastar das quadras para ter primeiro filho com MuriloPor outro lado, houve também quem tomasse o ano pós-olímpico para realizar antigos sonhos. Uma das líderes da seleção, Jaqueline esperou o fim da Superliga para tentar engravidar.
Deu certo. Depois de uma tentativa frustrada no passado, a ponteira vai se afastar das quadras até o próximo ano para ter seu primeiro filho.
Eu não prejudiquei ninguém. Minha felicidade foi essa. Era um sonho que a gente tinha, a gente queria muito. Já tinha acontecido um caso que eu perdi o bebê.
Agora, estou com quatro meses, esperei o tempo certinho para me preservar. Queria preservar o Murilo também. Depois de tudo o que aconteceu, fiquei um pouco receosa. Agora, posso falar o que aconteceu. Porque todo mundo me perguntava onde eu iria jogar. Então já sabem qual o motivo.
Susto
Houve quem também enfrentasse um turbilhão. Campeã da Superliga na última temporada, com o Rio de Janeiro, Natália trocará de ares e passará a defender o Campinas. Mas, no último mês, um erro do laboratório fez com que a ponteira caísse no exame antidoping.
A jogadora recebeu um pedido de desculpas como sentença no julgamento do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) do vôlei. Embora o material que orientou a denúncia se referisse à presença da substância proibida 16-OH Prednisolone acima dos níveis permitidos, um laudo do próprio laboratório apontou que a concentração estava abaixo do limite, ou seja, dentro da lei.
Natália aceitou o exame sem exigir a contraprova e imaginou que se houvesse uma pena, seria branda. De acordo com a sua defesa, as medicações usadas legalmente para o tratamento de asma da atleta poderiam produzir a substância detectada pelo Ladetec.
Um dos três remédios prescritos, o Symbicort, produz a substância o 16-OH Prednisolone, permitida em uma concentração de até 30 nanogramas por mililitro. Segundo a ponteira, o medicamento não oferece nenhuma vantagem competitiva e o seu uso é serve exclusivamente para preservar a sua saúde. Após o susto, ela respira aliviada.
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