IBGE: Piauí tem a maior proporção de domicílios com rendimento do Bolsa Família
A pesquisa do IBGE aponta que um em cada quatro domicílios do Piauí possuem moradores que foram beneficiados com o Bolsa Família no ano de 2021
Uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgado nesta sexta-feira (10), no qual aponta que um em cada quatro domicílios do Piauí possuem moradores que foram beneficiados com o Bolsa Família no ano de 2021. Os dados foram coletados através da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), no módulo Rendimento de Todas as Fontes.
Conforme os dados da pesquisa, o estado do Piauí possui o maior índice do Brasil em relação a proporção de lares do Piauí nos quais houve rendimento proveniente do programa social de 25,8%.
IBGE explica que a taxa do Piauí é cerca de três vezes superior à média brasileira, no país somente 8,6% dos domicílios tiveram rendimentos provenientes do Bolsa Família no ano de 2021.
Enquanto o Piauí possui maior proporção de domicílios com rendimento do Bolsa Família, o estado de Santa Catarina é o que registra menor proporção de residências com moradores que receberam o benefício, somente 1,9%, como explica a pesquisa do IBGE.
Ainda segundo o IBGE, no período de 2020 e 2021, houve aumento de 58,2% na proporção de domicílios piauienses que obtiveram rendimento através do Bolsa Família. No ano de 2020, esse índice registrado era de 16,3%, ele chegou a atingir 25,8% no ano seguinte.
De acordo com o instituto de pesquisa, o Piauí ocupava a segunda maior posição desde 2012, ficando atrás do Maranhão, o crescimento desse cenário em 2021 fez com que o Estado subisse de posição se comparado às demais unidades da federação.
O IBGE informa que foi registrado um salto de 169 mil residências piauienses com obtinham sua renda do Bolsa Família em 2020 para 266 mil em 2021, com base em números absolutos. Os valores do ano passado se configuram como os segundos menores da série histórica. No período de 2012 a 2019, as proporções do Piauí sempre superaram 35% e a quantidade de domicílios com benefício ultrapassava 350 mil.
Nas residências do Piauí que recebiam o rendimento do Bolsa Família, havia uma médica 3,87 pessoas no local. Enquanto que nas casas onde ninguém tirava sua renda do benefício vivem, em média, 3,0 pessoas, aponta o IBGE.
Dessa forma, a pesquisa do IBGE revela que os domicílios piauienses que recebem o benefício registram mais moradores, além de possuírem rendimento médio per capita três vezes inferior àqueles onde não há rendimento do programa social. Já em relação ao rendimento domiciliar por pessoa é de R$ 1.084 nos domicílios piauienses onde ninguém é beneficiário do Bolsa Família, o valor médio cai para R$ 316 nas casas que recebem transferência de renda do programa.
IBGE
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