Técnico do Shakhtar comemora contratação de Bernard
Fã do futebol "brasuca", Mircea Lucescu confia no potencial do ex-jogador do Galo para conquistar a Liga dos Campeões e coroar sua filosofia
A derrota para o Atlético-PR no dia 31, partida em que marcou um gol e acabou expulso, foi a última de Bernard com a camisa do Atlético-MG. Na última quinta-feira, a esperada transferência para o futebol ucraniano tornou-se oficial.
O Shakhtar Donetsk anunciou, em seu site, a contratação do meia-atacante do Galo, que assinará contrato de cinco anos com o clube e vestirá a camisa 10. Profundo admirador do estilo canarinho, o técnico da equipe europeia, o romeno Mircea Lucescu, com e vibrou com a contratação do jovem meia. Ele afirmou ainda que acompanhava todos os passos de Bernard há pelo menos dois anos, época que começou a se encantar pelo futebol do jovem.
Ele é muito habilidoso e tem um estilo de jogo que chama atenção, agrada a qualquer um. A partir de 2011, fiquei sabendo da existência do jogador e passei a ligar a TV e ver alguns vídeos só para ver o que ele fazia em campo. Lembro que logo na primeira vez que o vi jogar (não lembro exatamente contra quem) tive uma boa imprensão. Dois anos depois, tudo veio se confirmar com a titularidade no Atlético-MG, a convocação para a seleção brasileira e a conquista de grande títulos, como esse agora na Libertadores. Ele tem um talento extraordinário. Joga muito! E trazê-lo para cá é um sonho.
Há nove anos no comando do time ucraniano, o romeno Mircea Lucescu é o mentor da atual filosofia de trabalho do clube: contratar brasileiros para o setor ofensivo. Fã do futebol nacional, o treinador gosta tanto do Brasil que até aprendeu a falar português. Ou melhor, “brasileiro”, idioma quase que obrigatório no elenco, para estabelecer uma boa relação com os jogadores.
A grandeza do Shakhtar Donetsk no cenário europeu é mais recente. As chegadas de Rinat Akhmetov, o homem mais rico da Ucrânia, à presidência e Lucescu ao cargo de treinador tem relação direta com a ascensão da equipe. Ao assumir o posto, Akhmetov resolveu mudar a mentalidade do clube e contratou o técnico na temporada 2004.
No contrato, o romeno fez um pedido especial: formar uma legião de atletas brasileiros. A missão parecia impossível para o momento, mas se transformaria em realidade alguns anos depois e levaria o time a um patamar de reconhecimento internacional nunca antes alcançado por um time do país em tão pouco tempo. Apesar do protagonismo no futebol ucraniano conquistado recentemente, o clube quer mais. E espera contar com o talento e o brilho individual de Bernard para conquistar a Liga dos Campeões na próxima temporada.
Ao longo dos anos, o Shakhtar tornou-se uma equipe reconhecidamente de brasileiros. Montei esse grupo de jogadores e tenho com eles quase uma relação de pai e filho. Desde da temporada que assumi o comando do time, conquistamos sete títulos no Campeonato Ucraniano, a Liga Europa, mas isso não é o bastante.
Queremos ganhar a Liga dos Campeoões. E fico feliz de termos conseguido superar a concorrência e contratar um jogador tão especial. O Bernard vive um grande momento, já está acostumado a jogar em um futebol de alto nível e agora precisa mostrar tudo o que sabe aqui. Estou muito ansioso para ver o que ele é capaz de fazer aqui na Europa. Temos grandes ambições e espero – junto com seus companheiros - poder ajudá-lo a conquistar grandes títulos – afirmou.
Prestes a completar 21 anos, o jogador campeão da Copa das Confederações com a seleção brasileira e da Libertadores com o Atlético-MG se transfere para o futebol europeu dois anos após se profissionalizar em Minas Gerais. O Atlético-MG já havia chegado a um acordo com o clube ucraniano no fim de julho, satisfeito com o valor oferecido pelo jovem.
