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Corregedoria apura envolvimento de PMs em morte de jovem em Teresina

A família alega que o jovem desapareceu após ser levado preso por policiais, no domingo (12).

Um jovem identificado como Isaías Rodrigues da Silva, de 18 anos foi encontrado morto na manhã desta terça-feira (14). O corpo do jovem foi encontrado por populares boiando às margens do Rio Poti, próximo à ponte Tancredo Neves em Teresina.

Logo após serem informados a respeito da morte do rapaz, a família do jovem afirmou que ele estava há um dia desaparecido, depois de ter sido levado por policiais da Força Tática do 6º Batalhão de Polícia. Segundo a família, Isaías foi preso por tentar assaltar um militar no último domingo (13), que acionou uma viatura e saíram como o suspeito algemado.

O tenente-coronel John Feitosa, informou ao Viagora que o caso está sendo apurado pela Corregedoria da Polícia Militar, e que somente depois da investigação do caso será confirmado se o crime foi cometido ou não por policiais militares.

“Diante das declarações de familiares, a Polícia Militar do Piauí através da Corregedoria está colhendo informações sobre essas declarações, está buscando os familiares para vir prestar depoimento formalmente na corregedoria e está buscando a escala de serviço do batalhão para ouvir os policiais militares que estavam em serviço. As diligências preliminares já estão em andamento para se certificar se existe a participação ou não de policiais militares nesse crime, que só poderá ser dito após a apuração do fato”.

O Coronel também informou que ainda não tem informações a respeito da prisão do jovem, que segundo a família ocorreu na noite deste domingo (12). De acordo com John essas informações foram repassadas pelos familiares da vítima, e que o caso só será esclarecido após a realização de perícia.

“Quando um fato envolve um policial militar existe a precipitação de se punir imediatamente o policial. Mas em todos os casos, seja ele envolvendo um civil ou um militar há necessidade de se apurar e colher provas para se ter a certeza da participação do agente, para não acusar uma pessoa e ser outra”, finalizou.

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