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Presidente Barack Obama e Papa Francisco são os líderes da "Twiplomacia"

Conta do presidente americano é a mais seguida no mundo, diz estudo. Papa é o mais influente com posts "retuitados" 11 mil vezes, em média.

O mundo real ficou pequeno para Barack Obama e o Papa Francisco, que são os líderes no mundo virtual do Twitter, de acordo com um estudo publicado nesta quarta-feira (24) em Genebra. A análise chamama "Twiplomacia" (“Twiplomacy 2013”) avalia o uso de uma ferramenta que permite aos líderes mundiais divulgar sua mensagem para uma audiência crescente e aproximar os cidadãos, pelo menos em teoria, de seus governantes.

O estudo relizado pela agência Burson-Marsteller analisou 505 perfis de 153 países diferentes. O presidente americano Barack Obama (@BarackObama) é o líder mais seguido no Twitter, com 33 milhões de seguidores. Em segundo lugar está Papa Francisco (@Pontifex), que é seguido por sete milhões de pessoas.

"No Brasil, apesar de a presidente Dilma Rousseff ter uma conta oficial (@dilmabr) e contar com mais de um milhão de seguidores, o perfil não foi atualizado depois que a Presidente tomou posse, em 2011", ressalta o relatório. "Os perfis Imprensa Presidência e Brazil Gov News, em inglês, são atualizados com notícias do Governo Federal".

O estudo destaca o perfil do Itamaraty (@MREBRASIL) como um exemplo do uso eficiente do Twitter pelas instituições públicas. "O perfil é o mais conectado entre os ministérios das relações exteriores dos países América Latina, tem mais de 80 mil seguidores e publica conteúdo de interesse com frequência, além de compartilhar conteúdo em outros formatos, como fotos e posts no blog oficial".

De acordo com a análise, o Twitter é usado ativamente por 19,2 milhões de brasileiros.

Mais influentes
O domínio da política americana no mundo não para por aí. A conta da Casa Branca (@WhiteHouse) - com quatro milhões de seguidores - é a terceira mais seguida do planeta.
No entanto, apesar de as contas serem seguidas por um terço dos líderes políticos e governos do mundo, Obama não utiliza o Twitter para estabelecer conexões com seus colegas.

"A conta @BarackObama só segue os primeiros-ministros da Noruega, Jens Stoltenberg, e da Rússia, Dmitri Medvedev. @WhiteHouse só segue três líderes mundiais", afirmou o relatório.
A grande revelação deste ano foi a utilização do Twitter por parte do máximo representante da Igreja Católica, com a qual tentou dar uma reviravolta nas formas tradicionais da instituição para transmitir sua mensagem.

O perfil @Pontifex, com mais de nove contas em diferentes idiomas, foi aberto em dezembro do ano de 2012 sob o pontificado de Bento XVI; agora, a cargo do papa Francisco, passou a ser a segunda mais seguida do mundo com sete milhões de seguidores.

Além disso, a conta do Papa é uma das mais influentes do mundo e seus tweets são retuitados em média 11 mil vezes; enquanto os de Obama são apenas retuitados em média 2.300 vezes, mesmo com cinco vezes mais seguidores.

Em relação ao número de seguidores, em quarto e quinto lugar estão o presidente da Turquia, Addullah Gül, e o primeiro-ministro desse país, Recep Tayyip Erdogan, cada um com mais de 3,4 milhões de seguidores.

Por outro lado, o estudo mostra que mais de três quartos dos líderes mundiais possuem uma conta no Twitter (77,7%) e entre eles, dois terços (68%) estabelecem conexões mútuas com seus colegas.

Entre os líderes mais conectados com outras figuras políticas se destacam o ministro das Relações Exteriores da Suécia, Carl Bildt, seguido pelo Serviço Europeu de Ação Exterior e pelos ministérios das Relações Exteriores de Polônia, Reino Unido e França.

Por outro lado, o primeiro-ministro de Uganda, Amama Mbabazi, é um dos que mais estabelece o diálogo na rede social e responde a 96% dos tweets que o mencionam.

"O documento ilustra como o Twitter e os meios de comunicação social se transformaram em uma parte importante da comunicação dos governos", declarou o diretor-geral da Burson-Marsteller para Europa, Oriente Médio e África, Jeremy Galbraith.

Apesar da importância que os líderes políticos dão para a comunicação nas redes sociais, ainda continuam utilizando essa plataforma de forma majoritariamente unidirecional. Um total de 42 contas entre as 505 analisadas de 153 países diferentes não seguem nenhum outro perfil do Twitter.
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