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Polícia deflagra Operação Fake News e realiza buscas em Teresina

Segundo a polícia, no início de 2020 foram instaurados Inquéritos Policiais para apurar crimes contra a honra (calúnia, difamação) praticados contra autoridades públicas no Piauí em redes sociais.
16/04/2021 08h51 - atualizado

A Polícia Civil do Piauí, através da Delegacia de Repressão a Crimes de Informática - DRCI, com apoio da Diretoria de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública – DINTE/SSP, deflagrou a fase ostensiva da Operação Fake News nessa quinta-feira (15), com o cumprimento de mandado de busca e apreensão em Teresina.

Segundo a polícia, no início de 2020 foram instaurados Inquéritos Policiais para apurar crimes contra a honra (calúnia, difamação) praticados contra autoridades públicas no Piauí em redes sociais (Facebook e WhatsApp).

Dentre as vítimas iniciais havia o Governador do Estado, Wellington Dias, Secretários de Estado, Deputados Estaduais, Prefeitos e pré-candidatos a prefeitos, informou a polícia.

  • Foto: Polícia CivilDelegado Anchieta Nery.Delegado Anchieta Nery.

Com o avanço do trabalho policial a DRCI observou indícios de que os ataques partiam de um mesmo investigado, e possivelmente estariam sendo financiados com recursos públicos.

Conforme a polícia, surgiram como vítimas, no curso da investigação, o então Juiz eleitoral de Valença, uma vereadora e um pré-candidato a prefeito dessa mesma cidade.

A polícia informou que com afastamento de sigilo bancário e colaboração do Tribunal de Contas do Estado - TCE, se demonstrou que o investigado, autor direto dos crimes, recebia recursos, sem licitação ou contrato prévios, da Prefeitura de Valença, durante o período de execução dos crimes.

Segundo o delegado Anchieta Nery, titular da DRCI, “o investigado responsável por disseminar as agressões nas páginas e perfis falsos confessou a prática em interrogatório policial, afirmando que os ataques às autoridades de Valença tinham como mentor o então Secretário de Governo da cidade, em 2020".

De acordo com a Polícia Civil, quanto aos ataques a líderes dos partidos PT e PR em Teresina, o investigado afirmou ter sido contratado por um marqueteiro do Ceará, que atuava para um partido adversário destes nas eleições da capital, também em 2020.”

Segundo a autoridade policial, a confissão do investigado foi corroborada por elementos de prova técnica colhidos no Inquérito Policial (afastamento de sigilo bancário e de dados).

A polícia informou que novas diligências serão realizadas para delinear a participação de demais pessoas nos crimes. Segundo o delegado Anchieta Nery, "a quantidade de perfis e grupos em redes sociais organizados pelos investigados com objetivo de manipular a opinião pública com objetivos eleitoreiros caracteriza verdadeiro ato atentatório à democracia", explica. 

"A Polícia Civil alerta à população em geral que crimes cometidos em meio virtual, como quaisquer crimes, são passíveis de responsabilização e a Instituição tem o conhecimento técnico e ferramentas necessárias para a realização da investigação policial", disse o delegado.

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