Massacre nos Estados Unidos leva indústria de armas a rever investimentos
Empresa anunciou que vai vender fabricante de fuzil usado por atirados. Atirador invadiu escola e matou 26 pessoas - 20 delas crianças.
Fabricantes de armas dos EUA enfrentam pressões de alguns grandes investidores depois do massacre da semana passada em uma escola primária de Connecticut, quando um atirador invadiu a escola Sandy Hook, em Newtown, e matou 26 pessoas - entre elas 20 crianças.
A firma de private equity Cerberus Capital Management anunciou que vai vender a maior fabricante norte-americana de armas de fogo, e importantes fundos de pensões públicos estão revendo seus investimentos nesse setor.
A Cerberus anunciou na terça-feira (18) a intenção de se desfazer do Freedom Group, fabricante do rifle Bushmaster, uma variação do fuzil AR-15, a mesma arma usada por um atirador de 20 anos.
A decisão da Cerberus foi motivada por preocupações apresentadas por alguns dos seus investidores, inclusive o Sistema de Aposentadoria dos Professores do Estado da Califórnia, que disse na segunda-feira que iria rever seus investimentos junto à firma.
"Está aparente que a tragédia de Sandy Hook foi um divisor de águas que elevou o debate nacional sobre o controle de armas a um nível sem precedentes", disse a Cerberus, que gere uma carteira de mais de US$ 20 bilhões.
Fundo de Aposentadoria Comum do Estado de Nova York, que tem US$ 150,1 bilhões sob sua gestão, também decidiu rever seus investimentos em fábricas de armas, disse na terça-feira um porta-voz da Controladoria do Estado de Nova York.
Fundos de pensão da prefeitura de Nova York também estão revendo seus investimentos e podem vender quase US$ 18 milhões em ações de quatro empresas que produzem armas e munições, disse um porta-voz na terça-feira.
Uma pequena parcela desse total (US$ 17.866) está investida em ações da fabricante brasileira de revólveres Forjas Taurus, cujas ações tiveram queda de 3,8%¨na terça-feira. Outras empresas afetadas também registraram desvalorização em suas ações.
Não são só os fundos de pensão que estão questionando seus investimentos na indústria bélica. King Lip, diretor de investimentos da consultoria de gestão de fortunas Baker Avenue Asset Management, de San Francisco, disse ter recebido ligações de clientes querendo confirmar que o escritório não possui nem compra ações de empresas do setor de armas e munições.
"Esse (massacre) aconteceu especialmente perto de casa para muita gente. Muitos dos nossos clientes têm filhos ou netos", disse Lip, cuja firma tem uma carteira de cerca de 800 milhões de dólares -- e não possui ações ligadas ao setor de armas.
A firma de private equity Cerberus Capital Management anunciou que vai vender a maior fabricante norte-americana de armas de fogo, e importantes fundos de pensões públicos estão revendo seus investimentos nesse setor.
A Cerberus anunciou na terça-feira (18) a intenção de se desfazer do Freedom Group, fabricante do rifle Bushmaster, uma variação do fuzil AR-15, a mesma arma usada por um atirador de 20 anos.
A decisão da Cerberus foi motivada por preocupações apresentadas por alguns dos seus investidores, inclusive o Sistema de Aposentadoria dos Professores do Estado da Califórnia, que disse na segunda-feira que iria rever seus investimentos junto à firma.
"Está aparente que a tragédia de Sandy Hook foi um divisor de águas que elevou o debate nacional sobre o controle de armas a um nível sem precedentes", disse a Cerberus, que gere uma carteira de mais de US$ 20 bilhões.
Fundo de Aposentadoria Comum do Estado de Nova York, que tem US$ 150,1 bilhões sob sua gestão, também decidiu rever seus investimentos em fábricas de armas, disse na terça-feira um porta-voz da Controladoria do Estado de Nova York.
Fundos de pensão da prefeitura de Nova York também estão revendo seus investimentos e podem vender quase US$ 18 milhões em ações de quatro empresas que produzem armas e munições, disse um porta-voz na terça-feira.
Uma pequena parcela desse total (US$ 17.866) está investida em ações da fabricante brasileira de revólveres Forjas Taurus, cujas ações tiveram queda de 3,8%¨na terça-feira. Outras empresas afetadas também registraram desvalorização em suas ações.
Não são só os fundos de pensão que estão questionando seus investimentos na indústria bélica. King Lip, diretor de investimentos da consultoria de gestão de fortunas Baker Avenue Asset Management, de San Francisco, disse ter recebido ligações de clientes querendo confirmar que o escritório não possui nem compra ações de empresas do setor de armas e munições.
"Esse (massacre) aconteceu especialmente perto de casa para muita gente. Muitos dos nossos clientes têm filhos ou netos", disse Lip, cuja firma tem uma carteira de cerca de 800 milhões de dólares -- e não possui ações ligadas ao setor de armas.
Imagem: Reprodução
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