Brasil atinge metas internacionais para eliminar transmissão da hepatite B de mãe para filho
O Ministério da Saúde informou que índice de infecção entre crianças ficou abaixo do limite estabelecido internacionalmente e solicitou certificação à Opas
O Brasil atingiu as metas internacionais para a eliminação da transmissão vertical da hepatite B, quando o vírus é transmitido da mãe para o filho. O anúncio foi feito pelo Ministério da Saúde nesta terça-feira (28), durante um evento realizado no Rio de Janeiro em alusão ao Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais.
Segundo as informações, nos últimos dois anos, menos de 0,1% das crianças de até cinco anos apresentaram infecção ativa pelo vírus da hepatite B (HBV). Em 2025, a prevalência da transmissão de mãe para filho foi de 0,0111%, índice inferior ao limite internacional de 0,1%. Diante dos resultados, o governo brasileiro solicitou à Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) a certificação internacional de eliminação da transmissão vertical da doença.

Outro indicador destacado pelo Ministério da Saúde foi a cobertura do acompanhamento pré-natal, que ultrapassou 98% entre 2024 e 2025, acima da meta internacional de 95%. A vacinação contra o HBV nas primeiras horas de vida também superou o objetivo de alcançar pelo menos 90% dos recém-nascidos, chegando a 97% em 2024 e a 100% em 2025, de acordo com os dados apresentados pela pasta.
A redução da transmissão vertical da hepatite B é atribuída a uma série de medidas adotadas durante o pré-natal e após o nascimento. Entre elas estão a testagem das gestantes, o tratamento antiviral para reduzir o risco de transmissão durante a gravidez, quando indicado, a vacinação do bebê preferencialmente nas primeiras 12 horas de vida e a aplicação de imunoglobulina (HBIG) nos recém-nascidos de mães com hepatite B.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou a importância do fortalecimento da atenção primária para o alcance dos resultados. “A retomada dos investimentos na atenção primária em saúde foi decisiva para isso. Sem a atenção primária em saúde forte e, sem a saúde baseada a partir das comunidades, não é possível alcançar a eliminação de doenças infecciosas”, afirmou.
Conforme os dados, em dezembro de 2025, o Brasil já havia recebido a certificação internacional pela eliminação da transmissão vertical do HIV, vírus causador da Aids. O país também mantém a meta de alcançar, até 2030, a eliminação da transmissão vertical da sífilis, da doença de Chagas e do vírus linfotrópico de células T humanas (HTLV).
Padilha também destacou que um dos principais desafios para eliminar a transmissão da sífilis de mãe para filho está relacionado à vulnerabilidade das mulheres. Segundo o ministro, mesmo quando a infecção é identificada e tratada durante o pré-natal, algumas gestantes podem ser novamente infectadas pelos parceiros ao longo da gravidez, dificultando o controle da doença.
Com informações do site: Agência Brasil
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