Auditoria do Tribunal de Contas identifica falhas na drenagem urbana de Teresina
A avaliação da Diretoria de Fiscalização de Infraestrutura e Desenvolvimento Urbano (DFINFRA) fiscalizou um volume de recursos estimado em R$ 54.892.000,00.O Tribunal de Contas do Estado do Piauí (TCE-PI) julgou procedente uma auditoria que identificou falhas no sistema de drenagem urbana de Teresina, bem como a necessidade de intervenções urgentes em pontos deteriorados. A avaliação da Diretoria de Fiscalização de Infraestrutura e Desenvolvimento Urbano (DFINFRA) teve como foco as ações governamentais voltadas para esta demanda, referente ao ano de 2025, e fiscalizou um volume de recursos estimado em R$ 54.892.000,00.
De acordo com o órgão, o trabalho foi realizado no âmbito do Processo TC nº 000667/2025 e resultou no Acórdão nº 056/2026, relatado pela conselheira Rejane Dias.
A Diretoria de Fiscalização de Infraestrutura e Desenvolvimento Urbano (DFINFRA) constatou fragilidades na gestão da drenagem da capital, ressaltando a ausência de cadastro atualizado da rede, a falta de planejamento preventivo estruturado para manutenção, a insuficiência de ações sistemáticas nos sistemas de bombeamento e a inexistência de orçamento específico e segregado para custeio do serviço.
O relatório apontou ainda a importância de adotar medidas para reforçar a segurança da população em áreas de grande escoamento, tais como a implantação de sistemas de contenção, barreiras físicas e sinalização nas proximidades de estruturas da drenagem, com o objetivo de prevenir acidentes com pedestres e veículos.
Segundo o Tribunal de Contas, Teresina registrou nos primeiros meses de 2026, duas mortes relacionadas aos eventos chuvosos, em ocorrências que a ausência de proteção pode ter colaborado para a fatalidade.
O TCE destacou que a equipe de auditoria elaborou o relatório de análise técnica e cinco relatórios de inspeção específicos para as zonas Norte, Sul, Leste, Sudeste e Centro, com amplo registro fotográfico e visitas in loco a diversos pontos da cidade.
De acordo com o órgão, a fiscalização revelou que o município ainda atua de forma reativa, com intervenções concentradas após a ocorrência de alagamentos, em vez de adotar rotinas preventivas de manutenção.