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Mercado financeiro reduz projeção da inflação de 7,30% para 7,15%

De acordo com o boletim, a estimativa de inflação de 2023, ficou em 5,33%. As previsões de 2024 e 2025 são de 3,3% e 3%, respectivamente.

Nesta segunda-feira (1), dados do Boletim Focus, pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC), divulgou sobre a previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerada a inflação oficial do país, caiu de 7,30% para 7,15% neste ano. É a 5 redução consecutiva da projeção.

De acordo com o boletim, a estimativa de inflação de 2023, ficou em 5,33%. As previsões de 2024 e 2025 são de 3,3% e 3%, respectivamente. Para 2022, a previsão está acima da meta de inflação, que deve ser perseguida pelo BC. O Conselho Monetário Nacional, definiu a meta para 3,5% para este ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, sendo assim, o limite inferir é de 2,25% e o superior de 5,25%.

Ainda de acordo com os dados, a inflação subiu 0,67% no mês de junho, após a variação de 0,47% registrada em maio. O IPCA acumula alta de 5,49%, no ano, e 11,89%, em 12 meses.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, informou que o resultado de julho deve ser divulgado no próximo dia (9), mas o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCa-15), a prévia da inflamação oficial, registrou de 0,13% no mês de julho, menor que a de junho com 0,69%.

Taxas de juros

Conforme o Banco Central, o principal instrumento para alcançar a meta de inflação, é a taxa básica de jutos, a Selic, definida em 13,25% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). A próxima reunião do órgão acontecerá nesta terça-feira (2) e quarta (3), o Copom já sinalizou que pode elevar a Selic em mais 0,5 ponto percentual.

A expectativa do mercado financeiro é de que a Selic suba ainda neste mês, para 13,75% ao ano, em linha com a sinalização do BC, e encerre 2022 nesse patamar. A estimativa para o fim de 2023, é de que a taxa básica caia para 11% ao ano. A previsão é de Selic em 8% ao ano e 7,5% ao ano, para 2024 e 2025.

Segundo o Banco Central, quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Além da Selic, os bancos consideram fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

PIB e câmbio

O Banco Central informou que as instituições consultadas elevaram para o crescimento da economia brasileira este ano de 1,93% para 1,97%. A expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2023, a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, é de crescimento de 0,4%. O mercado financeiro projeta expansão do PIB em 1,7% e 2%, em 2024 e 2025 respectivamente. Para este ano, a expectativa para a cotação do dólar manteve-se em R$ 5,20 reais.

Com informações Agência Brasil 

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