Com "azar" Paulo Vitor cai mas termina prova no Mundial
Em circunstância ainda desconhecida, triatleta piauiense caiu na prova de ciclismo. Ele havia conseguido as passagens após apelo nas redes sociais
Até os campeões sofrem com o azar da sexta-feira (13). Foi o que aconteceu com Paulo Vitor Costa, líder do ranking brasileiro da categoria 20 a 24 anos, que disputou seu primeiro Mundial de Triathlon nesta madrugada.
Na competição realizada em Londres, na Inglaterra, o piauiense amargou uma experiência que até então nunca tinha vivido: cair durante a prova.
Tudo conspirava para que o triatleta conquistasse o seu objetivo, que era ficar entre os 10 melhores do mundo. Na natação, modalidade que abre a prova, Paulo Vitor saiu da água com o tempo de 10min45seg.
O cronômetro marcava praticamente o mesmo tempo para os dois primeiros colocados até então.
De igual para igual, também foi a transição para o ciclismo, feita em menos de três minutos. Paulo Vitor foi para etapa entre os melhores, mas a falta de sorte, aquela que também atinge os campeões, tirou a possibilidade do piauiense de conquistar medalha na sua categoria.
O acidente, no entanto, não tirou Paulo Vitor da prova. Abalado, com dor e mancando, ele ultrapassou a linha de chegada. Orgulho de seu treinador Rógers Feitosa, que não se importou com a 72ª colocação geral do piauiense entre os 80 da categoria 20 a 24 anos.
Ele nadou o tempo de ser campeão e correu muito bem mesmo depois da queda, do abalo psicológico. No geral (somando todas as categorias), eram mais de mil triatletas. Ele largou em 176º, caiu para 460º e terminou em 259º, ou seja, ele ainda passou mais de 200 atletas mesmo depois de tudo o que aconteceu.
Imagina o que passou na cabeça desse cara? Ele disse que até se arrastando ia terminar a prova. E foi o que ele fez. Estou muito feliz com isso. Eu só tenho motivo de orgulho de treinar um atleta de verdade. O que aconteceu com ele os grandes campeões já passaram – explica o técnico emocionando.
Rógers lembra que a piauiense Sarah Menezes caiu várias vezes até se tornar campeã olímpica.
Sem ter como ver a prova, pois a transmissão em que assistia só mostrava a prova da natação e a chegada, Rógers Feitosa, depois de poder observar o tempo, desconfiou de que algo acontecia com seu pupilo. O normal é que Paulo Vitor termine essa parte da prova com o tempo de 20 minutos, mas já se passavam 50 minutos até que o triatleta fizesse a transição para a corrida.
O que mais destaquei para ele foi a parte do hino nacional que diz ‘Verás que um filho teu não foge à luta’. E ele não fugiu. Como um bom brasileiro e nordestino arretado, ele terminou a prova em uma hora e trinta e um minutos, conta Rogérs Feitosa.
A prova em Londres contou com um ingrediente positivo, apesar de todas as circunstâncias. O grande campeão da categoria fechou a prova em uma hora e cinco minutos. O tempo é o mesmo que Paulo Vitor fez em algumas etapas no Brasil.
As circunstâncias da queda, assim como o estado de saúde do atleta, ainda não foram divulgadas oficialmente pela Confederação Brasileira de Ciclismo (CBTri).
Na competição realizada em Londres, na Inglaterra, o piauiense amargou uma experiência que até então nunca tinha vivido: cair durante a prova.
Tudo conspirava para que o triatleta conquistasse o seu objetivo, que era ficar entre os 10 melhores do mundo. Na natação, modalidade que abre a prova, Paulo Vitor saiu da água com o tempo de 10min45seg.
O cronômetro marcava praticamente o mesmo tempo para os dois primeiros colocados até então.
De igual para igual, também foi a transição para o ciclismo, feita em menos de três minutos. Paulo Vitor foi para etapa entre os melhores, mas a falta de sorte, aquela que também atinge os campeões, tirou a possibilidade do piauiense de conquistar medalha na sua categoria.
O acidente, no entanto, não tirou Paulo Vitor da prova. Abalado, com dor e mancando, ele ultrapassou a linha de chegada. Orgulho de seu treinador Rógers Feitosa, que não se importou com a 72ª colocação geral do piauiense entre os 80 da categoria 20 a 24 anos.
Ele nadou o tempo de ser campeão e correu muito bem mesmo depois da queda, do abalo psicológico. No geral (somando todas as categorias), eram mais de mil triatletas. Ele largou em 176º, caiu para 460º e terminou em 259º, ou seja, ele ainda passou mais de 200 atletas mesmo depois de tudo o que aconteceu.
Imagina o que passou na cabeça desse cara? Ele disse que até se arrastando ia terminar a prova. E foi o que ele fez. Estou muito feliz com isso. Eu só tenho motivo de orgulho de treinar um atleta de verdade. O que aconteceu com ele os grandes campeões já passaram – explica o técnico emocionando.
Rógers lembra que a piauiense Sarah Menezes caiu várias vezes até se tornar campeã olímpica.
Sem ter como ver a prova, pois a transmissão em que assistia só mostrava a prova da natação e a chegada, Rógers Feitosa, depois de poder observar o tempo, desconfiou de que algo acontecia com seu pupilo. O normal é que Paulo Vitor termine essa parte da prova com o tempo de 20 minutos, mas já se passavam 50 minutos até que o triatleta fizesse a transição para a corrida.
O que mais destaquei para ele foi a parte do hino nacional que diz ‘Verás que um filho teu não foge à luta’. E ele não fugiu. Como um bom brasileiro e nordestino arretado, ele terminou a prova em uma hora e trinta e um minutos, conta Rogérs Feitosa.
A prova em Londres contou com um ingrediente positivo, apesar de todas as circunstâncias. O grande campeão da categoria fechou a prova em uma hora e cinco minutos. O tempo é o mesmo que Paulo Vitor fez em algumas etapas no Brasil.
As circunstâncias da queda, assim como o estado de saúde do atleta, ainda não foram divulgadas oficialmente pela Confederação Brasileira de Ciclismo (CBTri).
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