Polícia

Inquérito conclui que cabo Samuel foi morto em abordagem policial

O policial do Piauí suspeitou do volume na cintura do soldado Francisco e da falta de placa da motocicleta que este conduzia.
08/02/2019 15h35 - atualizado

O inquérito policial que investigou o assassinato do cabo da Polícia Militar Samuel Borges concluiu que ele realizou uma abordagem policial ao soldado Francisco Ribeiro, e não houve uma briga de trânsito, como estava sendo cogitado. De acordo com as investigações, Samuel suspeitou do volume na cintura de Francisco e da falta de placa da motocicleta que este conduzia.

Em entrevista à TV Cidade Verde, o delegado Francisco Costa, o Barêtta, disse que os dois policiais se encontraram na Avenida Presidente Kennedy, próximo a uma casa de shows, e seguiram até o cruzamento das ruas Senador Cândido Ferraz com Verbenas, na zona Leste de Teresina, onde ocorreu os disparos.

“O cabo fez a abordagem justamente porque viu um volume nas costas. Um policial experiente vai verificar que tem supostamente uma arma, e o sujeito (estava) de bermuda e usando uma moto sem placa. O cabo foi fazer abordagem”, relatou.

Toda a ação foi gravada pelo cabo Samuel. Um chegou a se identificar ao outro que eram policiais militares.

O soldado Francisco encontrava-se com duas armas, sendo uma irregular. Samuel teria dito que iria denunciar o Francisco para o Corregedoria da Polícia Militar, e tirado a chave do contato da moto do soldado, que sentiu-se intimidado.

Francisco alegou que teria sido ameaçado, versão contestada pela polícia. “Ele disse que atirou no cabo porque o cabo, além de estar filmando, fez menção de sacar a arma. Em nenhum momento o cabo sacou a arma. É tão tal que o cabo recebeu o primeiro tiro, filmando”, refutou Baretta.

Samuel foi morto com três tiros no dia 1º deste mês, em frente do filho de nove anos de idade. Francisco, que encontra-se recolhido na Penitenciária de Campo Maior, irá responder por homicídio qualificado por motivo fútil e porte ilegal de arma de fogo. O inquérito policial com mais de 130 páginas foi remetido à Justiça.

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