Projeto Sasakawa reforça combate à hanseníase em Teresina com capacitações

A iniciativa da FMS busca ampliar o diagnóstico precoce, reduzir casos da doença e combater o preconceito que ainda afeta pacientes na capital.

A Fundação Municipal de Saúde (FMS) de Teresina intensificou as ações de enfrentamento à hanseníase com o lançamento do Projeto Sasakawa, iniciativa que tem como objetivo reduzir os índices da doença na capital e combater o estigma social enfrentado por pacientes. O projeto conta com apoio da Fundação Nippon, do Japão, e do Ministério da Saúde.

De acordo coma FMS, como parte das ações, agentes comunitários de saúde passaram por capacitação durante o mês de maio e já estão atuando em atividades educativas realizadas em unidades básicas de saúde, escolas, praças e igrejas. A mobilização segue até o dia 12 de junho, levando informações à população sobre prevenção, sintomas e a importância do diagnóstico precoce.

Foto: Divulgação/ FMS
Projeto Sasakawa reforça combate à hanseníase em Teresina

Além das ações de conscientização, profissionais da saúde também participam de treinamentos especializados entre os dias 8 e 12 de junho. Médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e profissionais de laboratório recebem capacitação teórica e prática voltada ao diagnóstico, tratamento e prevenção das incapacidades causadas pela doença.

Segundo as informações, a programação inclui uma formação no Auditório Fiocruz do Sertão, no dia 8 de junho, e atividades práticas realizadas no Centro Maria Imaculada (CMI), referência regional no atendimento a pacientes com hanseníase.

De acordo com a FMS, apesar da redução dos casos nos últimos anos, Teresina ainda é considerada uma área de alta endemicidade para a doença. Dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) da fundação municipal apontam que, somente em 2025, foram registrados 193 novos casos da doença.

Segundo a enfermeira Lana Coelho, do Núcleo de Doenças Negligenciadas da FMS, o projeto também tem como foco a humanização do atendimento aos pacientes.

“A hanseníase tem cura, mas o preconceito e a desinformação ainda são barreiras para o diagnóstico precoce. Por isso, neste projeto, o profissional é capacitado não apenas para tratar a pele ou o nervo, mas para acolher o paciente e enfrentar o estigma social”, destacou.

A presidente da FMS, Leopoldina Cipriano, ressaltou que a iniciativa fortalece as estratégias de vigilância e assistência em saúde na capital. “Integramos assistência médica, educação e direitos humanos para que a capital avance rumo à eliminação da doença”, afirmou.

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