Sindhospi pode suspender o atendimento para Plamta neste mês
O sindicato estipulou um prazo de até 10 de outubro para o Iaspi quitar os débitos.
O Sindicato dos Hospitais, Clínicas, Casas de Saúde e Laboratórios de Pesquisas e Análises Clínicas do Estado do Piauí (Sindhospi), informou que pode paralisar o atendimento ao Plamta a partir do dia 11 de outubro. O motivo da possível paralisação é o atraso no pagamento por parte do IASPI à rede credenciada de prestadores.
Representes do sindicato e do Instituto da Assistência à Saúde dos Servidores Públicos (IASPI), estiveram reunidos técnicos da Secretaria de Fazenda do Piauí na manhã desta quarta-feira (04), juntamente com técnicos da em uma audiência pública no Ministério Público Estadual. Mediada pelo Promotor de Justiça, Fernando Santos, a reunião foi voltada para discussão do atrado nos repasses.
A diretora do IASPI, Daniela Aita, afirmou que o pagamento referente ao mês de junho vai estar na conta dos prestadores nas próximas horas, além da abertura, na sexta-feira (06) do sistema para a emissão de notas referentes a esse mês.
- Foto: Divulgação/Sindhospi
Sindhospi pode paralisar atendimento para o Plamta.
"O impasse ocorreu por conta de um retardo no repasse de parte da fatura de junho, mas não se pode contabilizar quatro meses de atraso nos repasses, tendo em vista que o contrato prevê 60 dias de tramitação de processo das faturas", esclarece a diretora geral do Iaspi, Daniele Aita, tranquilizando os usuários quanto ao atendimento.
O Iaspi garante ainda que não existe déficit em termos de arrecadação e despesa: o que é arrecado é suficiente para cobrir os gastos, mas por conta do expediente do Estado em repassar parte dos recursos, o Instituto aguarda os repasses e efetua os pagamentos obedecendo o prazo de 60 dias de tramitação do processo
Já os técnicos da Secretaria de Fazenda sugeriram uma reunião com o Secretário de Fazenda, Rafael Fonteles em dia 13 de outubro. Eles alegram que a crise econômica dificulta o pagamento de demais faturas.
Porém, o Sindhospi não aceitou a proposta e estabeleceu que a categoria um prazo de até o dia 10 para receber o repasse do mês de julho, havendo a suspensão de serviços no dia 11 caso não haja o pagamento.
O advogado do Sindhospi, Dr. Thiago Brandim, esclareceu na oportunidade, sobre a ação civil pública que poderá ser intentada pelo Ministério Público, caso o pagamento não seja efetivado até a data estabelecida.
"Após esse prazo dado ao IASPI, iremos comunicar ao Ministério Público sobre o pagamento ou não da rede, bem como se ocorreu algum acordo com o Secretário de Fazenda neste sentido, sendo que em caso negativo, o Ministério Público já garantiu que ingressará com uma ação civil pública em relação ao Plamta, a fim de que a dotação orçamentária do órgão fique no próprio órgão e não administrado pelo Estado em conta única como é hoje", finalizou.
Sindhospi
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