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PT afirma que médicos cubanos não ‘tomaram’ vagas dos brasileiros

O governou cubano anunciou ontem (14) que vai deixar o programa Mais Médicos. O Partido dos Trabalhadores ressalta que o Mais Médicos revolucionou o acesso à saúde.

O Ministério da Saúde Pública da República de Cuba decidiu interromper nessa quarta-feira (14) a sua participação no Programa Mais Médicos, lançado em 2013 pela então presidente Dilma Rousseff. O governo cubano justifica a decisão com base em declarações do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL).

Conforme publicações no Twitter, Bolsonaro quer que os médicos somente possam atuar com diploma revalidado e sob contrato individual. Também questionou a competência desses profissionais, exigindo que eles façam “testes de capacidade”. Em agosto, ainda em campanha, ele declarou que “expulsaria” os médicos cubanos. Em nota, Cuba chamou as referências de Bolsonaro de “depreciativas e ameaçadoras”.

“As mudanças anunciadas impõem condições inaceitáveis que não cumprem com as garantias acordadas desde o início do Programa, as quais foram ratificadas no ano 2016 com a renegociação do Termo de Cooperação entre a Organização Pan-americana da Saúde e o Ministério da Saúde da República de Cuba. Estas condições inadmissíveis fazem com que seja impossível manter a presença de profissionais cubanos no Programa”, justificou o Ministério da Saúde Pública da Cuba.

“Não aceitamos que se ponham em dúvida a dignidade, o profissionalismo, e o altruísmo dos colaboradores cubanos que, com o apoio de seus familiares, prestam serviço atualmente em 67 países”, continua o governo cubano.

Em novembro de 2017, o Supremo Tribunal Federal (STF) validou o Mais Médicos e autorizou a dispensa da validação de diploma de estrangeiros. O programa contrata profissionais de várias nacionalidades, e não apenas cubanos.

O Partido dos Trabalhadores (PT) se posicionou sobre o caso e ressaltou que o Mais Médicos revolucionou o acesso à saúde. O partido usou o texto para tentar esclarecer que “é mentira que os médicos vindos da Cuba ‘tomaram’ vagas dos brasileiros”.

“Desde o início, esses profissionais só atendiam cidades onde não havia interesse de brasileiros. Pelas regras do programa, médicos brasileiros têm prioridade na seleção, seguidos de brasileiros formados no exterior, outros estrangeiros e, por último, os cubanos”, diz o texto.

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