Para garantir a contratação da revelação atleticana, o Shakhtar concorreu com o interesse do Porto e do Arsenal, entre outros. Os ucranianos ofereceram diversas regalias extras para convencer Bernard a jogar no Leste Europeu, onde o frio é bastante rigoroso no inverno e não há tantas garantias de que será renegociado em breve. No entanto, o técnico do Shakhtar entende que para o jogador não será tão fácil se adaptar ao futebol europeu.
Ele é um grande jogador. Mas não será tão fácil a adaptação. É outra cultura, outro clima, pessoas diferentes... Isso tudo influencia muito. Mas estaremos à disposição para ajudá-lo no que for preciso. No início, é assim mesmo. É tudo meio complicado, é outra vida. Por exemplo, vou citar outros brasileiros que passaram situações parecidas: Robinho (na transferência para o Real Madrid), o Lucas (na transferência para o Liverpool) e o Pato (na transferência para o Milan). Agora, vamos esperar para ver como o Bernard vai se comportar. Espero que dê tudo certo.
Investir em atletas provenientes do país “dono do melhor futebol do mundo” é desejo pessoal de Mircea Lucescu, resumindo-se a contratação de jovens talentos. De acordo com mentalidade estratégica do clube, que avalia os jogadores europeus, os ucranianos são melhores defensores. Por isso, o time trabalha diretamente com a captação de jogadores sul-americanos, em especial os brasileiros, para ocupar as funções de meias ou atacantes.
Gosto muito de trabalhar com jogadores jovens. Eles são talentosos e têm muita ambição, querem conquistar o mundo.
Contratado por € 25 milhões (R$ 77 milhões) junto ao Atlético-MG, Bernard chega ao Shakhtar para se juntar aos também brasileiros Ismaily, Wellington Nem, Fernando, Fred, Douglas Costa, Taison, Alex Teixeira, Ilsinho, Luiz Adriano e Maicon. A equipe conta ainda com o atacante brasileiro naturalizado croata Eduardo da Silva, além de Alan Patrick (que pertence ao clube, mas está emprestado ao Internacional).
O Shakhtar Donetsk anunciou, em seu site, a contratação do meia-atacante do Galo, que assinará contrato de cinco anos com o clube e vestirá a camisa 10. Profundo admirador do estilo canarinho, o técnico da equipe europeia, o romeno Mircea Lucescu, com e vibrou com a contratação do jovem meia. Ele afirmou ainda que acompanhava todos os passos de Bernard há pelo menos dois anos, época que começou a se encantar pelo futebol do jovem.
Ele é muito habilidoso e tem um estilo de jogo que chama atenção, agrada a qualquer um. A partir de 2011, fiquei sabendo da existência do jogador e passei a ligar a TV e ver alguns vídeos só para ver o que ele fazia em campo. Lembro que logo na primeira vez que o vi jogar (não lembro exatamente contra quem) tive uma boa imprensão. Dois anos depois, tudo veio se confirmar com a titularidade no Atlético-MG, a convocação para a seleção brasileira e a conquista de grande títulos, como esse agora na Libertadores. Ele tem um talento extraordinário. Joga muito! E trazê-lo para cá é um sonho.
Há nove anos no comando do time ucraniano, o romeno Mircea Lucescu é o mentor da atual filosofia de trabalho do clube: contratar brasileiros para o setor ofensivo. Fã do futebol nacional, o treinador gosta tanto do Brasil que até aprendeu a falar português. Ou melhor, “brasileiro”, idioma quase que obrigatório no elenco, para estabelecer uma boa relação com os jogadores.
A grandeza do Shakhtar Donetsk no cenário europeu é mais recente. As chegadas de Rinat Akhmetov, o homem mais rico da Ucrânia, à presidência e Lucescu ao cargo de treinador tem relação direta com a ascensão da equipe. Ao assumir o posto, Akhmetov resolveu mudar a mentalidade do clube e contratou o técnico na temporada 2004.
