Xodó corintiano brilha com nome de herói negro e vira caso raro na Copa São Paulo
Malcon Felipe (97) ainda tem na memória seu primeiro jogo com a camisa corintiana. Tinha acabado de chegar do Clube Esperia, da Marginal Tietê.
É lógico que lembro”.
Malcon Felipe (97) ainda tem na memória seu primeiro jogo com a camisa corintiana. Tinha acabado de chegar do Clube Esperia, da Marginal Tietê, porque havia acabado com o Corinthians em um amistoso vencido por 4 a 0.
“A estreia foi contra a Ponte Preta, em 2008, pelo Campeonato Paulista Sub-11. Eu treinei sempre como reserva, mas no último treino consegui a posição de titular e estou aí até hoje. Naquele dia, sofri um pênalti e uma falta que viraram gols”, explica ele ao Terra. Mais afiada que a memória de Malcon só mesmo a perna esquerda.
Em quatro jogos disputados na Copa São Paulo, o atacante já marcou quatro gols. Ele é o artilheiro da equipe no torneio e apareceu de forma decisiva no momento mais complicado. Já na estreia diante do Remo, foi de Malcon o gol do empate, nos acréscimos, para evitar uma derrota que poderia ser fatal. Assim também foi na vitória contra a Inter-SP, com um gol dele, e na goleada recente no Juventude, com mais dois. Nesta sexta, ele tenta levar o Corinthians às quartas de final em duelo duro contra o Flamengo (21h de Brasília).
Se hoje é visto como um dos jogadores mais importantes da equipe, Malcon era um azarão para jogar a Copa São Paulo. Inscrito com a camisa 30 e um dos mais jovens do elenco, era por conta disso o favorito para a lista de cinco cortados para a competição. Tal qual naquele Paulista Sub-11, ele surpreendeu nos treinamentos. Osmar Loss, recentemente contratado para comandar os juniores, pouco sabia do atacante que permaneceu no grupo e hoje é titular absoluto. É raríssimo na competição quem faça tanta diferença três anos abaixo do limite de idade.
“Não é de se esperar”, admite Malcon sobre esse destaque contra garotos tão mais velhos. “Mas apesar de ser mais novo, a qualidade é a mesma para todos. Nos juniores é uma pegada diferente, com muito mais contato, mas o Osmar (Loss) fala para eu não jogar de costas, pois sou menor. Saio sempre de frente, fica mais fácil assim (risos)”, explica o ponta direita de pé canhoto.
Para ter noção do feito de Malcon até aqui, basta se recordar da participação de seu ídolo quando tinha três anos abaixo do limite da Copa São Paulo, em 2008. “Não sei se posso falar, mas eu gosto mesmo é do Neymar (92)”, diz Malcon, receoso. Naquela edição do torneio, Neymar era reserva do time que tinha PH Ganso (89) e Tiago Luís (89) como referências. Em raros momentos entrava em campo, quase sempre no fim dos jogos, e marcou um só gol.
Antes de marcar seu nome contra o mais velhos, Malcon também fez bonito contra seus contemporâneos. Ao lado do meia Maycon (97), foi a grande figura do Corinthians que venceu o último Campeonato Paulista Sub-17, um furacão que surgiu nos jogos finais da competição. De contrato profissional assinado até 2016, conseguiu melhorar de vida e tem parte de seus direitos ligados aos empresários Fernando Garcia e Guilherme Miranda (um dos fundadores da DIS). “Venho de uma família de classe média baixa, mas melhorei um pouco”, admite o pequenino atacante, tão gentil e educado quanto talentoso.
Assim batizado em homenagem ao herói negro americano Malcolm X, ele fala orgulhoso sobre o nome que carrega, mas sabe que sua chance de fazer história é com a bola no pé esquerdo. “Me identifico um pouco com a história dele, é muito bom carregar o nome de um líder”.
Malcon Felipe (97) ainda tem na memória seu primeiro jogo com a camisa corintiana. Tinha acabado de chegar do Clube Esperia, da Marginal Tietê, porque havia acabado com o Corinthians em um amistoso vencido por 4 a 0.
“A estreia foi contra a Ponte Preta, em 2008, pelo Campeonato Paulista Sub-11. Eu treinei sempre como reserva, mas no último treino consegui a posição de titular e estou aí até hoje. Naquele dia, sofri um pênalti e uma falta que viraram gols”, explica ele ao Terra. Mais afiada que a memória de Malcon só mesmo a perna esquerda.
Em quatro jogos disputados na Copa São Paulo, o atacante já marcou quatro gols. Ele é o artilheiro da equipe no torneio e apareceu de forma decisiva no momento mais complicado. Já na estreia diante do Remo, foi de Malcon o gol do empate, nos acréscimos, para evitar uma derrota que poderia ser fatal. Assim também foi na vitória contra a Inter-SP, com um gol dele, e na goleada recente no Juventude, com mais dois. Nesta sexta, ele tenta levar o Corinthians às quartas de final em duelo duro contra o Flamengo (21h de Brasília).
Se hoje é visto como um dos jogadores mais importantes da equipe, Malcon era um azarão para jogar a Copa São Paulo. Inscrito com a camisa 30 e um dos mais jovens do elenco, era por conta disso o favorito para a lista de cinco cortados para a competição. Tal qual naquele Paulista Sub-11, ele surpreendeu nos treinamentos. Osmar Loss, recentemente contratado para comandar os juniores, pouco sabia do atacante que permaneceu no grupo e hoje é titular absoluto. É raríssimo na competição quem faça tanta diferença três anos abaixo do limite de idade.
“Não é de se esperar”, admite Malcon sobre esse destaque contra garotos tão mais velhos. “Mas apesar de ser mais novo, a qualidade é a mesma para todos. Nos juniores é uma pegada diferente, com muito mais contato, mas o Osmar (Loss) fala para eu não jogar de costas, pois sou menor. Saio sempre de frente, fica mais fácil assim (risos)”, explica o ponta direita de pé canhoto.
Para ter noção do feito de Malcon até aqui, basta se recordar da participação de seu ídolo quando tinha três anos abaixo do limite da Copa São Paulo, em 2008. “Não sei se posso falar, mas eu gosto mesmo é do Neymar (92)”, diz Malcon, receoso. Naquela edição do torneio, Neymar era reserva do time que tinha PH Ganso (89) e Tiago Luís (89) como referências. Em raros momentos entrava em campo, quase sempre no fim dos jogos, e marcou um só gol.
Antes de marcar seu nome contra o mais velhos, Malcon também fez bonito contra seus contemporâneos. Ao lado do meia Maycon (97), foi a grande figura do Corinthians que venceu o último Campeonato Paulista Sub-17, um furacão que surgiu nos jogos finais da competição. De contrato profissional assinado até 2016, conseguiu melhorar de vida e tem parte de seus direitos ligados aos empresários Fernando Garcia e Guilherme Miranda (um dos fundadores da DIS). “Venho de uma família de classe média baixa, mas melhorei um pouco”, admite o pequenino atacante, tão gentil e educado quanto talentoso.
Assim batizado em homenagem ao herói negro americano Malcolm X, ele fala orgulhoso sobre o nome que carrega, mas sabe que sua chance de fazer história é com a bola no pé esquerdo. “Me identifico um pouco com a história dele, é muito bom carregar o nome de um líder”.
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