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Sarah vê necessidade de renovação dentro da seleção brasileira de judô

Após desempenho histórico no Mundial do Rio, judoca defende mais opções nas categorias pesadas: "Resultados não estão tão favoráveis", diz atletas

Imagem: ReproduçãoClique para ampliarApós bronze no Mundial, Sarah Menezes acredita em seleção mais forte no ciclo olímpico 2016(Imagem:Reprodução)Após bronze no Mundial, Sarah Menezes acredita em seleção mais forte no ciclo olímpico 2016
Com o melhor resultado em mundiais, a seleção brasileira feminina de judô busca consolidar sua hegemonia dentro do ciclo olímpico Rio 2016. Como o país sede garante vaga em todas as modalidades, a disputa agora é interna.

A campeã olímpica Sarah Menezes (-48 kg), bronze no Mundial do Rio, revelou que dentro da seleção existe a necessidade de fazer com que mais atletas, principalmente das categorias mais pesadas, entrem em competições para se tornarem opções no ranking internacional.

Com cinco medalhas individuais em sete categorias de disputas, além do segundo lugar por equipes, o Mundial do Rio entrou para a história da modalidade feminina. Medalhista de bronze pelo terceiro ano consecutivo em mundiais, Sarah Menezes avaliou positivamente o desempenho, mas relatou a necessidade de ter mais meninas ranqueando pelo Brasil.

O desempenho das meninas nesse ano foi maravilhoso.

Claro que nós sempre procuramos melhorar. A maioria se destacou muito bem, e no momento a Confederação Brasileira de Judô está buscando mais atletas dos 63 kg (meio-médio), 70kg (médio)  e acima de 78kg (pesado). Nessas categorias ainda há poucas atletas que iniciaram a viajar, e os resultados não estão sendo tão favoráveis nessas categorias. Nós estamos trabalhando por mais resultados – revelou Sarah Menezes.

A análise de Sarah tem embasamento no ranking da Federação Internacional de Judô (FIJ). Na última atualização, nas categorias mais pesadas, o Brasil possui duas líderes, Mayra Aguiar (-78 kg) e Maria Suellen Altheman (+78 kg). Mas além delas, as categorias sofrem com a falta de opção. Entre os médios, Maria Portela é a nona colocada. A segunda melhor brasileira, Nádia Merli, vem somente na 34ª posição, exatos 554 pontos atrás da marroquina Assmaa Niang, 14ª do ranking e última judoca na zona de classificação das Olimpíadas.

Na categoria até 78 kg, a segunda brasileira melhor ranqueada, Talita Moraes, está na 57ª posição. A segunda e última brasileira, Samanta Soares, está em 60º lugar. Na pesado, a situação é ainda mais crítica: depois de Maria Suellen, somente Rochele Nunes, na 24ª posição, é a outra brasileira que aparece no ranking.

O país sede não precisa se preocupar com a briga pelas vagas, mas se as Olimpíadas fossem hoje, na categoria (-63 kg), Katherine Campos estaria na 16ª posição. Nessa projeção, a atleta entraria como a última classificada nos Jogos. Dentro da zona de classificação existem duas judocas japonesas e duas francesas e pelas regras somente uma competidora de cada país entraria na competição. A posição no ranking faria a brasileira cruzar a primeira luta com a líder da categoria, motivo que Sarah considera preocupante.

Todas as atletas, sempre que subimos no pódio, aumentamos nossa quantidade de pontos, somos mais bem vistas. Com isso, estaremos melhores ranqueadas para pegarmos os melhores sorteios nas chaves das competições e futuramente das Olimpíadas – explicou Sarah Menezes.

A última competição que fecha a temporada de 2013 é o Grand Slam de Tóquio, no mês de novembro. O torneio distribui 500 pontos aos campeões. Após essa competição, as atletas da Seleção Brasileira partem para o último treinamento internacional, que acontece no Japão.
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