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Professores da UFPI aprovam indicativo de greve para esta quarta

Conforme a nota da Adufpi, os professores alegam que estão sem reajuste desde 2017 e ainda relatam as perdas salariais desde 2011, devido esse cenário a categoria acumula cerca de 49,28% de defasagem.

Neste sábado (19), Associação dos Docentes da Universidade Federal do Piauí (ADUFPI) informou através de nota que um indicativo de greve previsto para o próximo dia 23 de março foi aprovado pela categoria em Assembleia Geral.

Conforme a nota da Adufpi, os professores alegam que estão sem reajuste desde 2017 e ainda relatam as perdas salariais desde 2011, devido esse cenário a categoria acumula cerca de 49,28% de defasagem salarial.

A reposição das perdas salariais acumuladas de 2020 a 2021, que somando representa uma inflação de 19,99%, é outra pauta defendida pelos docentes, segundo nota.

A Adufpi informa ainda que desde o início do ano os professores tentam realizar tratativas a cerca das reinvindicações e no mês de fevereiro foi protocolado um documento com a pautas da categoria e a adoção de um reajuste emergencial de 19,99% para todos da categoria. A ação foi adotada por meio do Ministério da Economia e deve ser encaminhado ao Governo Federal.

Além disso, o vice presidente da Adufpi, professor Alexandre Medeiros, ressaltou ainda que na próxima segunda-feira (21) ocorrerá uma reunião dos setores do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino (ANDES) para discutir a medida.

“O que apreciamos hoje em assembleia junto à categoria docente foi a aprovação do indicativo de greve das servidoras e servidores públicos federais. A partir disso, na segunda-feira, dia 21 de março, teremos uma reunião dos setores do ANDES – Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior, no qual este resultado será apresentado e discutido”, explica o professor.

Confira a nota na integra:

Em Assembleia Geral com a categoria ocorrida na tarde desta sexta-feira, 18 de março de 2022, a Associação dos Docentes da Universidade Federal do Piauí – ADUFPI, aprovou por ampla maioria de votos o indicativo de greve previsto para o próximo dia 23 de março deste ano em razão da reposição salarial emergencial das servidoras e servidores públicos.

A categoria reivindica a reposição das perdas salariais acumuladas de 2020 a 2021, ao qual soma-se 19,99% de inflação. Sem reajuste desde 2017 e com perdas salariais desde 2011, as servidoras e os servidores acumulam uma defasagem nos salários de pelo menos 49,28%. Essas tratativas acontecem desde o início do ano, já no mês de janeiro quando servidoras e servidores públicos federais protocolaram no Ministério da Economia um documento com diversas reivindicações para o Governo Federal, incluindo o reajuste emergencial de 19,99% para todas as categorias.

O Vice Presidente da ADUFPI, Professor Alexandre Medeiros destaca que “ o que apreciamos hoje em assembleia junto à categoria docente foi a aprovação do indicativo de greve das servidoras e servidores públicos federais. A partir disso, na segunda-feira, dia 21 de março, teremos uma reunião dos setores do ANDES – Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior, no qual este resultado será apresentado e discutido.

Entenda as reivindicações

Com os salários congelados desde 2017 e perdas salariais de mais de 10% somente em 2021, os SPF acumulam uma defasagem de 49,28% em seus vencimentos. A demanda acordada, entretanto, é lutar por 19,99% de recomposição – referentes aos índices inflacionários do governo Bolsonaro.

Apesar de alegar falta de recursos e contexto pandêmico, ainda em 2021 o governo reservou R$ 1,7 bilhões para reajuste salarial de policiais federais, policiais rodoviários federais e agentes penitenciários. Os fins eleitoreiros da medida, fortalecendo sua base, são evidentes. Para as demais categorias, entretanto, Bolsonaro pediu “compreensão”.

A pauta nacional de reivindicações dos SPF foi protocolada pelo Fonasefe no dia 18 de janeiro, no Ministério da Economia. Desde então, são mais de 60 dias de silêncio. O escalonamento das manifestações de indicativo de greve são a forma dos servidores pressionarem o governo para negociação.

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