Juvenal explica volta de Muricy: "Troquei planejamento por choque"
Em entrevista ao jornal "Folha de S. Paulo", mandatário admite que tenta "salvar a honra" ao evitar queda para Segundona e que cometeu erros
A contratação de Muricy Ramalho foi uma medida para dar um choque no elenco do São Paulo. É o que revela o presidente do clube, Juvenal Juvêncio. Em entrevista ao jornal "Folha de S. Paulo", o mandatário também admitiu que pensou em "salvar a honra" ao tentar evitar o rebaixamento e reconheceu erros de gestão.
Sobre a decisão de demitir Paulo Autuori e contratar Muricy, Juvenal disse que queria algo que sacudisse o grupo de jogadores, e é o que ele espera da postura forte do novo treinador, que retorna ao Tricolor após quatro anos. O presidente relatou que temia que não desse tempo de reagir no Brasileiro se não agisse rápido.
É uma situação dolorosa. Mas, num dia, eu via o semblante ruim das pessoas. No outro, também. Essas coisas começaram a se repetir. E eu sem poder contratar, com os mercados fechados. Comecei a temer que, se esperasse mais, pegaria o bonde ladeira abaixo. E queria pegá-lo no planalto. Então resolvi que o time precisava, emergencialmente, de um choque. E o Muricy tem esse jeito mais sanguíneo.
Troquei o planejamento por um choque. Resolvi isso num telefonema. Falei para ele: "Você sabe quem está jogando, quem está no banco de reservas. Você conhece tudo lá dentro, a cozinheira, o roupeiro... Vá lá e resolva!".
O rebaixamento amedronta Juvenal, que por isso fez a troca de técnicos agora. Mas ele não sabe dizer se a situação do São Paulo seria diferente se Muricy tivesse sido contratado na época em que o clube fechou com Autuori. Na ocasião, o São Paulo era o nono colocado na tabela do Brasileiro, na sexta rodada.
É um processo de adivinhação pensar nisso (se Muricy tivesse sido chamado antes). Mas o estilo do Muricy, mais impetuoso, poderia mexer antes. Talvez ele já tivesse colocado uns dois na rua. Eu já vi isso (queda de divisão) com outros. Já acompanhei, de longe, dramas de outros. Eu não queria passar por isso.
Eu queria algo que salvasse a minha honra. Precisava quebrar o diapasão que indicava um quadro ruim, precisava respirar. Ter só duas vitórias (Paulo Autuori venceu apenas duas vezes com o time no Brasileiro) é uma indicação ruim.
Juvenal também admitiu erros de gestão, principalmente na troca de treinadores. Desde que Muricy saiu do São Paulo, em 2009, o clube teve outros sete técnicos: Ricardo Gomes, Sérgio Baresi, Adilson Batista, Paulo César Carpegiani, Emerson Leão, Ney Franco e Autuori. O mandatário disse ainda que a decisão de reintegrar Lúcio é toda de Muricy.
Houve erros ao longo do tempo. Mas temos uma situação complicada. Há uma carência de grandes técnicos no Brasil. Tem técnicos que não têm o perfil da torcida, do clube. Arriscamos com o Adilson Batista (em 2011). Depois tivemos um cidadão ótimo (Autuori), mas a torcida preferia outro (Muricy).
Sobre a decisão de demitir Paulo Autuori e contratar Muricy, Juvenal disse que queria algo que sacudisse o grupo de jogadores, e é o que ele espera da postura forte do novo treinador, que retorna ao Tricolor após quatro anos. O presidente relatou que temia que não desse tempo de reagir no Brasileiro se não agisse rápido.
É uma situação dolorosa. Mas, num dia, eu via o semblante ruim das pessoas. No outro, também. Essas coisas começaram a se repetir. E eu sem poder contratar, com os mercados fechados. Comecei a temer que, se esperasse mais, pegaria o bonde ladeira abaixo. E queria pegá-lo no planalto. Então resolvi que o time precisava, emergencialmente, de um choque. E o Muricy tem esse jeito mais sanguíneo.
Troquei o planejamento por um choque. Resolvi isso num telefonema. Falei para ele: "Você sabe quem está jogando, quem está no banco de reservas. Você conhece tudo lá dentro, a cozinheira, o roupeiro... Vá lá e resolva!".
O rebaixamento amedronta Juvenal, que por isso fez a troca de técnicos agora. Mas ele não sabe dizer se a situação do São Paulo seria diferente se Muricy tivesse sido contratado na época em que o clube fechou com Autuori. Na ocasião, o São Paulo era o nono colocado na tabela do Brasileiro, na sexta rodada.
É um processo de adivinhação pensar nisso (se Muricy tivesse sido chamado antes). Mas o estilo do Muricy, mais impetuoso, poderia mexer antes. Talvez ele já tivesse colocado uns dois na rua. Eu já vi isso (queda de divisão) com outros. Já acompanhei, de longe, dramas de outros. Eu não queria passar por isso.
Eu queria algo que salvasse a minha honra. Precisava quebrar o diapasão que indicava um quadro ruim, precisava respirar. Ter só duas vitórias (Paulo Autuori venceu apenas duas vezes com o time no Brasileiro) é uma indicação ruim.
Juvenal também admitiu erros de gestão, principalmente na troca de treinadores. Desde que Muricy saiu do São Paulo, em 2009, o clube teve outros sete técnicos: Ricardo Gomes, Sérgio Baresi, Adilson Batista, Paulo César Carpegiani, Emerson Leão, Ney Franco e Autuori. O mandatário disse ainda que a decisão de reintegrar Lúcio é toda de Muricy.
Houve erros ao longo do tempo. Mas temos uma situação complicada. Há uma carência de grandes técnicos no Brasil. Tem técnicos que não têm o perfil da torcida, do clube. Arriscamos com o Adilson Batista (em 2011). Depois tivemos um cidadão ótimo (Autuori), mas a torcida preferia outro (Muricy).
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