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Feiras de livros do Fripisa garante até 70% de desconto nas compras

A tradicional feira de livros que ocorre todo ano na praça do Fripisa, em Teresina, iniciou o ano com a expectativa que as vendas aumentem no decorrer de janeiro com o retorno da procura por didáticos

A tradicional feira de livros que ocorre todo ano na praça do Fripisa, em Teresina, iniciou o ano com a expectativa de que as vendas aumentem no decorrer do mês de janeiro com o retorno da procura por didáticos para o ano letivo. São 117 estandes e mais de 300 associados que tiram sua renda mensal da venda e troca de livros usados.

Além de ser uma opção mais econômica e acessível para os pais que buscam didáticos e paradidáticos, também se mostra uma importante ação em prol do meio ambiente com a reutilização dos livros que poderiam ficar empoeirados em uma prateleira ou estarem acumulados no lixo.

Foto: Viagora/ Letícia DutraFeira de livros no Fripisa
Feira de livros no Fripisa

Ao Viagora Gleicy Nascimento, que trabalha no local há 13 anos, e atualmente é presidente da Associação dos Vendedores de Livros Usados (Aluv), explica que os vendedores esperam um aumento nas vendas até o dia 16 deste mês e reconhece que o setor enfrenta desafios diante da mudança do material adotado nas escolas.

“Bom a nossa expectativa é que ela aumente significativamente nesse início de mês até o dia dezesseis. Só que a gente está vendo que teve uma queda bem grande, mas a gente ainda espera que melhore. Essa diminuição se deve as escolas, por conta do material que eles têm adotado, de kits, além da reforma do ensino médio, a maioria das escolas colocaram material próprio”, afirma.

As consequências do período pandêmico ainda são sentidas pelos permissionários que tem adotado novas formas de comercializar e fazer a troca de livros. Andressa Saraiva, que atua há cinco anos acompanhando sua tia, proprietária do estande, afirma que as vendas online ajudam a suprir a diminuição nas compras presenciais.

Foto: Viagora/ Letícia DutraFeira de livros no Fripisa
Feira de livros no Fripisa

“O movimento da feira não tá dentro da expectativa porque nos anos passados o movimento era maior, mas eu acredito que com a chegada da pandemia diminuiu bastante e a gente tem sentido esse impacto nas vendas, tanto que uma das alternativas que nós encontramos foi a venda online e é através do aplicativo da Amazon. Nós temos vendido por lá também para suprir essa falta que tá existindo aqui no presencial, mas sempre todos os anos o movimento em janeiro é maior”, diz a vendedora.

Com preço tabelado, os feirantes vendem os livros do Ensino Fundamental que corresponde do 1º ao 5º ano na faixa de R$ 80, já do 6º ao 9º ano no valor de R$ 100 e Ensino Médio a partir de R$ 150. Os paradidáticos já saem a R$ 30.

Rosa Amélia, que afirma trabalhar compartilhando cultura há 25 anos, detalha as formas de pagamento para os pais que estão à procura de economizar neste período. Além disso, também existem as negociações para aqueles que buscam um desconto a mais.

Foto: Viagora/ Letícia DutraFeira de livros no Fripisa
Feira de livros no Fripisa

“Nós vendemos, trocamos, troca dois por um, a gente troca uma e a pessoa volta uma parte de dinheiro. Quem não quer fazer a troca dos dois por um, pode dar um livro e uma parte do dinheiro que ajuda tanto a gente como ajuda o pai que vem aqui em busca de melhoria. As formas de pagamento geralmente são à vista, mas a gente também parcela. Passa no cartão, no pix também”, reforça.

Por fim, a presidente da Aluv, Gleicy reforçou a importância social e ambiental da feira, além de afirmar que ao garantir os livros no local há economia de 50% a 70% na compra da lista escolar dos filhos.

“Nós somos a maior feira da América Latina. Nós temos uma economia de cinquenta a setenta por cento no valor final da lista quando o pai vem. Por exemplo, ele faz um orçamento de quatro mil reais na livraria que ele compra por mil, mil e duzentos aqui. Então a gente tem livro de boas qualidades, livros seminovos, até para aquelas pessoas que são mais exigentes e sem falar que ajudam muito o planeta porque nós reciclamos. Nós damos um bom uso para o livro que ficaria parado na casa, que às vezes até vai pro lixo”, finaliza.

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