Piauí

Motoristas de ônibus anunciam greve a partir desta quinta em Teresina

De acordo com secretário do Sintetro, Miguel Arcanjo, não há necessidade mais do SETUT negar o pagamento da convenção aos motoristas e cobradores.
27/10/2021 10h12 - atualizado

Nesta quarta-feira (27), motoristas e cobradores de Teresina estão em assembléia definindo diretrizes para uma greve por tempo indeterminado em Teresina.

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Rodoviários no Estado do Piauí (Sintetro) a greve tem início a partir das 00h desta quinta-feira, 28 de outubro.

"A partir das primeiras horas desta quinta-feira (28) vamos iniciar uma greve no sistema do tranporte público de Teresina por tempo indeterminado", confirmou o secretário do Sintetro, Miguel Arcanjo, ao Viagora.

De acordo com informações do sindicato, dentre as principais reivindicações da categoria, estão a manutenção do salário integral no valor de R$ 2.039, onde no momento os trabalhadores têm recebido o salário por meio de diárias, o pagamento dos tickets no valor de R$ 611, plano de saúde e a assinatura da convenção coletiva de trabalho que de acordo com o Sintetro, garante esses direitos aos motoristas e cobradores.

  • Foto: Luis Marcos/ ViagoraParalisação do transporte públicoTransporte público de Teresina

Miguel Arcanjo, secretário do Sintetro, informa ainda que desde 2020 o sindicato tenta negociação com o Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Teresina (SETUT) e o órgão se nega a assinar a convenção coletiva.

“O que nós vemos agora, com a população vacinada, que o fluxo de passageiros vem aumentando bastante. Nós observamos que na própria catraca está arrecadando o suficiente para pagar os trabalhadores e ainda sobra até dinheiro”, relatou.

De acordo com o secretário, não há necessidade mais do SETUT negar o pagamento aos motoristas e cobradores. O SETUT só estaria disposto a negociar o pagamento da convenção coletiva em janeiro de 2022. “Estamos cobrando é a assinatura da convenção de 2021, e não 2022. Os trabalhadores estão sem a negociação do acordo coletivo desde janeiro de 2020 e 2021”, afirmou.

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