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Prévia da inflação perde força pelo 2º mês e fecha junho em 0,41%, aponta IBGE

No acumulado de 12 meses, o índice soma 4,8%. Em maio, a alta acumulada era de 4,64%.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quinta-feira (25), que a prévia da inflação oficial de junho ficou em 0,41%. O resultado representa que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) perdeu força pelo segundo mês seguido.

No acumulado de 12 meses, o índice soma 4,8%. Em maio, a alta acumulada era de 4,64%. O IPCA-15 é considerado uma prévia da inflação oficial, medida pelo IPCA.

O Boletim Focus dessa segunda-feira (22) informou que a mediana da expectativa para a inflação oficial de junho é de 0,32%. Os pesquisadores coletam preços de nove grupos de produtos e serviços, para medir a prévia da inflação.

Em junho, a alta média dos alimentos e bebidas e da habitação responderam dois terços do IPCA-15.

- Alimentação e bebidas: 0,74% (0,16 p.p.)

- Habitação: 0,72% (0,11 p.p.)

- Artigos de residência: 0,36% (0,01 p.p.)

- Vestuário: 0,45% (0,02 p.p.)

- Transportes: -0,03% (-0,01 p.p.)

- Saúde e cuidados pessoais: 0,47% (0,06 p.p.)

- Despesas pessoais: 0,34% (0,04 p.p.)

- Educação: -0,02% (0,00 p.p.)

- Comunicação: 0,34% (0,02 p.p.)

O IBGE apontou que, no grupo de alimentação e bebida, a alimentação no domicílio variou 0,87%. Em maio, tinha subido 1,73%. Os preços que mais subiram no grupo foram o da batata-inglesa (29,42%), do tomate (17,27%), do feijão-carioca (14,29%) e da cebola (9,54%).

O custo que mais cresceu no grupo habitação foi o da energia elétrica residencial (2,04%). De todos os 377 produtos e serviços pesquisados, a conta de luz teve o maior impacto de alta (0,08 p.p)

Segundo o instituto, a explicação está na bandeira tarifária amarela, com a cobrança adicional de R$ 1,1885 para cada 100 quilowatt-hora (Kwh) consumidos. As bandeiras tarifárias são determinadas mês a mês pela Aneel.

De todo o IPCA-15, o etanol (-5,30%) e a gasolina (-0,73%) foram os preços com o maior impacto negativo (-0,04 p.p. cada). O óleo diesel recuou 1,47% em junho.

Com informações da Agência Brasil

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