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Casos de Covid-19 reduzem em 15% em Teresina, diz FMS

Segundo o Comitê Municipal de Operações Emergenciais (COE),o pico de casos já foi atingido e ocorreu no dia 9 de julho.

A semana epidemiológica em Teresina, entre 10 a 16 de julho, registrou uma redução de 15% do número de casos de Covid-19. Segundo o Comitê Municipal de Operações Emergenciais (COE), através da Fundação Municipal da Saúde (FMS), o pico de casos já foi atingido.

Conforme a FMS, o pico ocorreu, no dia 9 de julho de 2022. Desde então, houve redução no número de casos confirmados semanalmente. Os dados estão disponíveis no boletim epidemiológico da 28ª semana epidemiológica de 2022.

O virologista da FMS, Marcelo Adriano, a previsão do pico de casos tinha sido possível pela constatação da redução dos atendimentos por síndrome gripal (SG) nas semanas anteriores.
“Ainda que a utilização do autoteste possa gerar algum grau de subnotificação, a maioria absoluta da população teresinense depende do sistema público para testagem, de forma que os resultados destes exames não alteram significativamente as projeções e as tendências verificadas, por meio dos diversos indicadores averiguados pelo COE-FMS”, informa o virologista.

De acordo com Fundação, o boletim aponta ainda que a redução de casos confirmados ocorreu de forma conjunta a redução nos atendimentos por síndrome gripal, com a diminuição na demanda por testes de antígeno nas unidades básicas de saúde e por testes RT-PCR, junto ao Lacen-PI e com a estabilização do número de novas internações por síndrome respiratória aguda grave (SRAG).

Segundo o infectologista do COE, Walfrido Salmito, o número de pacientes internados por Covid-19 permanece elevado, por conta do caráter cumulativo das internações.
“Como as hospitalizações por SRAG são prolongadas, atualmente, o número de pacientes internados por Covid-19 permanece elevado, por conta do caráter cumulativo das internações, levando a uma taxa de ocupação de leitos crescente. De forma análoga, é esperado que o número de mortes pela doença permaneça elevado ainda por algumas semanas, a despeito da queda do número de novas infecções, pois os casos de óbitos por Covid-19 ocorrem geralmente três a quatro semanas após a hospitalização.”.

Gilberto Albuquerque, presidente da FMS, reforça que o fundamental é a vacinação. “Para que eventuais casos não se convertam em hospitalizações ou mortes, o fundamental é a vacinação, incluindo as doses de reforço para aqueles com última dose aplicada há mais de quatro meses.”, finaliza.

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