No contrato, o romeno fez um pedido especial: formar uma legião de atletas brasileiros. A missão parecia impossível para o momento, mas se transformaria em realidade alguns anos depois e levaria o time a um patamar de reconhecimento internacional nunca antes alcançado por um time do país em tão pouco tempo. Apesar do protagonismo no futebol ucraniano conquistado recentemente, o clube quer mais. E espera contar com o talento e o brilho individual de Bernard para conquistar a Liga dos Campeões na próxima temporada.
Ao longo dos anos, o Shakhtar tornou-se uma equipe reconhecidamente de brasileiros. Montei esse grupo de jogadores e tenho com eles quase uma relação de pai e filho. Desde da temporada que assumi o comando do time, conquistamos sete títulos no Campeonato Ucraniano, a Liga Europa, mas isso não é o bastante.
Queremos ganhar a Liga dos Campeoões. E fico feliz de termos conseguido superar a concorrência e contratar um jogador tão especial. O Bernard vive um grande momento, já está acostumado a jogar em um futebol de alto nível e agora precisa mostrar tudo o que sabe aqui. Estou muito ansioso para ver o que ele é capaz de fazer aqui na Europa. Temos grandes ambições e espero – junto com seus companheiros - poder ajudá-lo a conquistar grandes títulos – afirmou.
Prestes a completar 21 anos, o jogador campeão da Copa das Confederações com a seleção brasileira e da Libertadores com o Atlético-MG se transfere para o futebol europeu dois anos após se profissionalizar em Minas Gerais. O Atlético-MG já havia chegado a um acordo com o clube ucraniano no fim de julho, satisfeito com o valor oferecido pelo jovem.
Para garantir a contratação da revelação atleticana, o Shakhtar concorreu com o interesse do Porto e do Arsenal, entre outros. Os ucranianos ofereceram diversas regalias extras para convencer Bernard a jogar no Leste Europeu, onde o frio é bastante rigoroso no inverno e não há tantas garantias de que será renegociado em breve. No entanto, o técnico do Shakhtar entende que para o jogador não será tão fácil se adaptar ao futebol europeu.
Ele é um grande jogador. Mas não será tão fácil a adaptação. É outra cultura, outro clima, pessoas diferentes... Isso tudo influencia muito. Mas estaremos à disposição para ajudá-lo no que for preciso. No início, é assim mesmo. É tudo meio complicado, é outra vida. Por exemplo, vou citar outros brasileiros que passaram situações parecidas: Robinho (na transferência para o Real Madrid), o Lucas (na transferência para o Liverpool) e o Pato (na transferência para o Milan). Agora, vamos esperar para ver como o Bernard vai se comportar. Espero que dê tudo certo.
Investir em atletas provenientes do país “dono do melhor futebol do mundo” é desejo pessoal de Mircea Lucescu, resumindo-se a contratação de jovens talentos. De acordo com mentalidade estratégica do clube, que avalia os jogadores europeus, os ucranianos são melhores defensores. Por isso, o time trabalha diretamente com a captação de jogadores sul-americanos, em especial os brasileiros, para ocupar as funções de meias ou atacantes.
Gosto muito de trabalhar com jogadores jovens. Eles são talentosos e têm muita ambição, querem conquistar o mundo.
Contratado por € 25 milhões (R$ 77 milhões) junto ao Atlético-MG, Bernard chega ao Shakhtar para se juntar aos também brasileiros Ismaily, Wellington Nem, Fernando, Fred, Douglas Costa, Taison, Alex Teixeira, Ilsinho, Luiz Adriano e Maicon. A equipe conta ainda com o atacante brasileiro naturalizado croata Eduardo da Silva, além de Alan Patrick (que pertence ao clube, mas está emprestado ao Internacional).
Imagem: Reprodução
Bernard, meia do Shakhtar, no desembarque no aeroporto de Confins
Bernard, meia do Shakhtar, no desembarque no aeroporto de Confins
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