Estados Unidos pedem cooperação entre governo e militares no Egito
Nomeação de Abdel Fattah al-Sissi é bem vinda, diz Casa Branca.
Os Estados Unidos pediram nesta segunda-feira (13) que os militares e o governo trabalhem juntos no Egito, após a aposentadoria do poderoso ministro da Defesa e chefe do Exército, o marechal Hussein Tantawi, pelo presidente Mohamed Morsi.
"É importante que os militares e os civis trabalhem em conjunto para resolver os desafios econômicos e de segurança que o Egito enfrenta", disse o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, acrescentando: "Esperamos que o anúncio do presidente Morsi vá beneficiar o povo egípcio".
Esta declaração foi feita após o afastamento do marechal Tantawi e da anulação das prerrogativas políticas assumidas pelos militares, o que fortaleceu o presidente egípcio.
A imprensa egípcia descreveu como "revolucionárias" essas decisões, enquanto alguns meios de comunicação estão preocupados em ver Morsi, da Irmandade Muçulmana, concentrar o poder em suas mãos.
Tantawi foi substituído por Abdel Fattah al-Sissi, já conhecido pelos Estados Unidos por causa de suas funções anteriores. Sua nomeação é bem-vinda, declarou Jay Carney.
"Nós esperamos que o presidente Morsi entre em coordenação com os militares para nomear uma nova equipe para o Ministério da Defesa e vamos continuar a trabalhar com os líderes civis e militares do Egito para avançar sobre os diversos pontos de interesse" , retomou o porta-voz da Casa Branca.
Esta reviravolta dramática acontece enquanto, no plano da segurança, o Egito enfrenta uma grave crise no Sinai, onde 16 de seus guardas fronteiriços foram mortos em 5 de agosto, perto da fronteira com Israel e a Faixa Gaza. O Exército egípcio vem realizando uma grande ofensiva contra os "elementos terroristas" na península.
Morsi, de fato, acabou com a tutela imposta pelo Conselho Supremo das Forças Armadas (CSFA). Este órgão tinha atribuído para si o Poder Legislativo em junho, logo após a dissolução da Assembleia dominada pelos islamitas, o que limitava consideravelmente a margem de manobra do presidente eleito.
Imagem: AFP
Egípcios celebram na noite deste domingo (12) a saída do marechal Tantawi
Egípcios celebram na noite deste domingo (12) a saída do marechal Tantawi"É importante que os militares e os civis trabalhem em conjunto para resolver os desafios econômicos e de segurança que o Egito enfrenta", disse o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, acrescentando: "Esperamos que o anúncio do presidente Morsi vá beneficiar o povo egípcio".
Imagem: Reuters
Em imagem de vídeo, do dia 30 de janeiro, o chefe militar Mohammed Hussein Tantawi cumprimenta soldado nas ruas do Cairo
Em imagem de vídeo, do dia 30 de janeiro, o chefe militar Mohammed Hussein Tantawi cumprimenta soldado nas ruas do CairoEsta declaração foi feita após o afastamento do marechal Tantawi e da anulação das prerrogativas políticas assumidas pelos militares, o que fortaleceu o presidente egípcio.
A imprensa egípcia descreveu como "revolucionárias" essas decisões, enquanto alguns meios de comunicação estão preocupados em ver Morsi, da Irmandade Muçulmana, concentrar o poder em suas mãos.
Tantawi foi substituído por Abdel Fattah al-Sissi, já conhecido pelos Estados Unidos por causa de suas funções anteriores. Sua nomeação é bem-vinda, declarou Jay Carney.
"Nós esperamos que o presidente Morsi entre em coordenação com os militares para nomear uma nova equipe para o Ministério da Defesa e vamos continuar a trabalhar com os líderes civis e militares do Egito para avançar sobre os diversos pontos de interesse" , retomou o porta-voz da Casa Branca.
Esta reviravolta dramática acontece enquanto, no plano da segurança, o Egito enfrenta uma grave crise no Sinai, onde 16 de seus guardas fronteiriços foram mortos em 5 de agosto, perto da fronteira com Israel e a Faixa Gaza. O Exército egípcio vem realizando uma grande ofensiva contra os "elementos terroristas" na península.
Morsi, de fato, acabou com a tutela imposta pelo Conselho Supremo das Forças Armadas (CSFA). Este órgão tinha atribuído para si o Poder Legislativo em junho, logo após a dissolução da Assembleia dominada pelos islamitas, o que limitava consideravelmente a margem de manobra do presidente eleito.
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