Deptuado estadual Chico Ramos afirma que programa Mais Médicos será um fracasso
Segundo ele, fornecer um bloco de receituário, uma caneta e uma mesa de ferro não será suficiente para que os médicos cubanos possam trabalhar.
O deputado Chico Ramos (PSB) afirmou na sessão de hoje (16) que o programa Mais Médicos será um fracasso porque não está dotado das condições básicas para os pacientes sejam atendidos no interior. Segundo ele, fornecer um bloco de receituário, uma caneta e uma mesa de ferro não será suficiente para que os médicos cubanos possam trabalhar. “O resultado disso será o aumento de pacientes nos hospitais de Teresina e nas cidades onde exista o mínimo de estrutura”, previu.
Chico Ramos disse que a desvalorização dos médicos começou ainda na proclamação da República, quando os dirigentes de então recorreram aos médicos do Instituto Pasteur, trazendo os franceses para combater a epidemia de varíola, que grassava do porto de Belém, no Pará, ao porto de Santos, em São Paulo.
Depois disso, nos sucessivos governos não houve nenhum interesse em interiorizar a saúde no Brasil. No ano de 1942, o então presidente Getúlio Vargas iniciou a construção de hospitais em todo o país, sendo que muitos deles ainda funcionam, inclusive no Piauí. Depois disso, não houve praticamente nenhum investimento.
Na época da ditadura militar foi apresentado ao Governo Federal, mas os militares se assustaram com o valor do investimento e não aplicaram os recursos. Preferiram emprestar a juros quase zerados para instituições de São Paulo construírem os grandes hospitais onde as elites, inclusive presidentes e governadores são atendidos.
Chico Ramos afirma que os médicos estrangeiros não vão ter êxito por absoluta falta de condições de trabalho, embora eles sejam preparados. Desde 1996 não há investimento e isso resulta em uma saúde cada vez mais debilitada. “Dos 224 municípios só 92 tem uma estrutura mínima para algum tipo de atendimento. O restante dos pacientes vai lotar os hospitais de Teresina, de Parnaíba, de Picos e algumas poucas cidades”, resumiu.
Chico Ramos disse que a desvalorização dos médicos começou ainda na proclamação da República, quando os dirigentes de então recorreram aos médicos do Instituto Pasteur, trazendo os franceses para combater a epidemia de varíola, que grassava do porto de Belém, no Pará, ao porto de Santos, em São Paulo.
Depois disso, nos sucessivos governos não houve nenhum interesse em interiorizar a saúde no Brasil. No ano de 1942, o então presidente Getúlio Vargas iniciou a construção de hospitais em todo o país, sendo que muitos deles ainda funcionam, inclusive no Piauí. Depois disso, não houve praticamente nenhum investimento.
Na época da ditadura militar foi apresentado ao Governo Federal, mas os militares se assustaram com o valor do investimento e não aplicaram os recursos. Preferiram emprestar a juros quase zerados para instituições de São Paulo construírem os grandes hospitais onde as elites, inclusive presidentes e governadores são atendidos.
Chico Ramos afirma que os médicos estrangeiros não vão ter êxito por absoluta falta de condições de trabalho, embora eles sejam preparados. Desde 1996 não há investimento e isso resulta em uma saúde cada vez mais debilitada. “Dos 224 municípios só 92 tem uma estrutura mínima para algum tipo de atendimento. O restante dos pacientes vai lotar os hospitais de Teresina, de Parnaíba, de Picos e algumas poucas cidades”, resumiu.
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