Policiais penais cobram regulamentação da categoria durante mobilização em Teresina
José Roberto, presidente do sindicato, afirmou que os policiais têm feito esta reivindicação há cinco anos com o objetivo de garantir a devida estruturação de classes.Na manhã desta quinta-feira (12), o Sindicato dos Policiais Penais do Piauí (Sinpoljuspi) realizou uma mobilização na sede administrativa, na região Central de Teresina, para cobrar a regulamentação da categoria, bem como questões referente ao adicional de insalubridade, auxílio alimentação e promoções. O grupo também se reuniu no local para reivindicar uma reunião com o secretário de Estado da Administração (Sead), Samuel Nascimento, com o objetivo de colocar os assuntos em pauta.
José Roberto, presidente do sindicato, afirmou que os policiais têm feito esta reivindicação há cinco anos com o objetivo de garantir a devida estruturação de classes.
"Nós temos um projeto de regulamentação da Polícia Penal que está pendente, junto ao governo do Estado, há cinco anos. Veja bem, a Polícia Civil está regulamentada, assim como a Polícia Militar, mas nós seguimos sem regulamentação. Por que essa discriminação? O policial penal não vai mais aceitar essa discriminação. Esse projeto vem se arrastando, o governo não nos dá uma resposta concreta de como ele nos encaminhará esse projeto para ser aprovado na Alepi, e esse é o ponto, esse é o motivo da nossa missão de hoje”, afirmou.
O policial também falou sobre a falta de valorização dos profissionais que trabalham dentro de presídios, lidando diariamente com criminosos considerados perigosos.
“A categoria já chegou ao seu limite do descaso! O policial penal lida no ambiente prisional, no ambiente de carceragem, com o que há de pior na sociedade. Aquilo que a sociedade rejeita, ela joga no presídio e coloca o policial lá para tomar conta. Esse profissional é um pai de família, é um cidadão, é também um eleitor, por que esse descaso para conosco?”, questionou.
O diretor de Assuntos Institucionais do Sinpoljuspi, Cleiton Holanda, declarou que amanhã será realizada uma reunião com o secretário e o encontro será um divisor de águas, responsável por definir se a categoria permanecerá se mobilizando na luta pela regulamentação ou se terão as demandas cumpridas.
"O Estado continua através do governador Rafael Fonteles sendo omisso nessa questão. A categoria está buscando com sua força essa regulamentação porque ela permite todo um ordenamento jurídico de trabalho e até mesmo de situações que possam levar algum tipo de ação contra o próprio servidor. Amanhã teremos uma reunião, se nada prosperar, nós iremos continuar, iremos parar atividades e sistema penal, então amanhã é o divisor de água às 16 horas aqui na sede da Sead”, declarou.