Piauí tem superávit de US$ 11,4 milhões na balança comercial em fevereiro, aponta levantamento
Em comparação com períodos anteriores, as exportações piauienses apresentaram uma redução.Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), informaram que, em fevereiro de 2026, o Piauí registrou a movimentação de US$ 24,2 milhões (R$ 126,1 milhões) em transações comerciais com o exterior, com superávit de US$ 11,4 milhões (R$ 59 milhões).
Conforme o ministério, o resultado indica que o estado exportou mais do que importou neste período, mantendo um saldo positivo nas relações internacionais comerciais. Em comparação com períodos anteriores, as exportações piauienses apresentaram uma redução.
Em fevereiro de 2025, o estado exportou US$ 18,9 milhões a menos, uma queda de 43,8%. Já na comparação com janeiro de 2026, a redução foi de US$ 1,7 milhão, equivalente a 6,5%.
Nos meses de janeiro e fevereiro, as exportações do Piauí somaram US$ 50,2 milhões. No mesmo período de 2025, o valor havia alcançado US$ 65 milhões (R$ 338 milhões), o que representa uma redução de US$ 14,8 milhões, ou 22,8%.
Segundo levantamentos preliminares da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a previsão é que o Piauí produza mais de 6,6 milhões de toneladas de grãos em 2026, o que deve fortalecer novamente a pauta de exportações do estado, com destaque para a soja.
Entre os principais produtos exportados pelo Piauí em fevereiro estão o milho, responsável por 46,2% das vendas externas (US$ 11,2 milhões); seguido da soja, com 25,1% (US$ 6,1 milhões). Também se destacaram outras gorduras e óleos animais e vegetais, com 17,3% (US$ 4,2 milhões); algodão bruto, com 5,7% (US$ 1,4 milhão); mel natural, com 1,9% (US$ 450 mil); e compostos organo-inorgânicos e heterocíclicos, com 0,7% (US$ 181,4 mil).
Conforme o Governo do Estado, os municípios que mais exportaram foram Uruçuí, Campo Maior, Baixa Grande do Ribeiro, Bom Jesus e Parnaíba. Entre os principais destinos das exportações piauienses estão Egito (34,4%), China (28,9%), Malásia (12%), Estados Unidos (6,5%) e Alemanha (2%).