Idosa se diz vítima de agressor de americana em Copacabana
Aposentada conta que mendigo que deu paulada na Barra é o mesmo que a atacou em Copacabana.
Quando viu a foto do morador de rua Alexandre Luiz de Oliveira Francesco, de 38 anos, que agrediu com uma paulada a americana Renee Murdoch, de 44 anos, na Barra, a aposentada Maria Dulcinea Almeida Nascimento, de 81 anos, quase enfartou. Ela o reconheceu como o homem que, sem explicação, a acertou na cabeça com uma garrafa no início de setembro, na Praça Cardeal Arcoverde, Copacabana.
— Como poderia me esquecer daqueles olhos esbugalhados, daquele cheiro? Ele é cinza de tanta sujeira. Fui tomar meu solzinho na praça e, quando me levantei para comprar um coco, ele se aproximou e me golpeou com uma garrafa de cachaça. Nunca poderia esperar tal atitude. Foi sem mais nem menos — contou a aposentada.
Renee foi atacada no dia 26 de outubro. Ela teve traumatismo craniano e ficou internada na CTI do Hospital Copa D’Or até segunda-feira, quando foi transferida para a Unidade Semi-Intensiva da unidade.
— Tenho dificuldades de caminhar e passei a ter paranoia de andar na rua. Apesar dos meus 81 anos, não sofri como essa senhora (Renee Murdoch). Tive mais sorte, mas estou com muito medo de andar nas ruas — lamentou a aposentada.
A percepção dos moradores de que o perfil dos mendigos em bairros como Ipanema, Leblon e Copacabana está mudando, com a população de rua se tornando mais agressiva, coincide com um aumento na incidência de assaltos a pedestres nas duas Áreas Integradas de Segurança Pública onde estão localizados esses bairros. Segundo o Instituto de Segurança Pública, em setembro deste ano, foram registrados 46 assaltos a transeuntes na área coberta pelo 19º BPM (Copacabana) contra 37 no mesmo mês no ano passado. Na área do 23º BPM (Leblon), foram 50 em setembro deste ano contra 43 no mesmo mês de 2011. Um aumento de 16% na área do batalhão do Leblon, e de 24% no de Copacabana.
Comandante do 19º BPM há 14 meses, o tenente-coronel Cláudio Costa não acredita que os moradores de rua estejam mais agressivos desde a instalação das UPPs. Tampouco que a pacificação das favelas de Copacabana tenha elevado o número de pessoas perambulando no bairro. O oficial diz que nunca apreendeu uma pedra de crack nas ruas de Copacabana:
— Em outubro, tivemos menos 18 roubos registrados, em comparação com o mesmo mês do ano passado. Passamos de 65 casos em 2011 para 47.
Para ele, o aumento da população de rua é sazonal: tem a ver com as festas de fim de ano.
— Mas há duas semanas fizemos uma reunião com a Secretaria de Ordem Pública e com a Secretaria de Assistência Social. Sabemos que este é um período crítico. Por causa das festas de fim de ano, aumenta o número de moradores de rua na região — disse o oficial.
— Como poderia me esquecer daqueles olhos esbugalhados, daquele cheiro? Ele é cinza de tanta sujeira. Fui tomar meu solzinho na praça e, quando me levantei para comprar um coco, ele se aproximou e me golpeou com uma garrafa de cachaça. Nunca poderia esperar tal atitude. Foi sem mais nem menos — contou a aposentada.
Renee foi atacada no dia 26 de outubro. Ela teve traumatismo craniano e ficou internada na CTI do Hospital Copa D’Or até segunda-feira, quando foi transferida para a Unidade Semi-Intensiva da unidade.
Imagem: ReproduçãoClique para ampliar
Agressão gratuita. Maria Dulcineia mostra um exame: ela foi atacada com uma garrafada na cabeça em Copacabana
Embora Alexandre tenha agredido a americana na Barra, Dulcineia acredita que ele tenha sido acolhido em Copacabana e levado para algum abrigo na Zona Oeste.
Agressão gratuita. Maria Dulcineia mostra um exame: ela foi atacada com uma garrafada na cabeça em Copacabana— Tenho dificuldades de caminhar e passei a ter paranoia de andar na rua. Apesar dos meus 81 anos, não sofri como essa senhora (Renee Murdoch). Tive mais sorte, mas estou com muito medo de andar nas ruas — lamentou a aposentada.
A percepção dos moradores de que o perfil dos mendigos em bairros como Ipanema, Leblon e Copacabana está mudando, com a população de rua se tornando mais agressiva, coincide com um aumento na incidência de assaltos a pedestres nas duas Áreas Integradas de Segurança Pública onde estão localizados esses bairros. Segundo o Instituto de Segurança Pública, em setembro deste ano, foram registrados 46 assaltos a transeuntes na área coberta pelo 19º BPM (Copacabana) contra 37 no mesmo mês no ano passado. Na área do 23º BPM (Leblon), foram 50 em setembro deste ano contra 43 no mesmo mês de 2011. Um aumento de 16% na área do batalhão do Leblon, e de 24% no de Copacabana.
Comandante do 19º BPM há 14 meses, o tenente-coronel Cláudio Costa não acredita que os moradores de rua estejam mais agressivos desde a instalação das UPPs. Tampouco que a pacificação das favelas de Copacabana tenha elevado o número de pessoas perambulando no bairro. O oficial diz que nunca apreendeu uma pedra de crack nas ruas de Copacabana:
— Em outubro, tivemos menos 18 roubos registrados, em comparação com o mesmo mês do ano passado. Passamos de 65 casos em 2011 para 47.
Para ele, o aumento da população de rua é sazonal: tem a ver com as festas de fim de ano.
— Mas há duas semanas fizemos uma reunião com a Secretaria de Ordem Pública e com a Secretaria de Assistência Social. Sabemos que este é um período crítico. Por causa das festas de fim de ano, aumenta o número de moradores de rua na região — disse o oficial.
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