Dados do IBGE mostram que o Piauí atua pouco na execução de políticas públicas para as mulheres
Os estados que mais atuaram em relação aos direitos da mulher nas áreas de educação, trabalho, saúde, segurança pública, violência, cultura, política e justiça
Em 2012, de nove estados do Nordeste, cinco não atuavam na execução de políticas públicas para combater a violência contra as mulheres: Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Sergipe. Outro estado que não combate a violência contra a mulher por meio de instrumentos estaduais é Rondônia.
Esses estados, porém, assim como os demais, com exceção de São Paulo, têm secretarias ou setores responsáveis para a política de gênero.
Já os estados que mais atuaram em relação aos direitos da mulher nas áreas de educação, trabalho, saúde, segurança pública, violência, cultura, política e justiça foram Roraima, Maranhão e Mato Grosso. Os que atuaram em menos áreas de atendimento às mulheres foram Piauí, Paraíba e Minas Gerais.
Estas são algumas das revelações da Pesquisa de Informações Básicas Estaduais (Estadic), trabalho inédito do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgado ontem.
A pesquisa, coordenada pela pesquisadora do IBGE, Vânia Maria Pacheco, foi feita em 27 unidades da federação e traçou um perfil da gestão estadual.
Política de gênero foi um dos temas escolhidos pelos pesquisadores. Segundo a pesquisadora do IBGE, Cristiane Soares, a criação no âmbito federal da Secretaria de Políticas para as Mulheres, em 2003, permitiu lançar diretrizes para uma atuação coordenada das estruturas públicas nas três esferas de governo - federal, estadual e municipal - para a execução de políticas em defesa das mulheres.
Delegacias da Mulher - A pesquisa revela ainda que todos os estados têm Delegacias da Mulher. São Paulo, apesar de não ter secretaria ou setor responsável para tratar da política de gênero, tem o maior número de Delegacias da Mulher: 121. Em segundo lugar vem Minas Gerais, com 53, e, em terceiro, Santa Catarina, com 23. O Estado do Rio de Janeiro tem 12 unidades.
Rondônia, Roraima e Distrito Federal têm apenas uma delegacia para atender às mulheres vítimas de violência.
Presídios exclusivamente femininos e núcleos especializados para mulheres em Defensorias Públicas existem em 24 estados, segundo a pesquisa do IBGE.
As informações sobre o número de mulheres em situação de violência, bem como o tipo de violência sofrida são coletadas em apenas 18 estados. O menor percentual de estados que coletam essas informações fica na Região Sudeste, enquanto no Centro-Oeste, todos os estados fazem o levantamento. Os dados são levantados pelas Secretarias da Mulher e Secretarias de Segurança Pública, segundo a pesquisa.
A Estadic, produzida ao longo de 2012, traz informações sobre as gestões estaduais a partir da coleta de dados sobre temas como recursos humanos, conselhos e fundos estaduais, política de gênero, direitos humanos, segurança alimentar e nutricional e inclusão produtiva. A pesquisa foi feita com base nos registros e informações fornecidos pelos gestores estaduais de todos os estados e do Distrito Federal. Segundo os pesquisadores, o plano é que a Estadic seja anual.
"A pesquisa auxilia tanto a sociedade civil que passa a conhecer um pouco mais do que é considerado como política pública dentro dos estados, como também os gestores estaduais que pode enxergar melhor o que o estado proporcionou para a população e com isso elaborar outras políticas públicas que sirvam de amparo e de sustentação para o que já vem sendo feito", disse Vânia.
Esses estados, porém, assim como os demais, com exceção de São Paulo, têm secretarias ou setores responsáveis para a política de gênero.
Já os estados que mais atuaram em relação aos direitos da mulher nas áreas de educação, trabalho, saúde, segurança pública, violência, cultura, política e justiça foram Roraima, Maranhão e Mato Grosso. Os que atuaram em menos áreas de atendimento às mulheres foram Piauí, Paraíba e Minas Gerais.
Estas são algumas das revelações da Pesquisa de Informações Básicas Estaduais (Estadic), trabalho inédito do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgado ontem.
A pesquisa, coordenada pela pesquisadora do IBGE, Vânia Maria Pacheco, foi feita em 27 unidades da federação e traçou um perfil da gestão estadual.
Imagem: Reprodução
Vânia Pacheco
Vânia PachecoPolítica de gênero foi um dos temas escolhidos pelos pesquisadores. Segundo a pesquisadora do IBGE, Cristiane Soares, a criação no âmbito federal da Secretaria de Políticas para as Mulheres, em 2003, permitiu lançar diretrizes para uma atuação coordenada das estruturas públicas nas três esferas de governo - federal, estadual e municipal - para a execução de políticas em defesa das mulheres.
Delegacias da Mulher - A pesquisa revela ainda que todos os estados têm Delegacias da Mulher. São Paulo, apesar de não ter secretaria ou setor responsável para tratar da política de gênero, tem o maior número de Delegacias da Mulher: 121. Em segundo lugar vem Minas Gerais, com 53, e, em terceiro, Santa Catarina, com 23. O Estado do Rio de Janeiro tem 12 unidades.
Rondônia, Roraima e Distrito Federal têm apenas uma delegacia para atender às mulheres vítimas de violência.
Presídios exclusivamente femininos e núcleos especializados para mulheres em Defensorias Públicas existem em 24 estados, segundo a pesquisa do IBGE.
As informações sobre o número de mulheres em situação de violência, bem como o tipo de violência sofrida são coletadas em apenas 18 estados. O menor percentual de estados que coletam essas informações fica na Região Sudeste, enquanto no Centro-Oeste, todos os estados fazem o levantamento. Os dados são levantados pelas Secretarias da Mulher e Secretarias de Segurança Pública, segundo a pesquisa.
A Estadic, produzida ao longo de 2012, traz informações sobre as gestões estaduais a partir da coleta de dados sobre temas como recursos humanos, conselhos e fundos estaduais, política de gênero, direitos humanos, segurança alimentar e nutricional e inclusão produtiva. A pesquisa foi feita com base nos registros e informações fornecidos pelos gestores estaduais de todos os estados e do Distrito Federal. Segundo os pesquisadores, o plano é que a Estadic seja anual.
"A pesquisa auxilia tanto a sociedade civil que passa a conhecer um pouco mais do que é considerado como política pública dentro dos estados, como também os gestores estaduais que pode enxergar melhor o que o estado proporcionou para a população e com isso elaborar outras políticas públicas que sirvam de amparo e de sustentação para o que já vem sendo feito", disse Vânia.
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