Denúncias de violência contra gays sobem 166% em 2012, diz governo
Mais 3 mil denúncias foram registradas e número de vítimas quase triplicou. Em 2012 perfil do denunciante mudou e 47% são feitas por desconhecidos.
As denúncias de violência contra a população LGBT mais que duplicaram em 2012, em relação ao ano anterior, superando 3 mil, , segundo a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR) divulgou nesta quinta-feira (27)
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Foram registradas 3.084 denúncias relacionadas à população LGBT, uma alta de 166% em relação às 1.159 registradas em 2011.
O número vítimas de violência contra a população LGBTquase triplicou em um ano, de 1.713 para 4.851. O número de vítimas subiu 183,19%, de acordo com o relatório da secretaria de 2012, envolvendo 4.784 suspeitos.
Em 61,16% dos casos, a vítima tinha entre 15 e 29 anos.
Violações
Em relação às violações houve aumento de 46,6%, para de 9.982 violações. O relatório considera como violação a discriminação, violência psicológica e agressão física.
As violações que tiveram maior alta de denúncias foram a violência psicológica, com alta de 83,20%, e a discriminação, 74,1% de 2011 para 2012. Também houve aumento considerável de denúncias de violência física, de 32,68%.
O número de violações é maior que o de denúncias já que uma mesma vítima pode sofrer mais de uma violação. A média de 2012 é de 3,23 violações para cada vítima.
Os homicícios aumentaram em 11,5% em relação a 2011.
Mudança de perfil dos denunciantes
Segundo a secretaria, houve uma mudança no perfil dos denunciantes: em 2011, a maior parte era feita diretamente por quem sofria, as vítimas das violência; já no ano passado a maior parte das denúncias veio de terceiros, não diretamente envolvidos na violência.
Em 2011, 41,9% das denúncias eram feitas pelas vítima e 26,3% por desconhecidos. Em 2012, 47,4% foram feitas por desconhecidos e 10,5% pela própria vítima. A secretaria atribui a mudança do perfil ao reconhecimento dessa violência como uma agressão aos direitos humanos e à ajuda da população ao grupo.
O nordeste lidera o ranking de denúncias, segundo o relatório de 2012. Este é o primeiro ano em que há a estratificação dos dados por unidade da federação.
O Relatório sobre Violência Homofóbica no Brasil: ano de 2012, que está na segunda edição, usa informações do Disque 100, da secretaria; do Ligue 180, da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM); e da Ouvidoria do Sistema Único de Saúde (SUS), do Ministério da Saúde. Também foram levados em conta denúncias feitas pelos meios de comunicação.
O estudo, apresentado pela coordenação de Promoção de Direitos LGBT, enumera os tipos de violência sofrida pela população LGBT e traz os dados por estados e iniciativas em curso em cada um deles.
Sistema Nacional LGBT
Nesta quinta também foi lançado o Sistema Nacional LGBT, que institui políticas de promoção da cidadania LGBT.
O sistema é resultado de uma série de audiências e de um consulta pública, que permitiu a colaboração da população. O objetivo é articular as diferentes políticas desenvolvidas em todo o país para unificar ações e promover iniciativas.
A ideia é também criar um comitê com cerca de 30 pessoas em todo o Brasil para definir estratégias de políticas voltadas a essa população, o Conselho Nacional LGBT, segundo a secretaria.
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Foram registradas 3.084 denúncias relacionadas à população LGBT, uma alta de 166% em relação às 1.159 registradas em 2011.
O número vítimas de violência contra a população LGBTquase triplicou em um ano, de 1.713 para 4.851. O número de vítimas subiu 183,19%, de acordo com o relatório da secretaria de 2012, envolvendo 4.784 suspeitos.
Em 61,16% dos casos, a vítima tinha entre 15 e 29 anos.
Violações
Em relação às violações houve aumento de 46,6%, para de 9.982 violações. O relatório considera como violação a discriminação, violência psicológica e agressão física.
As violações que tiveram maior alta de denúncias foram a violência psicológica, com alta de 83,20%, e a discriminação, 74,1% de 2011 para 2012. Também houve aumento considerável de denúncias de violência física, de 32,68%.
O número de violações é maior que o de denúncias já que uma mesma vítima pode sofrer mais de uma violação. A média de 2012 é de 3,23 violações para cada vítima.
Os homicícios aumentaram em 11,5% em relação a 2011.
Mudança de perfil dos denunciantes
Segundo a secretaria, houve uma mudança no perfil dos denunciantes: em 2011, a maior parte era feita diretamente por quem sofria, as vítimas das violência; já no ano passado a maior parte das denúncias veio de terceiros, não diretamente envolvidos na violência.
Em 2011, 41,9% das denúncias eram feitas pelas vítima e 26,3% por desconhecidos. Em 2012, 47,4% foram feitas por desconhecidos e 10,5% pela própria vítima. A secretaria atribui a mudança do perfil ao reconhecimento dessa violência como uma agressão aos direitos humanos e à ajuda da população ao grupo.
O nordeste lidera o ranking de denúncias, segundo o relatório de 2012. Este é o primeiro ano em que há a estratificação dos dados por unidade da federação.
O Relatório sobre Violência Homofóbica no Brasil: ano de 2012, que está na segunda edição, usa informações do Disque 100, da secretaria; do Ligue 180, da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM); e da Ouvidoria do Sistema Único de Saúde (SUS), do Ministério da Saúde. Também foram levados em conta denúncias feitas pelos meios de comunicação.
O estudo, apresentado pela coordenação de Promoção de Direitos LGBT, enumera os tipos de violência sofrida pela população LGBT e traz os dados por estados e iniciativas em curso em cada um deles.
Sistema Nacional LGBT
Nesta quinta também foi lançado o Sistema Nacional LGBT, que institui políticas de promoção da cidadania LGBT.
O sistema é resultado de uma série de audiências e de um consulta pública, que permitiu a colaboração da população. O objetivo é articular as diferentes políticas desenvolvidas em todo o país para unificar ações e promover iniciativas.
A ideia é também criar um comitê com cerca de 30 pessoas em todo o Brasil para definir estratégias de políticas voltadas a essa população, o Conselho Nacional LGBT, segundo a secretaria.
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