GB rejeita recurso de Abu Hamza contra extradição para os Estados Unidos
"Os recursos dos cinco queixosos devem ser rejeitados. Segue-se que a extradição para os Estados Unidos pode ser executada imediatamente", indicou o tribunal em
A Suprema Corte de Londres rejeitou nesta sexta-feira o recurso apresentado pelo islamita Abu Hamza e o de outros quatro contra a extradição para os Estados Unidos, onde devem responder por "atividades relacionadas ao terrorismo", uma decisão comemorada por Londres Washington.
"Os recursos dos cinco queixosos devem ser rejeitados. Segue-se que a extradição para os Estados Unidos pode ser executada imediatamente", indicou o tribunal em sua decisão.
"Estamos satisfeitos de que o processo de extradição nestes casos tenha chegado ao fim", declarou em Washington Dean Boyd, porta-voz do Departamento de Justiça dos Estados Unidos.
O Ministério britânico do Interior "saudou a decisão da Suprema Corte". "Estamos trabalhando agora para extraditar estas pessoas o mais rápido possível", indicou um porta-voz.
Segundo a BBC, dois aviões civis, um dos quais registrado no Departamento americano de Justiça, foram posicionados em uma base aérea no leste da Inglaterra.
O ex-imã da mesquita londrina de Finsbury Park e seus quatro co-réus - Khaled Al-Fawwaz, Babar Ahmad, Adel Abdul Bary e Syed Ahsan Tahla - apelaram no último minuto ao Supremo Tribunal na semana passada, após a permissão do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos para suas extradições.
O advogado de Abu Hamza defendeu o adiamento da extradição para que seu cliente fosse submetido a um exame de ressonância magnética para determinar se sofre ou não de uma doença "degenerativa".
Abu Hamza, de 54 anos, nascido no Egito e naturalizado britânico, luta há oito anos contra o processo de extradição.
Ele é alvo de 11 acusações. O ex-imã é acusado por Washington de ter participado do sequestro de 16 turistas ocidentais no Iêmen, em 1998, onde quatro pessoas morreram durante uma operação militar para libertá-los.
Ele também é suspeito de ter participado da abertura de um campo de treinamento nos Estados Unidos em 2000-2001 e de ter ajudado os candidatos à "jihad" que pretendiam viajar ao Oriente Médio para praticar ataques.
Babar Ahmad, 38 anos, é um cientista da computação britânico preso há oito anos no Reino Unido sem julgamento. É suspeito pelos Estados Unidos de ter criado um site dedicado a arrecadar fundos para o terrorismo, de acordo com o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos (CEDH).
Uma petição, lançada por sua família e assinada por 150 mil pessoas, foi enviada no ano passado para o governo britânico para solicitar que ele seja julgado na Grã-Bretanha.
Nesta sexta-feira, depois da audiência, seu pai considerou a decisão do tribunal como um "capítulo vergonhoso na história da Inglaterra" e "uma decisão predeterminada por Washington".
Syed Ahsan Tahla, 32 anos, britânico, é acusado de conspiração para matar, sequestrar, mutilar ou ferir pessoas ou provocar danos materiais em um país estrangeiro, de acordo com o CEDH.
Os advogados de Babar Ahmad e Syed Ahsan Tahla pediram para que fossem julgados em Londres.
Adel Abdul Bary, 52 anos, egípcio, e Khaled Al-Fawwaz, 50 anos, da Arábia Saudita, foram indiciados por suposto envolvimento nos ataques contra as embaixadas dos Estados Unidos em Dar-es-Salaam e Nairobi em 1998, que teve mais de 220 mortos.
O advogado do saudita argumentou à Suprema Corte que o nome de seu cliente nunca apareceu nas 800 páginas de audiências de suspeitos dos atentados de 1998.
"Os recursos dos cinco queixosos devem ser rejeitados. Segue-se que a extradição para os Estados Unidos pode ser executada imediatamente", indicou o tribunal em sua decisão.
"Estamos satisfeitos de que o processo de extradição nestes casos tenha chegado ao fim", declarou em Washington Dean Boyd, porta-voz do Departamento de Justiça dos Estados Unidos.
O Ministério britânico do Interior "saudou a decisão da Suprema Corte". "Estamos trabalhando agora para extraditar estas pessoas o mais rápido possível", indicou um porta-voz.
Segundo a BBC, dois aviões civis, um dos quais registrado no Departamento americano de Justiça, foram posicionados em uma base aérea no leste da Inglaterra.
O ex-imã da mesquita londrina de Finsbury Park e seus quatro co-réus - Khaled Al-Fawwaz, Babar Ahmad, Adel Abdul Bary e Syed Ahsan Tahla - apelaram no último minuto ao Supremo Tribunal na semana passada, após a permissão do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos para suas extradições.
O advogado de Abu Hamza defendeu o adiamento da extradição para que seu cliente fosse submetido a um exame de ressonância magnética para determinar se sofre ou não de uma doença "degenerativa".
Abu Hamza, de 54 anos, nascido no Egito e naturalizado britânico, luta há oito anos contra o processo de extradição.
Ele é alvo de 11 acusações. O ex-imã é acusado por Washington de ter participado do sequestro de 16 turistas ocidentais no Iêmen, em 1998, onde quatro pessoas morreram durante uma operação militar para libertá-los.
Ele também é suspeito de ter participado da abertura de um campo de treinamento nos Estados Unidos em 2000-2001 e de ter ajudado os candidatos à "jihad" que pretendiam viajar ao Oriente Médio para praticar ataques.
Babar Ahmad, 38 anos, é um cientista da computação britânico preso há oito anos no Reino Unido sem julgamento. É suspeito pelos Estados Unidos de ter criado um site dedicado a arrecadar fundos para o terrorismo, de acordo com o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos (CEDH).
Uma petição, lançada por sua família e assinada por 150 mil pessoas, foi enviada no ano passado para o governo britânico para solicitar que ele seja julgado na Grã-Bretanha.
Nesta sexta-feira, depois da audiência, seu pai considerou a decisão do tribunal como um "capítulo vergonhoso na história da Inglaterra" e "uma decisão predeterminada por Washington".
Syed Ahsan Tahla, 32 anos, britânico, é acusado de conspiração para matar, sequestrar, mutilar ou ferir pessoas ou provocar danos materiais em um país estrangeiro, de acordo com o CEDH.
Os advogados de Babar Ahmad e Syed Ahsan Tahla pediram para que fossem julgados em Londres.
Adel Abdul Bary, 52 anos, egípcio, e Khaled Al-Fawwaz, 50 anos, da Arábia Saudita, foram indiciados por suposto envolvimento nos ataques contra as embaixadas dos Estados Unidos em Dar-es-Salaam e Nairobi em 1998, que teve mais de 220 mortos.
O advogado do saudita argumentou à Suprema Corte que o nome de seu cliente nunca apareceu nas 800 páginas de audiências de suspeitos dos atentados de 1998.
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