Ocidente se choca com morte de embaixador dos Estados Unidos; muçulmanos condenam filme
Na Líbia e no Egito, onde a embaixada norte-americana também foi atacada na terça-feira, as autoridades prometeram levar os agressores à Justiça.
Países do Ocidente condenaram na quarta-feira a morte do embaixador norte-americano na Líbia e de outros três funcionários da embaixada por homens armados. Ao mesmo tempo, muitos países muçulmanos concentraram suas críticas contra o filme anti-islâmico que deflagrou a violência.
Na Líbia e no Egito, onde a embaixada norte-americana também foi atacada na terça-feira, as autoridades prometeram levar os agressores à Justiça.
O embaixador Christopher Stevens e os outros três funcionários morreram em um ataque contra o consulado dos EUA em Benghazi por homens armados islâmicos. Os agressores culparam o governo norte-americano por um filme de baixo orçamento anti-Islã produzido nos EUA. Alguns trechos da produção podiam ser vistos pela Internet.
Líderes ocidentais foram unânimes na condenação às mortes. O presidente da França, François Hollande, classificou o ato de "crime odioso".
O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Guido Westerwelle, afirmou: "Nada justifica a violência". O premiê da Itália, Mario Monti, elogiou o governo líbio por se manifestar contra a violência.
O Ministério das Relações Exteriores da Rússia afirmou: "Decididamente, nós condenamos todos os ataques contra representações diplomáticas estrangeiras e contra seus funcionários como manifestações de terrorismo que não têm justificativa."
Na Organização das Nações Unidas (ONU), o subsecretário geral para Assuntos Políticos, Jeffrey Feltman, disse ao Conselho de Segurança: "As Nações Unidas repudiam a difamação de religião em todas as formas, mas não há justificativa para a violência como a ocorrida em Benghazi."
O vice-premiê líbio, Mustafa Abu Shagour, uniu-se às críticas ao ataque. "Eu condeno o ato covarde de atacar o consulado norte-americano e as mortes do sr. Stevens e de outros diplomatas", disse ele em uma mensagem no Twitter.
Os militares norte-americanos ajudaram o governo da Líbia a assumir o poder como parte de uma campanha de bombardeio da Otan que ajudou a derrubar Muammar Gaddafi no ano passado.
No Egito - onde manifestantes escalaram os muros da embaixada norte-americana e rasgaram a bandeira--, o governo do novo presidente Mohammed Mursi também condenou a violência, mas pediu que o governo dos EUA ajam contra os diretores do filme.
Vários líderes muçulmanos, incluindo o presidente afegão Hamid Karzai, criticaram o filme em declarações que não fazem menção aos ataques a diplomatas norte-americanos.
"Profanação não faz parte de liberdade de expressão, é um ato criminoso que afeta de maneira negativa os sentimentos íntegros de 1,5 bilhão de muçulmanos em todo o mundo", disse o gabinete de Karzai em comunicado.
Para muitos muçulmanos, qualquer representação do profeta é uma blasfêmia. Caricaturas ou outras caracterizações feitas no passado e consideradas insultuosas enfureceram muçulmanos, provocando protestos e a condenações por parte de funcionários, pregadores, muçulmanos comuns e muitos cristãos na região.
Na Líbia e no Egito, onde a embaixada norte-americana também foi atacada na terça-feira, as autoridades prometeram levar os agressores à Justiça.
O embaixador Christopher Stevens e os outros três funcionários morreram em um ataque contra o consulado dos EUA em Benghazi por homens armados islâmicos. Os agressores culparam o governo norte-americano por um filme de baixo orçamento anti-Islã produzido nos EUA. Alguns trechos da produção podiam ser vistos pela Internet.
Líderes ocidentais foram unânimes na condenação às mortes. O presidente da França, François Hollande, classificou o ato de "crime odioso".
O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Guido Westerwelle, afirmou: "Nada justifica a violência". O premiê da Itália, Mario Monti, elogiou o governo líbio por se manifestar contra a violência.
O Ministério das Relações Exteriores da Rússia afirmou: "Decididamente, nós condenamos todos os ataques contra representações diplomáticas estrangeiras e contra seus funcionários como manifestações de terrorismo que não têm justificativa."
Na Organização das Nações Unidas (ONU), o subsecretário geral para Assuntos Políticos, Jeffrey Feltman, disse ao Conselho de Segurança: "As Nações Unidas repudiam a difamação de religião em todas as formas, mas não há justificativa para a violência como a ocorrida em Benghazi."
O vice-premiê líbio, Mustafa Abu Shagour, uniu-se às críticas ao ataque. "Eu condeno o ato covarde de atacar o consulado norte-americano e as mortes do sr. Stevens e de outros diplomatas", disse ele em uma mensagem no Twitter.
Os militares norte-americanos ajudaram o governo da Líbia a assumir o poder como parte de uma campanha de bombardeio da Otan que ajudou a derrubar Muammar Gaddafi no ano passado.
No Egito - onde manifestantes escalaram os muros da embaixada norte-americana e rasgaram a bandeira--, o governo do novo presidente Mohammed Mursi também condenou a violência, mas pediu que o governo dos EUA ajam contra os diretores do filme.
Vários líderes muçulmanos, incluindo o presidente afegão Hamid Karzai, criticaram o filme em declarações que não fazem menção aos ataques a diplomatas norte-americanos.
"Profanação não faz parte de liberdade de expressão, é um ato criminoso que afeta de maneira negativa os sentimentos íntegros de 1,5 bilhão de muçulmanos em todo o mundo", disse o gabinete de Karzai em comunicado.
Para muitos muçulmanos, qualquer representação do profeta é uma blasfêmia. Caricaturas ou outras caracterizações feitas no passado e consideradas insultuosas enfureceram muçulmanos, provocando protestos e a condenações por parte de funcionários, pregadores, muçulmanos comuns e muitos cristãos na região.
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