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Guerrero do Timão faz a cabeça dos peruanos até no vôlei

No último dia do Sul-Americano de vôlei em Ica, torcida do Peru apoia time da casa vestindo a camisa do atacante do Corinthians e da seleção do país.

Os peruanos entendem de vôlei, faz parte da cultura do país. Com um seleção que já foi vice-campeã mundial e olímpica, a torcida vai ao ginásio, conhece as jogadoras pelo nome. Tanto conhecimento também os faz ter noção da qualidade técnica da equipe. Mesmo com o ginásio lotado e toda pressão em cima do Brasil, todos sabiam que o óbvio era a derrota. Mas os peruanos que acompanharam o revés por 3 sets a 0 para o time brasileiro, pelo Sul-Americano em Ica, até gostam do verde e amarelo. Mas adoram mesmo é o Corinthians, e por um simples motivo: Paolo Guerrero.

O camisa nove do Timão e da seleção peruana é ídolo, e como eles brincam, faz até "chover no deserto". Se já era popular por representar o país no mundo do futebol, Guerrero passou a ser ainda mais idolatrado depois do gol diante do Chelsea, pela final do Mundial Interclubes do ano passado, que deu o título ao Corinthians. Desse modo, era só olhar para o lado para ver uma camisa nove do Peru, com seu nome às costas, mesmo em um jogo de vôlei.

- Guerrero é muito grande. Um ídolo nacional, uma referência para o país. É um jogador reconhecido internacionalmente e fez o gol do Corinthians no Mundial Interclubes. Como ele joga no Timão, também passamos a gostar do Corinthians por tabela - diz Juan Francisco, que esteve no Brasil durante a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), no Rio de Janeiro, no mês de julho.

Para Miguel Nascimento, que trabalha no Instituto de Desenvolvimento do Desporto Peruano (IDP), Guerrero é como Ronaldinho Gaúcho e Ronaldo. Não só pela qualidade em campo, mas também por sua humildade.

- Ele é um cara bacana, fala com qualquer um, trata todos bem. É um ídolo no país e pelo seu jeito simples lembra nomes como Ronaldo e Ronaldinho, do Brasil. E claro, com ele jogando no Corinthians, também gostamos do time, torcemos por ele - frisa Miguel.

Se Guerrero é ídolo e referência de bom futebol, o mesmo não se pode dizer da seleção peruana. Com apenas 14 pontos, o time está fora da disputa por uma vaga na Copa do Mundo do ano que vem, no Brasil. Assim, resta torcer para o time de vôlei que, segundo eles, ainda pode voltar aos tempos de Natália Málaga e Rosa Garcia, vice-campeãs olímpicas e mundiais, conquistando uma vaga no Rio de Janeiro, em 2016, nas Olimpíadas.

- Hoje é mais fácil torcer para o vôlei do que para o futebol. Claro, já tivemos um time muito melhor no esporte, mas o futebol está fora da Copa no Brasil, infelizmente, por isso, o que nos resta agora é torcer pelo vôlei para 2016 - brinca Juan Francisco, que é de Ica.

O único problema, porém, é quando o Peru enfrenta o Brasil no vôlei. E claro, também no futebol.

- Vocês são potência na América do Sul. Ganham tudo. Pensa que todos que estiveram no ginásio não sabiam que perderíamos para vocês? Claro que sabíamos. Não somos tontos. Mas viemos para torcer pela pátria, pelo nosso país. Não importa o resultado. Vocês, quando ganharam a medalha de ouro, foram aplaudidos, porque somos educados e sabemos que o time de vôlei, de basquete, de futebol, todos os times de vocês são melhores - finaliza Miguel Nascimento, que é de Lima e esteve em Ica para ajudar na organização do Sul-Americano de vôlei.

O atual campeão mundial está na nona colocação do Campeonato Brasileiro, com 31 pontos.

Além do empate em 0 a 0 contra o Cruzeiro, em casa, neste domingo, o Corinthians vem de uma sequência de quatro derrotas e um empate. A última vitória do Timão foi a goleada por 4 a 0 sobre o Flamengo, na 17ª rodada, no Pacaembu. Paolo Guerrero, por sua vez, marcou quatro gols na competição.
Imagem: ReproduçãoPeruanos são fãs de Paolo Guerrero(Imagem:Reprodução)Peruanos são fãs de Paolo Guerrero
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