Previsão de inflação do mercado financeiro cai para 5,71%
Segundo informações do Boletim Focus, para a projeção da inflação ficou em 4,13%. Já 2025 e 2026, as previsões são de 4% para os dois anos.
Considerada a inflação oficial do país, a previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), caiu de 5,80% para 5,71% este ano. Segundo informações do Boletim Focus desta segunda-feira (29).
Para 2024, a projeção da inflação ficou em 4,13%. Já 2025 e 2026, as previsões são de 4% para os dois anos. Com estimativa para este ano acima do teto da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Defi pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é 3,25% para este ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é de 1,75% e o superior, 4,75%.
De acordo com o Banco Central, no último Relatório de Inflação, a chance da inflação oficial superar o teto da meta em 2023 é de 83%. A projeção do mercado para a inflação de 2024 também está acima do centro da meta prevista, fixada em 3%, mas ainda dentro do intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual.
O IPCA ficou em 0,61% em abril, influenciado pelo aumento dos preços de remédios, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado é inferior à taxa de março, de 0,71%. Em 12 meses, o indicador acumula 4,18%. Para maio, o Indice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) - que mede a prévia da inflação oficial - ficou em 0,51%.
O Banco Central para alcançar a meta de inflação, usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 13,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). A taxa está nesse nível desde agosto do ano passado e é a maior desde janeiro de 2017, quando também estava nesse patamar.
A expectativa é de que a Selic encerre 2023 em 12,5% ao ano. Para o fim de 2024, a estimativa é de que a taxa básica caia para 10% ao ano. Já para o fim de 2025 e de 2026, a previsão é de Selic em 9% ao ano, para os dois anos.
Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Desse modo, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.
Quando o Copom diminui a Selic, a tendência é de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle inflação e estimulando a atividade econômica.
A expectativa em 2024, para o Produto Interno Bruto (PIB) - a soma de todos os bens e serviços produzidos no país - é de crescimento de 1,30%. Para 2025 e 2026 o mercado financeiro projeta expansão do PIB en 1,70% e 1,80%, respectivamente. A previsão para a cotação do dólar está em R$ 5,11 para o fim deste ano. Para o fim de 2024, a previsão é de que a moeda americana fique em R$ 5,17.
Com informações da Agência Brasil.
Banco Central
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