Viagora

Presidente da Federação de Judô do Piauí Lamenta a falta de apoio nacional

Insatisfeito com precárias condições das categorias de base, Denys Queiroz, critica "descaso e politicagem no Piauí"

Imagem: ReproduçãoClique para ampliarApesar das promessas de colaboradores, Sarah luta por novos centros de difusão do esporte em sua terra natal(Imagem:Reprodução)Apesar das promessas de colaboradores, Sarah luta por novos centros de difusão do esporte em sua terra natal
O auge da carreira de Sarah Menezes se confunde com a história do judô no Piauí, terra da qual a atleta não abdicou o direito de manter próximo.

Um ano após o ouro olímpico, o cenário permaneceu praticamente o mesmo: farpas, críticas e um punhado de indignação deixaram de ser pormenores no judô piauiense.

Das inúmeras lamentações, a voz de Denys Queiroz, presidente da Federação de Judô do Piauí, se tornou cada vez mais consenso entre os que respiram o esporte.

Desde o ouro da Sarah, nada mudou. Se não fosse a Confederação Brasileira de Judô (CBJ), ela não passaria de ‘uma menina danada’, que sempre impressiona quando criança. Enquanto não houver ação pública voltada ao esporte, não vamos passar de mendigos, meros pedintes disparou o dirigente.

Apesar de duras, as palavras de Denys vão de encontro aos anseios dos cerca de 1.500 alunos no Piauí. A mina de ouro, na avaliação do presidente, pode ser ainda mais explorada.

A burocracia e a falta de empenho dos políticos do estado fazem com que o judô deixe de avançar. Somos um dos poucos estados do Brasil a não possuir uma simples vila olímpica, o que é uma vergonha. Os ‘donos da caneta’ estão satisfeitos com o que a Sarah fez e não buscam formar outra joia. Há uma sincronia entre CBJ e nós, mas esbarramos na politicagem – acrescentou o dirigente.

A entidade que cuida do judô brasileiro, por sinal, foi responsável pelas garantias dos principais equipamentos necessários para que Sarah Menezes não abandonasse a terra natal antes da conquista olímpica. Além de quimonos, a atleta passou a treinar em tatames de padrão internacional, adquiridos e doados em regime de comodato a piauiense.

Para que os incentivos não se restrinjam apenas a primeira atleta brasileira campeã olímpica no judô, Ney Wilson, coordenador técnico da Seleção Brasileira da qual Sarah integra, explica que alternativas estão sendo viabilizadas para fortalece a modalidade no Nordeste.

Com a conquista da Sarah, alguns atletas surgiram e o Piauí tem revelado bons nomes. No entanto, o que não podemos é nos acomodar.

A CBJ enviou toda a documentação que viabiliza a construção de um Centro de Treinamentos, mas o trabalho é conjunto com as esferas estadual e municipal. Acreditamos que, em breve, a construção da estrutura inicie – frisa.

Enquanto o dissoante atrito entre poderes atrasa a materialização dos projetos visados a terra natal da atual campeã olímpica, outras amarras são feitas. Recém-aprovado, o Centro de Lutas prometido pelo Governo do Estado começa a tomar forma. Nessa terça-feira (30), o Governador do Piauí, Wilson Martins, autorizou o início das obras do novo espaço, em Teresina, dedicado a prática de judô, taekwondo e lutas greco-romanas a alunos da rede estadual de ensino.
Imagem: ReproduçãoSarah Menezes recebe apoio para construção de Centro de Lutas(Imagem:Reprodução)Sarah Menezes recebe apoio para construção de Centro de Lutas
Facebook
Veja também