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Busca por materiais escolares cresce em Teresina com volta às aulas

De acordo com pesquisas, as vendas de material escolar no Brasil em 2026 devem recuar cerca de 5,9%5.

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As lojas que vendem artigos de papelaria registraram uma alta demanda de pais atrás de materiais escolares para os filhos, principalmente neste mês de janeiro e começo de fevereiro, os consumidores estão em busca de cadernos, mochilas, canetas e outros.

O Viagora esteve em um estabelecimento que vende artigos de material escolar e conversou com vendedores e consumidores sobre a movimentação e busca pelos melhores preços.

O vendedor Igor Ferreira relatou que essa procura foi acima do esperado, que muitos pais estão indo neste mês de janeiro a loja, o que é considerado fora do comum, já que muitas pessoas deixam a compra dos materiais para o mês de fevereiro.

“Tivemos que mexer no estoque que estava parado. Inclusive estamos com oferta, justamente para dar uma fortalecida, porque o movimento melhorou”, disse.

Ele também afirmou que a loja já possui preços diferenciados, o que chama a atenção do cliente. “Principalmente no atacado, o preço já favorece bastante para o consumidor. A mochila da Rebecca Bombom é o produto que mais sai”, pontuou.

Lucilene Gomes, mãe de uma menina de seis anos, destacou que os preços estão mais caros neste ano em que sua filha está indo para o primeiro ano do ensino fundamental.

“Deixei a comprar para a última hora, as aulas já vão começar na próxima semana. O caderno foi o material mais caro, mas ainda vou atrás de mais coisas e de outras lojas também. Estamos pesquisando mais lojas, porque achar preços em conta é mais difícil”, declarou.

Já Simone Lima, mãe de quatro filhos, ressaltou que achar produtos em conta para as crianças é bem difícil, porque cada um possui uma necessidade diferente. “Eu achei os produtos bem caros, um caderno está mais de trinta reais e as canetas, eu quero comprar o básico, mas os meninos querem uma em específico, daí complica mais né?”, contou.

Simone acrescentou ainda que, as mochilas vão ser reutilizadas, porque é mais uma forma de economizar nessa compra de materiais. “As mochilas vão ser as mesmas, vou comprar somente os materiais mais necessários, do jeito que eles querem, mas também que seja favorável para o meu bolso”, descreveu.

Levantamento

De acordo com pesquisas, as vendas de material escolar no Brasil em 2026 devem recuar cerca de 5,9%5 em volume, após uma alta em 2025, impulsionadas pela inflação persistente e endividamento das famílias. Apesar da queda em volume, o investimento total deve ultrapassar R$ 53 bilhões, impulsionado pelo aumento de preços, com reajustes altos em itens como livros, mochilas e cadernos

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