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Lutador Alan Nuguette não vive só do MMA e se define como "cigano"

Ele começou na capoeira, foi levado ao MMA por Alexandre Capitão e morou em várias cidades até chegar ao Rio. Ele estreia no UFC em Barueri

Imagem: ReproduçãoClique para ampliarAlan Nuguette posa para foto na XGym, no Rio de Janeiro(Imagem:Reprodução)Alan Nuguette posa para foto na XGym, no Rio de Janeiro
Junior dos Santos é o "Cigano", mas esse apelido no meio do MMA poderia ter outro dono: Alan Patrick. Nascido e criado em Jacareí-SP, ele foi para Brasília na adolescência, onde teve o primeiro contato com as artes marciais a partir da capoeira.

Cerca de oito anos depois, ingressou no jiu-jítsu para tentar não cair tanto durante as sessões de "sparring".

Viu que a capoeira não estava dando dinheiro e foi levado por alguns amigos da arte suave, como Alexandre Capitão, ao MMA. Morou e competiu em Manaus, onde conheceu Ronaldo Jacaré, que virou seu "padrinho". Em 2005, Alan fez sua estreia profissional e até hoje, depois de dez lutas, só tem vitórias no currículo. Há quatro meses mora no Rio de Janeiro e treina na XGym.

Sou o verdadeiro cigano das artes marciais - brinca o peso-leve (até 70kg).

Durante todos esses anos, Alan Patrick teve de conciliar o MMA com algum trabalho por fora. Hoje ele dá aulas de jiu-jítsu na própria XGym e num condomínio. Lá atrás, chegou a trabalhar como engraxate, o que lhe rendeu o apelido de "Nuguette", nome parecido com o de uma marca de graxa.

Só do MMA a gente não consegue viver. Quase ninguém aqui no Brasil consegue. A gente só sobrevive porque tem muitos amigos que conhecem nosso trabalho. A Gabi me ajuda bastante, o Marcelo, e o senhor Beto também. E tenho que trabalhar - confidenciou.
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