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Barack Obama e Mitt Romney na reta final da campanha

Na reta final de campanha, Romney celebra alguns comícios nos aeroportos das localidades para poder viajar imediatamente a outro destino.

O presidente americano Barack Obama e o rival republicano Mitt Romney queimam os últimos cartuchos no fim de semana anterior à eleição de terça-feira, na qual os americanos decidirão o ocupante da Casa Branca pelos próximos quatro anos.

Os candidatos travarão uma batalha nos estados chave que serão determinantes na eleição de 6 de novembro: Obama buscando solidificar sua linha de defesa com uma economia que melhora lentamente, Romney com uma mensagem de integração de última hora e criticando o balanço político do democrata.

"Não representarei um partido, representarei uma nação", afirmou o republicano ao desembarcar no aeroporto de Portsmouth, em Newington, New Hampshire (nordeste), um estado democrata, mas vizinho do estado onde foi governador, Massachusetts.

Na reta final de campanha, Romney celebra alguns comícios nos aeroportos das localidades para poder viajar imediatamente a outro destino.

"Vocês sabem que se o presidente for reeleito, não será capaz de trabalhar com o Congresso. Vão sofrer mais quatro anos de bloqueio. E saben que o problema do teto da dívida vai voltar, com as ameaças de paralisação do Estado federal", completou.

Obama tinha previsão de fazer campanha em Ohio (norte), possivelmente o estado mais decisivo, para depois seguir para os também importantes Wisconsin (norte) e Iowa (centro-norte), antes de chegar a Virginia (leste), onde espera assegurar a vitória.

Romney, renovado depois do maior ato de campanha, que reuniu 18.000 pessoas em uma noite de sexta-feira fria em West Chester, Ohio, percorrerá New Hampshire (nordeste), Iowa e Colorado (centro-oeste).

Em uma disputa acirrada, no último fim de semana antes da votação, os dois candidatos passarão pela cidade de Dubuque, leste de Iowa, com poucas horas de diferença.

No comício de sexta-feira, Romney reuniu antigos rivais nas primárias republicanas, Rick Santorum e Rick Perry, assim como o veterano John McCain, derrotado por Obama na eleição de 2008. No total, 45 congressistas e familiares do candidato e de seu candidato a vice, Paul Ryan, compareceram ao evento no reduto republicano de Cincinnati.

"Já estamos quase em casa. Um último empurrão e chegamos", disse Romney.

"Estamos tão, mas tão perto. A porta para um futuro melhor está ali, aberta, nos esperando", completou.

Obama escapou na sexta-feira de uma bomba de última hora com o anúncio de que o desemprego em outubro subiu 0,1%, a 7,9% (abaixo da barreira de 8%), e com a criação de 171.000 postos de trabalho, acima do esperado, o que animou a esperança de reeleição democrata.

Os resultados não foram espetaculares, mas os indicadores foram bem recebidos pelo mercado e serviram para Obama alegar que a economia está melhorando aos poucos.

Mas consciente de que milhões de americanos ainda sofrem com o persistente impacto da pior recessão desde 1930, Obama evitou um tom triunfalista.

"Temos feito progressos reais", disse em Hilliard, Ohio.

Romney disse que a taxa de desemprego é uma "triste recordação" de que a economia americana está em uma "virtual paralisação".

Obama acusou Romney de tergiversar os fatos, ao mencionar um anúncio publicitário da campanha republicana que denuncia que a montadora Chrysler exportará trabalho para a China produzindo no país seus veículos Jeep.

"Sei que estamos perto de uma eleição, mas isto não é um jogo. São os empregos das pessoas. São as vidas das pessoas", disse Obama, recordando que os executivos da empresa desmentiram a afirmação.

O presidente sempre recorda a decisão de 2009 de salvar a indústria automotiva da falência. Um em cada oito postos de trabalho em Ohio está vinculados ao setor. A oposição de Romney ao resgate pode ser fatal para o republicano.

Depois de semanas de uma disputa cabeça a cabeça nas pesquisas, novos sinais mostram uma pequena vantagem de Obama.

As novas sondagens mostram os candidatos próximos a nível nacional, mas com Obama à frente nos estados indecisos.

Uma pesquisa NBC/Wall Street Journal/Marist mostra Obama com 51%, contra 45% de Romney em Ohio, enquanto a CNN mostra um resultado de 50% e 47% respectivamente.

As contradições entre as pesquisas nacionais e estaduais aumentam a confusão.

Na Flórida, por exemplo, onde o voto latino será decisivo, a pesquisa NBC/Wall Street Journal/Marist dá vantagem a Obama, enquanto a pesquisa do Miami Herald mostra Romney com 51% e Obama com 45%.

A eleição presidencial nos Estados Unidos é indireta. Cada estado representa um número de votos no colégio eleitoral e os candidatos precisam de pelo 270 votos dentro do colégio para chegar à Casa Branca.

Obama tem vantagem sobre Romney em vários estados chave, mas a diferença fica dentro da margem de erro, o que permite prever uma noite de terça-feira nervosa para democratas e republicanos.
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