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“A situação é desesperadora”, diz morador sobre alagamentos em Teresina

Na Vila Apolônia, ruas e casas amanheceram alagadas nesta segunda-feira (03), na zona Norte da capital.

  • Luis Marcos/ Viagora Alagamento na Vila Apolônia em Teresina 1 / 17 Alagamento na Vila Apolônia em Teresina
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  • Luis Marcos/ Viagora Eliane Silva, Cabelereira 4 / 17 Eliane Silva, Cabelereira
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  • Luis Marcos/ Viagora Roncalli Filho, Superintendente da SAAD centro 7 / 17 Roncalli Filho, Superintendente da SAAD centro
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  • Luis Marcos/ Viagora Cristiane Sousa, dona de casa 10 / 17 Cristiane Sousa, dona de casa
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Nesta segunda-feira (03), várias casas amanheceram alagadas devido ao aumento no nível das lagoas, após as chuvas do fim de semana na Vila Apolônia, na zona Norte de Teresina. 

O Viagora percorreu a região e constatou várias ruas e casas alagadas e moradores retirando móveis de dentro das residências, para evitar perdê-los.

A dona de casa Cristiane Sousa de 25 anos, mora com os três filhos e o marido na casa onde a água já chega ao quintal e relata à reportagem que nunca tinha presenciado essa situação em seis anos. “Quando eu acordo começo a chorar quando vejo minha casa desse jeito. Eu nunca tinha visto a água aqui dessa maneira, do tempo que eu moro aqui, são 6 anos, é a primeira vez que está desse jeito. Nunca subiu água na rua desse jeito, é a primeira vez”, disse.

De acordo com a moradora, a prefeitura realizou um cadastro e informaram que a família será levada para uma escola na região. “Só fizeram um cadastro mesmo aqui em casa, e disseram que é para levar a gente para um colégio, só não disseram quando vem para pegar os móveis e nos realocar, por enquanto estou na cassa da minha mãe que mora mais ali em cima”, afirmou.

Cícero Santos, outro morador do bairro, disse que o sentimento é de desespero entre as pessoas e que há muito tempo a lagoa não transbordava para deixar as ruas e casas alagadas. “O sentimento é de desespero para todos. Há muito tempo isso não ficava assim. As bombas que eram para estar puxando a água não estão funcionando, desde que esse prefeito assumiu”, declarou.

O morador relata ainda que durante a noite desse domingo (02), a maioria dos moradores ficaram vigiando o nível da água, com medo de subir e acordarem embaixo d’água. “Ontem à noite ninguém dormiu aqui, todo mundo passou a noite acordado vigiando, com medo de dormir e acordar com água no pescoço. A situação é desesperadora”, ressaltou.

Já a cabelereira Eliane Silva que mora com o pai de 76 anos, afirma que está cadastrada no Programa Lagoas do Norte e que ainda espera uma resposta da prefeitura sobre o projeto. “A gente é dentro do programa Lagoas do Norte, esse projeto foi o Firmino que colocou, onde era para transformar tudo isso aqui em uma lagoa. Por isso que foram construídos os apartamentos, e quem não quisesse o apartamento, recebia a indenização, só que até agora nada”, disse.

O nível dos rios Poti e Paranaíba também está elevado e em alguns pontos do bairro Porti Velho chega a transbordar e já atinge quadras de esportes localizadas ao lado do Parque Ambiental Encontro dos Rios. O prefeito Dr. Pessoa assinou nesse domingo (02), o decreto que declara situação de emergência na cidade devido aos alagamentos registrados.

Outro lado

A reportagem conversou com o superintendente da SAAD Centro, Roncalli Filho que declarou que o objetivo é retirar as famílias das áreas de risco e realoca-las em um abrigo temporário.

“Aqui o primeiro ponto é a retirada dessas famílias daqui, para a segurança delas e a retirada dos bens deles também. Chegando ao abrigo tem um cadastramento sendo feito pela Semcaspi, para dá todo auxílio, se precisar futuramente pagar um aluguel, cesta básica, alimentação e saúde também, a Fundação Municipal de Saúde também está coordenada aqui”, declarou.

Segundo o superintende, na Vila Apolônia, cinco famílias já foram retiradas e realocadas em uma escola do bairro Mafrense. Ele ressalta ainda que a ação está sendo coordenada pela Defesa Civil Municipal em conjunto com as secretarias.

“Aqui na Vila Apolônia a SAAD Centro retirou ontem, cinco famílias, na rua um, dois, três e quatro. A gente está sendo coordenados pela Defesa Civil, as SAADs estão dando apoio com efetivo, com caminhões, fazendo a mudança dessas pessoas. Então, é uma ação integrada que o prefeito Dr. Pessoa pediu que todas as secretarias participem”, afirmou.

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