Operação policial cumpre mandados contra organização criminosa envolvida com jogos de azar no Piauí
O inquérito policial teve início a partir do Relatório Circunstanciado de Investigação da Polícia Civil de Minas GeraisNesta quarta-feira (24), a Polícia Civil do Piauí cumpriu 04 mandados de prisão preventiva e 28 mandados de busca e apreensão domiciliar em Teresina (PI), Pirapora (MG), Timon (MA) e Rondon do Pará (PA). A ação foi realizada em conjunto com a Diretoria de Operações Policiais (DEOP) e a Polícia Civil de Minas Gerais (4ª DRPC/Pirapora/14º DEPPC/Curvelo).
Conforme a polícia, a operação teve o objetivo de apurar uma organização criminosa voltada à exploração de jogos de azar, principalmente por meio jogo “Quer Ganhar”, além da prática dos crimes de lavagem de capitais, organização criminosa e ameaças a apostadores.
A Polícia Civil de Minas Gerais realizou o Relatório Circunstanciado de Investigação, que deu início ao inquérito policial, já que identificou indícios de estrutura criminosa organizada, com divisão de tarefas, recrutamento de vendedores e utilização de pessoas físicas e jurídicas para ocultação e dissimulação de valores provenientes da atividade ilícita.
Conforme as diligências, o esquema envolvia a comercialização ilícita de bilhetes numerados, manipulação de resultados através do controle das “sobras” de bilhetes não vendidos e uso de plataformas digitais para divulgação dos sorteios. Além da constatação de práticas de intimidação e ameaças contra apostadores que reivindicavam premiações supostamente obtidas.
Durante as investigações, foram identificadas movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada pelos investigados, com indícios de circulação de valores milionários.
Segundo a força de segurança, o Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs), produzidos a partir de comunicações ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), apontaram operações atípicas que somam aproximadamente R$ 11.543.000,00 (onze milhões, quinhentos e quarenta e três mil reais), com fracionamento de valores e incompatibilidade patrimonial.
A autoridade policial representou medidas cautelares, incluindo sequestro de bens móveis, avaliados em aproximadamente R$ 1.100.000,00 (um milhão e cem mil reais) e bloqueio de ativos financeiros.